{"id":5812,"date":"2015-05-07T03:00:00","date_gmt":"2015-05-07T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-amor-de-deus\/"},"modified":"2017-04-07T11:03:59","modified_gmt":"2017-04-07T14:03:59","slug":"o-amor-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-amor-de-deus\/","title":{"rendered":"O amor de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho do sexto domingo da P\u00e1scoa leva-nos ao centro da vida crist\u00e3. Fala-nos do mandamento, do \u00fanico mandamento: \u201cQue se amem uns aos outros como eu os amei.\u201d Mas, \u00e9 poss\u00edvel que amar seja um mandamento, uma lei, uma ordem? Podem nos ordenar que amemos? Na realidade, o amor \u00e9 algo que nasce de dentro da pessoa e n\u00e3o de uma ordem recebida de outrem. No ex\u00e9rcito, s\u00e3o dadas ordens e estas s\u00e3o obedecidas. No trabalho, acontece o mesmo. Mas ningu\u00e9m pode nos ordenar o que devemos sentir pelos que est\u00e3o ao nosso redor. Isso \u00e9 algo diferente.<br \/>Jesus sabe que \u00e9 algo diferente. Ele experimentou o amor de Deus. Ainda mais, experimentou que Deus \u00e9 amor. A sua presen\u00e7a em nosso mundo \u00e9 um sinal concreto, real desse amor de Deus por cada um de n\u00f3s. Esse amor \u00e9 o que nos d\u00e1 vida. O amor de Deus \u00e9 o que criou este mundo e \u00e9 ele que o mant\u00e9m em sua exist\u00eancia, apesar da forma impr\u00f3pria como o tratamos e como lidamos uns com os outros. A\u00ed est\u00e1 a raz\u00e3o pela qual Jesus fala de \u201cmandamento do amor\u201d. Deus nos amou primeiro, somos as criaturas do seu amor. O amor, como diz a segunda leitura, n\u00e3o \u00e9 algo que nasce de n\u00f3s, mas de Deus. Ele \u00e9 a origem do amor, desse fluxo vital sem o qual n\u00e3o podemos viver.<br \/>N\u00e3o h\u00e1 forma de colocar limites a esse amor que vem de Deus. Para Deus, n\u00e3o h\u00e1 judeus ou pag\u00e3os, Isso surpreende os judeus na leitura dos Atos dos Ap\u00f3stolos. Deus vai al\u00e9m das normas e das tradi\u00e7\u00f5es. Seu amor \u00e9 mais forte que qualquer lei humana. Deus presenteia-se e d\u00e1-se a todos. Muitos at\u00e9 dizem que \u201csabem que te amo\u201d, mas na vida concreta apenas disseminam o \u00f3dio, a viol\u00eancia, a exclus\u00e3o, a fofoca ou a cal\u00fania. Amar \u00e9 acolher sem pestanejar, caminhar rumo a unidade pedida.<br \/>As leituras do sexto domingo da P\u00e1scoa nos falam do mandamento do amor. Mas, de fato, nos convidam a prestar aten\u00e7\u00e3o no amor com o qual Deus nos ama e cuida de n\u00f3s. Apenas a partir dessa experi\u00eancia nascer\u00e1 nosso pr\u00f3prio amor, nossa capacidade de amar e dar a vida de presente aos que est\u00e3o a nossa volta.<br \/>Algo parecido acontece quando pretendemos convencer algu\u00e9m de que n\u00e3o ir \u00e0 Missa aos domingos \u00e9 pecado. \u00c9 muito melhor convid\u00e1-lo a vir a nossa comunidade, fazer com que aprecie a celebra\u00e7\u00e3o da Missa com os cantos, com a fraternidade e o encontro com Jesus. \u00c9 prov\u00e1vel que ele retorne. Mas, se o amea\u00e7armos com o pecado, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ele n\u00e3o volte. Francisco nos alerta muito contra o rigorismo jur\u00eddico dentro da Igreja. Ele ao inv\u00e9s de punir acolhe com testemunho. O Papa nos ensina a amar a todos e a construir pontes e n\u00e3o destru\u00ed-las. Com o amor se d\u00e1 o mesmo. Ningu\u00e9m ir\u00e1 amar sob amea\u00e7a de uma multa se n\u00e3o o praticar. \u00c9 mais f\u00e1cil que ame se j\u00e1 experimentou ser amado e reconhecido pelos que est\u00e3o a seu lado. Est\u00e1 em nossas m\u00e3os fazer os que vivem conosco conhecerem o amor de Deus por todos n\u00f3s. Na pr\u00e1tica, isso significa sermos crist\u00e3os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Evangelho do sexto domingo da P\u00e1scoa leva-nos ao centro da vida crist\u00e3. Fala-nos do mandamento, do \u00fanico mandamento: \u201cQue se amem uns aos outros como eu os amei.\u201d Mas, \u00e9 poss\u00edvel que amar seja um mandamento, uma lei, uma ordem? Podem nos ordenar que amemos? 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