{"id":58117,"date":"2020-04-06T10:01:32","date_gmt":"2020-04-06T13:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=58117"},"modified":"2020-04-06T10:01:32","modified_gmt":"2020-04-06T13:01:32","slug":"via-sacra-meditacoes-escritas-do-carcere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/via-sacra-meditacoes-escritas-do-carcere\/","title":{"rendered":"Via-Sacra: medita\u00e7\u00f5es escritas do c\u00e1rcere"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Cinco detentos, uma fam\u00edlia v\u00edtima de homic\u00eddio, a filha de um condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua, uma educadora, um juiz corregedor de pres\u00eddios, a m\u00e3e de um presidi\u00e1rio, uma catequista, um sacerdote acusado injustamente, um frade volunt\u00e1rio, um policial, todos ligados \u00e0 Capelania do C\u00e1rcere \u201cDue Palazzi\u201d de P\u00e1dua: s\u00e3o os autores das medita\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o lidas durante a Via-Sacra deste ano, presidida pelo Papa Francisco no adro da Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Adriana Masotti \u2013 Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAcompanhar Cristo no Caminho da Cruz, com a voz rouca dos que vivem no mundo carcer\u00e1rio, \u00e9 uma oportunidade para assistir ao prodigioso duelo entre a Vida e a Morte, descobrindo como os fios do bem se entrelacem inevitavelmente com os fios do mal\u201d. S\u00e3o palavras escritas na introdu\u00e7\u00e3o das medita\u00e7\u00f5es da Via-Sacra publicadas pela Libreria Editrice Vaticana. Os textos, as narra\u00e7\u00f5es do capel\u00e3o do Instituto carcer\u00e1rio \u201cDue Palazzi\u201d de P\u00e1dua, padre Marco Pozza, e da volunt\u00e1ria Tatuana Mario, foram escritos por eles mesmos, mas pretendem dar voz a todos os que compartilham a mesma condi\u00e7\u00e3o no mundo inteiro.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>No c\u00e1rcere, Jesus me procurou<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCrucifica-o, crucifica-o!\u201d. A pessoa que comenta a primeira esta\u00e7\u00e3o (Jesus \u00e9 condenado \u00e0 morte) \u00e9 um condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua. Crucifica-o \u201c\u00e9 um grito que ouvi dirigido a mim\u201d, escreve. A sua crucifica\u00e7\u00e3o iniciou quando era crian\u00e7a, uma crian\u00e7a marginalizada, agora considera-se mais semelhante a Barrab\u00e1s do que a Cristo. O seu passado \u00e9 algo que lhe causa repulsa. \u201cDepois de 29 anos de pris\u00e3o \u2013 afirma \u2013 ainda n\u00e3o perdi a capacidade de chorar, de me envergonhar pelo mal que fiz (\u2026) por\u00e9m sempre procurei algo que fosse vida\u201d. Hoje \u201cpercebo, no cora\u00e7\u00e3o, que aquele Homem inocente, condenado como eu, veio me procurar no c\u00e1rcere para me educar para a vida\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O amor \u00e9 mais forte que o mal<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda esta\u00e7\u00e3o (\u201cJesus carrega a cruz\u201d), a medita\u00e7\u00e3o foi escrita por um casal que teve sua filha assassinada. \u201cNossa vida foi sempre uma vida de sacrif\u00edcios, baseada no trabalho e na fam\u00edlia. Muitas vezes nos perguntamos: Por que este mal foi acontecer exatamente conosco? N\u00e3o temos paz\u201d. Sobreviver \u00e0 morte de um filho \u00e9 doloroso, mas \u201cno momento em que o desespero parece tomar conta de tudo, o Senhor, de mais de um modo, vem ao nosso encontro, nos dando a gra\u00e7a de nos amarmos como casal, apoiando-nos um ao outro, mesmo com dificuldade\u201d. Continuam a fazer o bem aos outros, e deste modo encontram uma forma de salva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o querem se render ao mal. Provam que \u201co amor de Deus \u00e9 capaz de regenerar a vida\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>No mundo h\u00e1 tamb\u00e9m a bondade<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na terceira esta\u00e7\u00e3o (\u201cJesus cai pela primeira vez\u201d) um presidi\u00e1rio conta que a sua queda, a primeira foi o seu fim. Depois de uma vida dif\u00edcil, na qual n\u00e3o se dava conta que o mal estava crescendo dentro de si, dominando-o, tirou a vida de uma pessoa. \u201cUma noite, em um instante, como uma avalanche \u2013 escreve \u2013 desencadearam na minha cabe\u00e7a todas as injusti\u00e7as \u00e0s quais fui submetido durante a vida. A raiva assassinou a gentileza, cometi um mal imensamente maior do que todos os que tinha recebido\u201d. Na pris\u00e3o tentou o suic\u00eddio, mas depois encontrou a luz, por meio do encontro com pessoas que lhe davam novamente \u201ca confian\u00e7a perdida\u201d, mostrando-lhe que neste mundo existe tamb\u00e9m a bondade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O olhar do amor entre a m\u00e3e e o filho<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNem mesmo por um instante tive a tenta\u00e7\u00e3o de abandonar meu filho \u00e0 sua condena\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a m\u00e3e de um detento. As suas palavras comentam a quarta esta\u00e7\u00e3o (Jesus encontra Maria, sua M\u00e3e\u201d). Desde a pris\u00e3o do filho \u201cas feridas crescem com o passar dos dias, tirando-nos at\u00e9 mesmo o ar que respiramos. Percebo a proximidade de Nossa Senhora\u2026 Confiei meu filho a Ela: posso confiar os meus medos somente a Maria, visto que ela mesma os sofreu enquanto subia o Calv\u00e1rio\u201d. E continua: \u201cImagino Jesus, ao elevar seu olhar, tenha cruzado com os olhos de sua m\u00e3e cheios de amor e n\u00e3o tenha se sentido sozinho em nenhum momento. Assim eu quero que meu filho se sinta\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O sonho de ser um Cireneu para os outros<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quinta esta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 explicada por um prisioneiro (O Cireneu ajuda Jesus a levar a cruz\u201d). A cruz a ser carregada \u00e9 pesada, mas \u201cdentro da pris\u00e3o Sim\u00e3o Cireneu \u00e9 conhecido por todos: \u00e9 o segundo nome dos volunt\u00e1rios, dos que sobem este calv\u00e1rio para ajudar a levar a uma cruz\u201d. Um outro Sim\u00e3o Cireneu \u00e9 o seu companheiro de cela, capaz de uma generosidade inesperada. Conclui: \u201cEstou envelhecendo na pris\u00e3o: sonho em um dia poder confiar no homem. Torna-me um cireneu da alegria para algu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Um olhar que permite recome\u00e7ar<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo catequista enxugo muitas l\u00e1grimas, deixando-as escorrer: n\u00e3o se pode deter o pranto de cora\u00e7\u00f5es dilacerados\u201d. S\u00e3o as palavras de uma catequista que reflete deste modo a sexta esta\u00e7\u00e3o (\u201cVer\u00f4nica enxuga o rosto de Jesus\u201d). Como fazer para abrandar a ang\u00fastia de homens \u201cque n\u00e3o encontram uma sa\u00edda depois de cederam ao mal?\u201d. O \u00fanico caminho \u00e9 ficar ali, ao lado deles, sem nenhum medo, \u201crespeitando seus sil\u00eancios, escutando suas dores, procurando olhar al\u00e9m do preconceito\u201d. Assim como faz Jesus com as nossas fragilidades. E escreve: \u201cA cada um, tamb\u00e9m aos reclusos, \u00e9 oferecido todos os dias, a possibilidade de se tornarem pessoas novas gra\u00e7as \u00c0quele olhar que n\u00e3o julga, mas inspira vida e esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>A vontade de reconstruir a pr\u00f3pria vida<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na s\u00e9tima esta\u00e7\u00e3o (\u201cJesus cai pela segunda vez\u201d), um prisioneiro culpado de tr\u00e1fico de drogas, que causou a pris\u00e3o de toda sua fam\u00edlia junto com ele, sente uma infinita vergonha de si mesmo. Escreve: \u201cS\u00f3 hoje consigo admitir: naquela \u00e9poca que n\u00e3o sabia o que fazia, agora que sei, com a ajuda de Deus, estou tentando reconstruir a minha vida\u201d. A ideia de que o mal continue e comandar a sua vida lhe \u00e9 insuport\u00e1vel, tornou-se a sua via-sacra. A ora\u00e7\u00e3o ao Senhor \u00e9: \u201cPor todos os que ainda n\u00e3o souberam como escapar do poder de Satan\u00e1s, a todo o fasc\u00ednio das suas obras e \u00e0s suas m\u00faltiplas formas de sedu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Para mim esperar \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 28 anos pago a pena de crescer sem pai\u201d, \u00e9 a experi\u00eancia de uma filha de um condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua ao comentar a oitava esta\u00e7\u00e3o (\u201cJesus encontra as mulheres de Jerusal\u00e9m\u201d). Na minha fam\u00edlia tudo se desagregou, ela viaja pela It\u00e1lia para ficar perto de seu pai todas as vezes que o transferem de uma pris\u00e3o a outra, e refletindo sobre sua vida diz: \u201cH\u00e1 pais que por amor aprendem a esperar que o filho amadure\u00e7a. Para mim, por amor, espero a volta de meu pai. Para os que vivem como n\u00f3s, a esperan\u00e7a \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>A for\u00e7a de se levantar e a coragem de deixar-se ajudar<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cair e todas as vezes se levantar \u00e9 o testemunho de um detento que se identifica com o que v\u00ea na nona esta\u00e7\u00e3o (\u201cJesus cai pela terceira vez\u201d). \u201cComo Pedro procurei e encontrei mil desculpas para os meus erros: o fato estranho \u00e9 que um fragmento de bem sempre ficou aceso dentro de mim\u201d, escreve. E conclui: \u201c\u00c9 verdade que me despedacei em mil peda\u00e7os, mas a beleza \u00e9 que aqueles peda\u00e7os podem ainda ser recompostos. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: por\u00e9m \u00e9 a \u00fanica coisa, que aqui dentro, ainda tenha um significado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sustentar os que perderam tudo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cima esta\u00e7\u00e3o \u00e9 recordado \u201cJesus \u00e9 despojado de suas vestes\u201d, uma educadora que trabalha na pris\u00e3o v\u00ea isso em muitos c\u00e1rceres, pessoas despojadas de sua dignidade e do respeito por si e pelos outros. S\u00e3o homens e mulheres \u201cdesesperados em suas fragilidades, muitas vezes privados do necess\u00e1rio para compreender o mal que cometeram. Por\u00e9m, lentamente assemelham a crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas que ainda podem ser modeladas\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil levar adiante este compromisso. \u201cNeste servi\u00e7o t\u00e3o delicado \u2013 escreve \u2013 temos necessidade de n\u00e3o nos sentirmos t\u00e3o abandonados, para poder sustentar tantas vidas que nos foram confiadas e que correm todos os dias o risco de naufragarem\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Os inocentes culpados por falsas acusa\u00e7\u00f5es<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cima-primeira esta\u00e7\u00e3o da Via-Sacra (\u201cJesus \u00e9 pregado na cruz\u201d), a medita\u00e7\u00e3o \u00e9 de um sacerdote acusado e depois absolvido. A sua pessoal via-sacra durou 10 anos, \u201cinundada por arquivos, suspeitas, acusa\u00e7\u00f5es e inj\u00farias\u201d. Enquanto subia o calv\u00e1rio, conta, encontrou muitos cireneus que lhe ajudaram a carregar o peso da cruz. Juntos rezaram pelo jovem que o tinha acusado. \u201cO dia em que fui absolvido \u2013 escreve \u2013 descobri que era mais feliz do que dez anos atr\u00e1s: toquei com a m\u00e3o a a\u00e7\u00e3o de Deus na minha vida. Preso na cruz, o meu sacerd\u00f3cio se iluminou\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>A pessoa por tr\u00e1s da culpa<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coment\u00e1rio da d\u00e9cima-segunda esta\u00e7\u00e3o \u00e9 de um juiz corregedor de pres\u00eddios (\u201cJesus morre na cruz\u201d). Uma verdadeira justi\u00e7a \u2013 afirma \u2013 \u00e9 poss\u00edvel somente atrav\u00e9s da miseric\u00f3rdia que n\u00e3o prega o homem na cruz para sempre\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio ajud\u00e1-lo a se levantar, descobrindo que o bem, apesar de tudo, \u201cnunca se apaga completamente no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d. Mas isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel aprendendo \u201ca reconhecer a pessoa escondida por tr\u00e1s da culpa cometida\u201d, deste modo pode-se \u201centrever um horizonte que pode dar esperan\u00e7a \u00e0s pessoas condenadas\u201d. A ora\u00e7\u00e3o ao Senhor \u00e9 pelos \u201cmagistrados, ju\u00edzes e advogados, para que se mantenham \u00edntegros no exerc\u00edcio de seu servi\u00e7o\u201d em favor principalmente dos mais pobres.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Imaginarmo-nos diferente de como nos vemos<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cima-terceira esta\u00e7\u00e3o (\u201cJesus \u00e9 descido da cruz\u201d) a medita\u00e7\u00e3o \u00e9 de um frade que \u00e9 volunt\u00e1rio h\u00e1 sessenta anos nos c\u00e1rceres. N\u00f3s crist\u00e3os \u2013 afirma \u2013 facilmente ca\u00edmos na tenta\u00e7\u00e3o de nos sentirmos melhores do que os outros (\u2026) Passando de uma cela a outra vejo a morte que mora ali dentro\u201d. A sua tarefa \u00e9 a de se deter em sil\u00eancio diante dos muitos \u201crostos devastados pelo mal e escut\u00e1-los com miseric\u00f3rdia\u201d. Acolher a pessoa \u00e9 deslocar do seu olhar o erro que cometeu. \u201cS\u00f3 assim poder\u00e1 confiar em si mesmo e reencontrar a for\u00e7a de se render ao Bem, imaginando-se outra pessoa de como agora se v\u00ea\u201d. Esta \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Gestos e palavras que fazem a diferen\u00e7a<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJesus \u00e9 depositado no sepulcro\u201d \u00e9 a \u00faltima esta\u00e7\u00e3o, a d\u00e9cima-quarta. As palavras de um agente da Pol\u00edcia Penitenci\u00e1ria, di\u00e1cono permanente, concluem a Via-Sacra. No seu trabalho, todos os dias vive com o sofrimento e sabe que no c\u00e1rcere \u201cum homem bom pode se tornar um homem s\u00e1dico. Um homem mau pode se tornar melhor\u201d. Depende tamb\u00e9m dele. E dar outra possibilidade aos que fizeram o mal \u00e9 a sua tarefa di\u00e1ria que se traduz \u201cem gestos, aten\u00e7\u00f5es e palavras capazes de fazer a diferen\u00e7a\u201d. Capazes de dar novamente esperan\u00e7a a pessoas resignadas e assustadas pelo pensamento de receber, ao cumprir a pena, uma nova rejei\u00e7\u00e3o por parte da sociedade. \u201cNo c\u00e1rcere \u2013 conclui \u2013 recordo a todos que, com Deus, nenhum pecado jamais ter\u00e1 a \u00faltima palavra\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco detentos, uma fam\u00edlia v\u00edtima de homic\u00eddio, a filha de um condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua, uma educadora, um juiz corregedor de pres\u00eddios, a m\u00e3e de um presidi\u00e1rio, uma catequista, um sacerdote acusado injustamente, um frade volunt\u00e1rio, um policial, todos ligados \u00e0 Capelania do C\u00e1rcere \u201cDue Palazzi\u201d de P\u00e1dua: s\u00e3o os autores das medita\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":58118,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-58117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58117"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58117\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58119,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58117\/revisions\/58119"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}