{"id":57755,"date":"2020-03-23T16:10:00","date_gmt":"2020-03-23T19:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=57755"},"modified":"2020-03-24T16:18:18","modified_gmt":"2020-03-24T19:18:18","slug":"01-a-morte-e-a-ressurreicao-de-lazaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/01-a-morte-e-a-ressurreicao-de-lazaro\/","title":{"rendered":"01 A MORTE E A RESSURREI\u00c7\u00c3O DE L\u00c1ZARO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Preciosas li\u00e7\u00f5es oferecem a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo 11,1-45). A morte e a vida s\u00e3o duas realidades que devem tamb\u00e9m ser encaradas com sabedoria. Na trajet\u00f3ria humana nesta terra, surgem estes doi enigmas perante os quais \u00e9 preciso se posicionar, pois s\u00e9rias as quest\u00f5es que \u00a0suscitam. \u00c9 preciso, por\u00e9m, meditar sobre elas com esperan\u00e7as e sem ang\u00fastias. O drama vivido pelas irm\u00e3s de L\u00e1zaro diante de seu falecimento e as palavras de Jesus trazem claridade para um tema t\u00e3o importante. \u00c9 \u00e0 luz da f\u00e9 que se deve considerar a condi\u00e7\u00e3o do ser racional perante tais fatos incontest\u00e1veis. Ante, sobretudo, da doen\u00e7a mais profundamente se medita sobre o valor da vida e o fato da morte. Foi o que ocorreu com as irm\u00e3s de L\u00e1zaro entristecidas com sua enfermidade e posterior falecimento. Inicialmente tomaram uma provid\u00eancia sensata, pois mandaram dizer a Jesus: \u201cSenhor, aquele a quem amas est\u00e1 enfermo\u201d. Sem d\u00favida uma medida exemplar, revelando enorme confian\u00e7a no divino taumaturgo. Jesus chega e Marta vai ao seu encontro, enquanto Maria fica em casa curtindo sua dor. Recebeu, por\u00e9m, o aviso de sua irm\u00e3: \u201cO Mestre est\u00e1 l\u00e1 e te chama\u201d. Marta havia renovado sua confian\u00e7a no poder de Jesus: \u201cSenhor, se tivesses estado aqui, meu irm\u00e3o n\u00e3o teria morrido, mas agora eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus te conceder\u00e1\u201d. \u00a0Jesus se serviu daquele acontecimento para dar um ensinamento sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o:\u201d Eu sou a ressurei\u00e7\u00e3o e a vida; aquele que cr\u00ea em mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1;\u00a0 todo aquele que vive e cr\u00ea em mim n\u00e3o morrer\u00e1 jamais\u201d. Cobrou, contudo de Marta um ato de f\u00e9: \u201cCr\u00eas isto?\u201d.\u00a0 Bel\u00edssima a resposta que recebeu: \u201cSim, creio Senhor, que tu \u00e9s o Cristo, o Filho do Deus vivo que vieste a este mundo!\u201d. Portanto, diante da morte ali estava o Senhor da vida. Este ato de f\u00e9 foi um motivo a mais para que Jesus ressuscitasse seu amigo L\u00e1zaro. Deu-lhe uma ordem em frente de sua sepultura: \u201cL\u00e1zaro, vem para fora!\u201d. Ele mesmo, depois de morto e sepultado, ressuscitaria imortal e impass\u00edvel, firmando definitivamente a esperan\u00e7a de seus seguidores de gozar de corpo e alma a vida eterna. Jesus mostrou o sentido da morte e do destino humano. Da\u00ed a convic\u00e7\u00e3o com que se repete no S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos: \u201cCreio na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos\u201d e isto com todas as suas consequ\u00eancias luminosas. Onde Marta e Maria tinham visto doen\u00e7a e morte Jesus viu a vida. A confian\u00e7a, por\u00e9m, em Jesus foi para Marta e Maria um caminho de f\u00e9, pavimentado de profunda confian\u00e7a no poder do divino amigo. A atitude das irm\u00e3s de L\u00e1zaro \u00e9 um convite para que se coloque em Jesus toda esperan\u00e7a. Disto deve resultar um profundo amor ao divino Redentor que leve a um abandono e oferta pessoal de cada um para viver unido a Ele. Assim se obter\u00e1 com Ele a vit\u00f3ria dos ressuscitados, ap\u00f3s o fato inevit\u00e1vel da morte. Isto como e quando j\u00e1 foi determinado por Deus nos seus insond\u00e1veis des\u00edgnios. O corpo humano apesar de todas as mis\u00e9rias que o cercam est\u00e1 destinado a uma gl\u00f3ria eterna, gra\u00e7as ao poder salv\u00edfico da reden\u00e7\u00e3o ofertada pelo Filho de Deus. Este ressuscitar\u00e1 cada um para a felicidade eterna de acordo com as boas obras praticadas nesta terra. \u00c9 a f\u00e9 em Jesus que a Igreja firma e reafirma a iluminar a exist\u00eancia daquele que tem a felicidade de nele crer e esperar. \u00a0Eis a\u00ed o que deve tornar o seguidor de Cristo forte e, ao mesmo tempo, humilde. Ter sempre diante de si a perp\u00e9tua vis\u00e3o de um mundo feliz por toda a eternidade depois desta vida mortal A teologia da morte que a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro nos faz recordar \u00e9 um dos cap\u00edtulos mais belos do credo crist\u00e3o. Feliz aquele que tiver Jesus junto de si na hora de sua morte.\u00a0 Ao t\u00famulo de L\u00e1zaro chegou Jesus para levar a luz e a salva\u00e7\u00e3o. L\u00e1zaro escutou sua voz que o tirou da sepultura. Bem-aventurado aquele que no instante derradeiro perceber a presen\u00e7a do divino Salvador. N\u00e3o importar\u00e1 o lugar em que estiver desde que esteja ligado a Cristo. Entrar\u00e1 tranquilo na eternidade feliz do c\u00e9u, aguardando o dia da ressurrei\u00e7\u00e3o universal. Toda situa\u00e7\u00e3o de medo, incerteza e agita\u00e7\u00e3o ter\u00e1 passado. \u00a0Saibamos viver estes ensinamentos, depositando uma confian\u00e7a total naquele que \u00e9 o vencedor da morte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preciosas li\u00e7\u00f5es oferecem a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo 11,1-45). A morte e a vida s\u00e3o duas realidades que devem tamb\u00e9m ser encaradas com sabedoria. 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