{"id":57596,"date":"2020-03-16T08:26:08","date_gmt":"2020-03-16T11:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=57596"},"modified":"2020-03-16T08:26:08","modified_gmt":"2020-03-16T11:26:08","slug":"um-sonho-eclesial-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-sonho-eclesial-2\/","title":{"rendered":"UM SONHO ECLESIAL 2"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Encerrando sua carta apost\u00f3lica dirigida \u00e0 nossa querida Amaz\u00f4nia, Papa Francisco descreveu-nos um longo sonho de vida eclesial. Primeiramente nos mostrou caminhos para a Igreja marcar presen\u00e7a e delimitar espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o a partir da realidade. A atua\u00e7\u00e3o eclesial n\u00e3o pode interferir ou desvirtuar o que de bom j\u00e1 existe na tradi\u00e7\u00e3o de um povo. Muito menos no meio em que vive, como comunidades \u201ccheias de vida\u201d (91). A partir dessa constata\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a da Igreja deve centrar-se na vida Eucar\u00edstica, \u201ccomo fonte e cume\u201d duma \u201criqueza multiforme\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para que isso aconte\u00e7a, \u201cs\u00e3o necess\u00e1rios sacerdotes, mas isto n\u00e3o exclui que ordinariamente os di\u00e1conos permanentes \u2013 deveriam ser muito mais na Amaz\u00f4nia -, as religiosas e os pr\u00f3prios leigos assumam responsabilidades importantes em ordem ao crescimento das comunidades&#8230;\u201d (92). Sobrou pra todos. Aquilo que seria um plano emergencial, como a possibilidade de ordena\u00e7\u00e3o de homens casados ou mesmo a ut\u00f3pica ordena\u00e7\u00e3o feminina, n\u00e3o passou de uma ilus\u00e3o mal formulada, fora da realidade sacerdotal at\u00e9 ent\u00e3o preservada pela milenar hist\u00f3ria do catolicismo. Ent\u00e3o o dinamismo eclesial \u00e9 de responsabilidade de todos, \u00e9 atividade inerente \u00e0 realidade m\u00edstica do corpo de Cristo, a Igreja que somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Papa vem nos reafirmar nosso compromisso mission\u00e1rio. \u201cOs desafios da Amaz\u00f4nia exigem da Igreja um esfor\u00e7o especial para conseguir uma presen\u00e7a capilar que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com um incisivo protagonismo dos leigos\u201d (94). \u201cPor isso devemos pensar em grupos mission\u00e1rios itinerantes e \u2018apoiar a inser\u00e7\u00e3o e a itiner\u00e2ncia\u2019 dos consagrados e consagradas ao lado dos mais desfavorecidos e exclu\u00eddos\u201d (98). Nestes grupos incluir e valorizar a participa\u00e7\u00e3o feminina, reconhecendo \u201ca for\u00e7a e o dom das mulheres\u201d, subt\u00edtulo onde o Papa foca a import\u00e2ncia feminina na a\u00e7\u00e3o da Igreja. \u201cJesus Cristo apresenta-se como Esposo da comunidade que celebra a Eucaristia, atrav\u00e9s da figura de um var\u00e3o que a ela preside como sinal do \u00fanico Sacerdote\u201d (101), mas \u201cas mulheres prestam \u00e0 Igreja a sua contribui\u00e7\u00e3o segundo o modo que lhes \u00e9 pr\u00f3prio e prolongando a for\u00e7a e a ternura de Maria, a M\u00e3e\u201d (101). Depois dessa, seria bom que muitos de nossos homens fossem catar coquinho. A for\u00e7a e a ternura s\u00e3o caracter\u00edsticas femininas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para se ampliar os horizontes a presen\u00e7a da Igreja nunca pode gerar conflitos. \u201cO conflito supera-se num n\u00edvel superior, onde cada uma das partes&#8230; se integra com a outra\u201d (104). Nossa presen\u00e7a eclesial \u00e9 de constante di\u00e1logo com a realidade. \u201cIsto n\u00e3o significa&#8230; relativizar os problemas, fugir deles ou deixar as coisas como est\u00e3o\u201d (105). O di\u00e1logo ecum\u00eanico \u00e9 um desses t\u00f3picos. \u201cNuma Amaz\u00f4nia plurirreligiosa, os crentes precisam de encontrar espa\u00e7os para dialogar e atuar juntos pelo bem comum\u201d (106). A maior riqueza da vida comunit\u00e1ria est\u00e1 no di\u00e1logo e no respeito \u00e0s diferen\u00e7as. \u201cNada disto teria que nos tornar inimigos\u201d (108).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Di\u00e1logo e respeito, nos pede o Papa. E conclui: \u201cComo crist\u00e3os, a todos nos une a f\u00e9 em Deus, o Pai que nos d\u00e1 a vida e tanto nos ama. Une-nos a f\u00e9 em Jesus Cristo, o \u00fanico Redentor, que nos libertou com o seu bendito sangue e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa. Une-nos o desejo da sua Palavra, que guia nossos passos. Une-nos o fogo do Esp\u00edrito que nos impele para a miss\u00e3o. Une-nos o mandamento novo que Jesus nos deixou, a busca duma civiliza\u00e7\u00e3o do amor, a paix\u00e3o pelo Reino que o Senhor nos chama a construir com Ele&#8230;\u201d (109). E termina com uma pergunta: \u201cComo n\u00e3o rezar juntos e trabalhar lado a lado para defender os pobres da Amaz\u00f4nia, mostrar o rosto santo do Senhor e cuidar de sua obra criadora?\u201d (110) Responda voc\u00ea mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Encerrando sua carta apost\u00f3lica dirigida \u00e0 nossa querida Amaz\u00f4nia, Papa Francisco descreveu-nos um longo sonho de vida eclesial. Primeiramente nos mostrou caminhos para a Igreja marcar presen\u00e7a e delimitar espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o a partir da realidade. 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