{"id":57544,"date":"2020-03-12T09:52:30","date_gmt":"2020-03-12T12:52:30","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=57544"},"modified":"2020-03-12T13:53:05","modified_gmt":"2020-03-12T16:53:05","slug":"papa-rezar-pelas-autoridades-e-nao-ser-indiferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-rezar-pelas-autoridades-e-nao-ser-indiferente\/","title":{"rendered":"Papa: rezar pelas autoridades e n\u00e3o ser indiferente"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Na missa matutina, Francisco convidou a rezar pelas pessoas que t\u00eam a responsabilidade de tomar decis\u00f5es diante da pandemia de coronav\u00edrus. Comentando o Evangelho, falou que a indiferen\u00e7a n\u00e3o pode deixar que nos esque\u00e7amos de quem vive na dificuldade.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>VATICAN NEWS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco continua a nos acompanhar neste momento dif\u00edcil com a missa na capela da Casa Santa Marta dedicada ao Esp\u00edrito Santo. \u00c9 a quarta celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica via streaming\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=w4N4vOj9SQg\" rel=\"external nofollow\"><b>(V\u00cdDEO INTEGRAL)<\/b><\/a>. Esta manh\u00e3, na sua introdu\u00e7\u00e3o, convidou a rezar em especial pelas autoridades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Continuamos a rezar juntos, neste momento de pandemia, pelos doentes, pelos familiares, pelos pais com as crian\u00e7as em casa\u2026 mas, sobretudo, eu gostaria de pedir a voc\u00eas que rezem pelas autoridades: eles devem decidir e muitas vezes decidir medidas que n\u00e3o agradam o povo. Mas \u00e9 pelo nosso bem. E muitas vezes, a autoridade se sente sozinha. Rezemos pelos nossos governantes que devem tomar a decis\u00e3o sobre esses medidas: que se sintam acompanhados pela ora\u00e7\u00e3o do povo.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\"><iframe id=\"439556979\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wsOglfext3c?wmode=opaque&amp;rel=0&amp;autohide=1&amp;showinfo=0&amp;wmode=transparent&amp;modestbranding=1&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https:\/\/www.vaticannews.va&amp;start=&amp;end=\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-7781034_9=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rezar pelos governantes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comentando o Evangelho do dia\u00a0do rico opulento e do pobre L\u00e1zaro (Lc 16,19-31), o Papa exortou a n\u00e3o ser indiferente ao drama daqueles que, sobretudo as crian\u00e7as, sofrem a fome ou fogem das guerras e encontram diante de si somente muros. Eis o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Esta narra\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 muito clara; pode parecer uma narra\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as: \u00e9 muito simples. Jesus quer nos indicar com isso n\u00e3o s\u00f3 uma hist\u00f3ria, mas a possibilidade de que toda a humanidade viva assim, que todos n\u00f3s vivamos assim. Dois homens, um satisfeito, que sabia se vestir bem, talvez buscasse os grandes estilistas da \u00e9poca para se vestir; usava roupas de p\u00farpura e linho fin\u00edssimo. E depois vivia bem, pois todos os dias oferecia espl\u00eandidos banquetes. Ele era feliz assim. N\u00e3o tinha preocupa\u00e7\u00f5es, tomava precau\u00e7\u00f5es, talvez alguma p\u00edlula contra o colesterol para os banquetes, mas assim a vida ia bem. Estava tranquilo.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u00c0 sua porta havia um pobre: se chamava L\u00e1zaro. Ele sabia que o pobre estava ali: ele o sabia. Mas lhe parecia natural: \u201cEu vivo bem e ele\u2026 mas assim \u00e9 a vida, que se vire\u201d. No m\u00e1ximo, talvez \u2013 o Evangelho n\u00e3o diz \u2013 \u00e0s vezes dava alguma coisa, algumas migalhas. E assim a vida dessas duas pessoas passou. Ambos passaram pela Lei de todos n\u00f3s: morrer. Morreu o rico e morreu L\u00e1zaro. O Evangelho diz que L\u00e1zaro foi levado ao C\u00e9u, ao lado de Abra\u00e3o\u2026 Do rico diz somente: foi enterrado. Ponto. E acaba.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>H\u00e1 duas coisas que impressionam: o fato de que o rico soubesse que havia este pobre e que soubesse o seu nome, L\u00e1zaro. Mas n\u00e3o importava, lhe parecia natural. O rico talvez fizesse tamb\u00e9m os seus neg\u00f3cios que, no final, iam contra os pobres. Conhecia bem claramente, era informado sobre esta realidade. E a segunda coisa que me impressiona muito \u00e9 a palavra \u201cgrande abismo\u201d que Abra\u00e3o diz ao rico. \u201cEntre n\u00f3s h\u00e1 um grande abismo, n\u00e3o podemos comunicar; n\u00e3o podemos passar de uma parte a outra\u201d. \u00c9 o mesmo abismo que na vida havia entre o rico e L\u00e1zaro: o abismo n\u00e3o come\u00e7ou l\u00e1, o abismo come\u00e7ou aqui.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Pensei no qual seria o drama deste homem: o drama de ser muito, muito informado, mas com o cora\u00e7\u00e3o fechado. As informa\u00e7\u00f5es deste homem rico n\u00e3o chegavam ao cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sabia se comover, n\u00e3o podia se comover diante do drama dos outros. Nem mesmo chamar um dos jovens que serviam o banquete e dizer \u201cleve isto, aquilo a ele\u2026\u201d. O drama da informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o chega ao cora\u00e7\u00e3o. Isso acontece tamb\u00e9m a n\u00f3s. Todos n\u00f3s o sabemos, porque vimos no telejornal, vimos nos jornais quantas crian\u00e7as sofrem a fome hoje no mundo; quantas crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam os rem\u00e9dios necess\u00e1rios; quantas crian\u00e7as n\u00e3o podem ir \u00e0 escola. Continentes com este drama: n\u00f3s o sabemos. Pobrezinhos\u2026.e continuamos. Esta informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega ao cora\u00e7\u00e3o e muitos de n\u00f3s, muitos grupos de homens e mulheres vivem este distanciamento entre aquilo que pensam, aquilo que sabem e aquilo que ouvem: o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 separado da mente. S\u00e3o indiferentes. Assim como o rico era indiferente \u00e0 dor do L\u00e1zaro. H\u00e1 um abismo da indiferen\u00e7a.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Em Lampedusa, quando fui pela primeira vez, me veio esta palavra: a globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a. Talvez n\u00f3s hoje aqui em Roma estamos preocupados porque \u201cparece que as lojas est\u00e3o fechadas, eu tenho que comprar isto, e parece que n\u00e3o posso passear todos os dias, e parece que\u2026\u201d: preocupados com as minhas coisas. E esquecemos das crian\u00e7as famintas, esquecemos daquela pobre gente que nos confins dos pa\u00edses buscam a liberdade, aqueles migrantes for\u00e7ados que fogem da fome e da guerra e encontram somente um muro, um muro feito de ferro, um muro de arame farpado, mas um muro que n\u00e3o os deixa passar. Sabemos que isto existe, mas n\u00e3o chega ao cora\u00e7\u00e3o\u2026 N\u00f3s vivemos na indiferen\u00e7a: a indiferen\u00e7a \u00e9 este drama de estar bem informado, mas n\u00e3o sentir a realidade dos outros. Este \u00e9 o abismo: o abismo da indiferen\u00e7a.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Depois h\u00e1 outra coisa que impressiona. Aqui sabemos o nome do pobre. A gente sabe. L\u00e1zaro. Tamb\u00e9m o rico sabia, porque quando estava nos \u00ednferos pede a Abra\u00e3o que envie L\u00e1zaro. Ali o reconheceu: \u201cManda-me ele\u201d. Mas n\u00e3o sabemos o nome do rico. O Evangelho n\u00e3o diz como se chamava este senhor. N\u00e3o tinha nome. Tinha perdido o nome: havia somente os adjetivos da sua vida. Rico, poderoso\u2026 muitos adjetivos. Isso \u00e9 o que o ego\u00edsmo provoca em n\u00f3s: faz perder a nossa identidade real, o nosso nome, e somente nos leva a avaliar os adjetivos. A mundanidade nos ajuda nisto. Ca\u00edmos na cultura dos adjetivos, onde o seu valor \u00e9 aquilo que possui, aquilo que pode\u2026 Mas n\u00e3o \u201cqual o seu nome?\u201d: perdeu o nome. A indiferen\u00e7a leva a isto. Perder o nome. Somos somente os ricos, somos isto, somos aquilo. Somos os adjetivos.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Pe\u00e7amos hoje ao Senhor a gra\u00e7a de n\u00e3o cair na indiferen\u00e7a, a gra\u00e7a de que todas as informa\u00e7\u00f5es das dores humanas que temos cheguem ao cora\u00e7\u00e3o e nos movam a fazer algo pelos outros.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na missa matutina, Francisco convidou a rezar pelas pessoas que t\u00eam a responsabilidade de tomar decis\u00f5es diante da pandemia de coronav\u00edrus. Comentando o Evangelho, falou que a indiferen\u00e7a n\u00e3o pode deixar que nos esque\u00e7amos de quem vive na dificuldade. 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