{"id":5719,"date":"2015-04-08T03:00:00","date_gmt":"2015-04-08T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-tempo-de-permanente-caridade-e-esperanca\/"},"modified":"2017-04-07T13:21:45","modified_gmt":"2017-04-07T16:21:45","slug":"um-tempo-de-permanente-caridade-e-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-tempo-de-permanente-caridade-e-esperanca\/","title":{"rendered":"Um tempo de permanente caridade e esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Depois de termos celebrado, com dignidade e muita piedade, a Semana Santa, chegou este tempo especial de cinquenta dias de permanente Aleluia: um tempo de permanente caridade e de esperan\u00e7a. Sim, esperan\u00e7a que s\u00f3 o Cristo Ressuscitado, contra toda a desesperan\u00e7a humana, pode nos dar. Uma esperan\u00e7a que se concretiza na nossa a\u00e7\u00e3o pastoral, enquanto virtude que deve ser vivida em nosso cotidiano, como pede o Ano Arquidiocesano da Esperan\u00e7a Crist\u00e3. P\u00e1scoa (que tem a sua origem etimol\u00f3gica do hebraico Pessach) significa passagem. \u00c9 uma grande festa crist\u00e3 para n\u00f3s, \u00e9 a maior e a mais importante festa, por isso, liturgicamente chamada de Solenidade e comemorada com \u201coitava\u201d. Reunimo-nos como povo de Deus para celebrar a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, Sua vit\u00f3ria sobre a morte e Sua passagem transformadora em nossa vida.<br \/> O Tempo Pascal compreende cinquenta dias a partir do Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o at\u00e9 o Domingo de Pentecostes, vividos e celebrados com grande j\u00fabilo, como se fossem um s\u00f3 e \u00fanico dia festivo, como um grande domingo, conforme cantamos na Vig\u00edlia e no dia da P\u00e1scoa. A P\u00e1scoa \u00e9 o centro do Ano Lit\u00fargico e de toda a vida da Igreja. Celebr\u00e1-la \u00e9 celebrar a obra da reden\u00e7\u00e3o humana e da glorifica\u00e7\u00e3o de Deus que Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a morte; e ressuscitando, renovou a nossa vida.<br \/> Foi com a inten\u00e7\u00e3o de celebrar a P\u00e1scoa de Cristo que, desde os prim\u00f3rdios do Cristianismo, os crist\u00e3os foram organizando esta bela festa. A P\u00e1scoa \u00e9 este tempo bonito (primavera ou outono) de valorizar a vida que venceu a morte. A vida que d\u00e1 uma palavra final contra o pecado e contra a maldade humana.<br \/> P\u00e1scoa \u00e9 passagem para uma situa\u00e7\u00e3o melhor, da morte para a vida, do pecado para a gra\u00e7a, da escravid\u00e3o para a liberdade, do homem velho para o homem novo, baseada n\u00e3o em nossas for\u00e7as, mas na gra\u00e7a de Deus, na f\u00e9 em Jesus Cristo. P\u00e1scoa se d\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 no rito da Liturgia; deve acontecer em cada instante da vida cotidiana do homem e da mulher em busca da terra prometida, da vida nova da felicidade. O Tempo Pascal acontece do Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o at\u00e9 o Domingo de Pentecostes, por isso, cinquenta dias na presen\u00e7a do Ressuscitado preparando-nos para receber o Esp\u00edrito Santo prometido.<br \/> Nas leituras b\u00edblicas, sobretudo nos Evangelhos do Tempo Pascal, percebemos que Jesus se d\u00e1 a conhecer, que Ele ressuscita l\u00e1 onde existe acolhimento, l\u00e1 onde se presta servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo. Podemos dizer que Cristo ressuscita l\u00e1 onde se vive o novo mandamento do amor, da caridade. Primeiramente, Jesus se d\u00e1 a conhecer \u00e0s mulheres que v\u00e3o ao sepulcro para ungir com aromas o Seu Corpo. E, lembremos: foi na Vig\u00edlia Pascal que o Papa Francisco agradeceu o papel das mulheres na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Jesus se d\u00e1 a conhecer a Madalena, que vai em busca do Seu Corpo para ungi-lo com aromas. O Senhor se manifesta a Pedro e a Jo\u00e3o que v\u00e3o ao sepulcro. Jesus aparece \u00e0 comunidade reunida no cen\u00e1culo. Tom\u00e9, que n\u00e3o est\u00e1 presente, n\u00e3o usufrui da presen\u00e7a do Senhor; tornando-Se presente no domingo seguinte, no entanto, tamb\u00e9m O reconhece.<br \/> O Evangelho mais significativo nesta linha \u00e9 certamente o Evangelho dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (Lc 24, 13-35), aos quais Cristo se d\u00e1 a conhecer pela Sua Palavra e pela fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o (Eucaristia). Os quais, a Seu exemplo, acolhem os irm\u00e3os na caridade e compartilham com eles sua vida, constituem o Cristo ressuscitado entre os homens. Cristo ressuscita os que andam \u00e0 Sua procura; Cristo ressuscita os que vivem os acontecimentos \u00e0 luz da Escritura; Cristo ressuscita nos que acolhem e nos que servem; Cristo ressuscita nos que sabem partir o p\u00e3o. \u00c0 medida que existir entre os homens a atitude hospitaleira, isto \u00e9, de servi\u00e7o, a exemplo dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, Cristo vai ressuscitando atrav\u00e9s da hist\u00f3ria dos homens.<br \/> Quando os disc\u00edpulos O reconhecem na fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, Ele desaparece. N\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de Cristo permanecer entre os homens de maneira corp\u00f3rea, pois Ele continua presente de maneira sacramental na Eucaristia, na Palavra, nos Seus disc\u00edpulos, na Sua Igreja, naqueles que vivem o servi\u00e7o do amor, pois o novo mandamento tudo renova, faz reviver todas as coisas.<br \/> Ide, dir\u00e1 Ele, v\u00f3s sereis minhas testemunhas at\u00e9 os confins da Terra. V\u00f3s sereis meus continuadores no meio dos homens. Isso vem expresso no que segue: Os disc\u00edpulos de Ema\u00fas se levantaram na mesma hora e voltaram a Jerusal\u00e9m. Eles, por sua vez, contaram o que havia acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o p\u00e3o (Lc 24, 33-35).<br \/> Pela caridade, os crist\u00e3os se apresentam no mundo como chagas do Cristo ressuscitado, no qual o homem, a exemplo de Tom\u00e9, poder\u00e1 perceber e apalpar o amor de Cristo e n\u2019Ele crer; e, acreditando, tenha a vida eterna. Cada crist\u00e3o \u00e9 convidado a se tornar presen\u00e7a do Cristo ressuscitado entre os irm\u00e3os, de tal sorte que os homens reconhe\u00e7am Sua face na caridade do irm\u00e3o. \u00a0\u00a0\u00a0 <br \/> Irradiemos ao nosso redor a esperan\u00e7a e a certeza da presen\u00e7a de Cristo Ressuscitado! Que se encha nosso olhar de luz, como os das mulheres que viram o sepulcro vazio e o Filho de Deus ressuscitado (Mt 28). Que possamos tamb\u00e9m n\u00f3s, numa s\u00f3 f\u00e9, exclamar como elas: o Senhor ressuscitou! Aleluia, Aleluia, Aleluia!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de termos celebrado, com dignidade e muita piedade, a Semana Santa, chegou este tempo especial de cinquenta dias de permanente Aleluia: um tempo de permanente caridade e de esperan\u00e7a. Sim, esperan\u00e7a que s\u00f3 o Cristo Ressuscitado, contra toda a desesperan\u00e7a humana, pode nos dar. 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