{"id":57189,"date":"2020-02-27T16:13:44","date_gmt":"2020-02-27T19:13:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=57189"},"modified":"2020-02-27T16:13:44","modified_gmt":"2020-02-27T19:13:44","slug":"conversao-colocar-deus-no-centro-da-nossa-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/conversao-colocar-deus-no-centro-da-nossa-vida\/","title":{"rendered":"Convers\u00e3o: colocar Deus no centro da nossa vida!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos \u00e0 \u201cconvers\u00e3o\u201d &#8211; isto \u00e9, a recolocar Deus no centro da nossa exist\u00eancia, a aceitar a comunh\u00e3o com Ele, a escutar as suas propostas, a concretizar no mundo &#8211; com fidelidade &#8211; os seus projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura(cf. Gn 2,7-9;3,1-7) afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em n\u00f3s pr\u00f3prios, inventamos esquemas de ego\u00edsmo, de orgulho e de prepot\u00eancia e constru\u00edmos caminhos de sofrimento e de morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura(cf. Rm 5,12-19) prop\u00f5e-nos dois exemplos: Ad\u00e3o e Jesus. Ad\u00e3o representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si s\u00f3, os caminhos da salva\u00e7\u00e3o e da vida plena; Jesus \u00e9 o homem que escolhe viver na obedi\u00eancia \u00e0s propostas de Deus e que vive na obedi\u00eancia aos projetos do Pai. O esquema de Ad\u00e3o gera ego\u00edsmo, sofrimento e morte; o esquema de Jesus gera vida plena e definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho(cf. Mt 4,1-11) apresenta, de forma mais clara, o exemplo de Jesus. Ele recusou &#8211; de forma absoluta &#8211; uma vida vivida \u00e0 margem de Deus e dos seus projetos. A Palavra de Deus garante que, na perspectiva crist\u00e3, uma vida que ignora os projetos do Pai e aposta em esquemas de realiza\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tenta\u00e7\u00e3o de ignorar Deus e as suas propostas \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica e que o crist\u00e3o deve, firmemente, rejeitar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre as tenta\u00e7\u00f5es que\u00a0 Jesus sofreu no deserto podemos concluir que: 1. Todos n\u00f3s somos tentados. Diariamente as tenta\u00e7\u00f5es batem \u00e0 nossa porta: pregui\u00e7a, desobedi\u00eancia aos pais e l\u00edderes, mentira, palavr\u00f5es, inveja, orgulho, fofoca, namoro, sexualidade, roubo, drogas, etc. 2. Temos a arma para vencer a tenta\u00e7\u00e3o: a Palavra de Deus. Foi com ela que Jesus venceu a Satan\u00e1s. Lembre-se: ela \u00e9 mais poderosa que qualquer espada de dois gumes (cf. Hebreus 4,12). 3. Quando vencemos, enchemos o cora\u00e7\u00e3o do Pai de alegria e envergonhamos ao diabo, pois quando vencemos, em n\u00f3s \u00e9 cumprida a Palavra do Senhor de que em tudo somos mais do que vencedores (Romanos 8, 37). A priva\u00e7\u00e3o da posse, do poder e do prazer deste mundo n\u00e3o se compara com a Gl\u00f3ria que havemos de possuir quando tudo se consumar em todos (cf. Romanos 8,18-25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus \u00e9 conduzido pelo Esp\u00edrito ao deserto. Ali Ele tem um per\u00edodo intenso de jejum e ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 a experi\u00eancia dura da vida, numa situa\u00e7\u00e3o de fragilidade, e ainda a surpresa do tentador. Realizar f\u00e1ceis prod\u00edgios que satisfa\u00e7am aqui e agora exaltem o possuir, \u00e9 o que lhe prop\u00f5e o tentador. Mas Jesus rejeita um messianismo f\u00e1cil e espetacular, e radicalmente se p\u00f5e \u00e0 escuta e \u00e0 obedi\u00eancia do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus inicia a sua vida p\u00fablica chamando para a convers\u00e3o. O convite desse tempo \u00e0 penit\u00eancia \u00e9 para voltarmos sempre nosso cora\u00e7\u00e3o a Deus, tirar o que \u00e9 obst\u00e1culo \u00e0 gra\u00e7a e nos dedicarmos aos necessitados. A Campanha da Fraternidade remete ao Papa Francisco para falar da import\u00e2ncia de n\u00e3o naturalizar a indiferen\u00e7a e a viol\u00eancia. O Papa pede de n\u00f3s um outro rumo na Enc\u00edclica <strong><em>Laudato S\u00ed.<\/em><\/strong>\u00a0A Campanha da Fraternidade aponta para esse outro rumo a partir da par\u00e1bola do Bom Samaritano. Em tempos de indiferen\u00e7a globalizada, a solu\u00e7\u00e3o para os problemas da vida nunca vir\u00e1 atrav\u00e9s da viol\u00eancia e da morte. Ela vir\u00e1 do cuidado para com o pr\u00f3ximo! Isso \u00e9 um excelente caminho de convers\u00e3o!\u00a0Convers\u00e3o \u00e9 colocar Deus no centro da nossa vida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos \u00e0 \u201cconvers\u00e3o\u201d &#8211; isto \u00e9, a recolocar Deus no centro da nossa exist\u00eancia, a aceitar a comunh\u00e3o com Ele, a escutar as suas propostas, a concretizar no mundo &#8211; com fidelidade &#8211; os seus projetos. A primeira leitura(cf. 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