{"id":5712,"date":"2023-04-13T00:00:16","date_gmt":"2023-04-13T03:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-martinho-i\/"},"modified":"2023-01-02T18:52:44","modified_gmt":"2023-01-02T21:52:44","slug":"sao-martinho-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-martinho-i\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Martinho I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O papa Martinho I sabia que as conseq\u00fc\u00eancias das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no s\u00e9culo VII, n\u00e3o seriam nada boas. Nessa \u00e9poca, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submiss\u00e3o ao Estado. Martinho defendeu os dogmas crist\u00e3os, por isso foi submetido a grandes humilha\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m a degradantes torturas.<\/p>\n<p>Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o papa Teodoro, em 649. Eleito para suced\u00ea-lo, Martinho I passou a dirigir a Igreja com a m\u00e3o forte da disciplina que o per\u00edodo exigia. Para deixar isso bem claro ao chefe do poder secular de ent\u00e3o, assumiu mesmo antes de ter sua elei\u00e7\u00e3o referendada pelo imperador.<\/p>\n<p>Um ano antes, Constante II tinha publicado o documento &#8220;Tipo&#8221;, que apoiava as teses hereges do cisma dos monotelistas, os quais negavam a condi\u00e7\u00e3o humana de Cristo, o que se op\u00f5e \u00e0s principais ra\u00edzes do cristianismo. Para reafirmar essa posi\u00e7\u00e3o, o papa convocou, ainda, um grande Conc\u00edlio, um dos maiores da hist\u00f3ria da Igreja, na bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas, definitivamente, todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II.<\/p>\n<p>Ele ordenou a seu representante em Ravena, Ol\u00edmpio, que prendesse o papa Marinho I. Querendo agradar ao poderoso imperador, Ol\u00edmpio resolveu ir al\u00e9m das ordens: planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o pr\u00f3prio papa daria a santa comunh\u00e3o aos fi\u00e9is. Na hora de receber a h\u00f3stia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado. Impressionado, Ol\u00edmpio aliou-se a Martinho e projetou uma luta armada contra Constantinopla. Mas o papa perdeu sua defesa militar porque Ol\u00edmpio morreu em seguida, vitimado pela peste que se alastrava naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Com o caminho livre, o imperador Constante II ordenou a pris\u00e3o do papa Martinho I pedindo a sua transfer\u00eancia para que o julgamento se desse em B\u00f3sforo, estreito que separa a Europa da \u00c1sia, pr\u00f3ximo a Istambul, na Turquia. A viagem tornou-se um verdadeiro supl\u00edcio, que durou quinze meses e acabou com a sa\u00fade do papa. Mesmo assim, ao chegar \u00e0 cidade, ficou exposto, desnudo, sobre um leito no meio da rua, para ser execrado pela popula\u00e7\u00e3o. Depois, foi mantido incomunic\u00e1vel num f\u00e9tido e podre calabou\u00e7o, sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de higiene e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao fim do julgamento, o papa Martinho I foi condenado ao ex\u00edlio na Crim\u00e9ia, sul da R\u00fassia, e levado para l\u00e1 em mar\u00e7o de 655, em outra angustiante e sofrida viagem que durou dois meses. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois, em 16 de setembro daquele ano. Foi o \u00faltimo papa a ser martirizado e sua comemora\u00e7\u00e3o foi determinada pelo novo calend\u00e1rio lit\u00fargico da Igreja para o dia 13 de abril.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Martinho I, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papa Martinho I sabia que as conseq\u00fc\u00eancias das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no s\u00e9culo VII, n\u00e3o seriam nada boas. Nessa \u00e9poca, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submiss\u00e3o ao Estado. 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