{"id":56583,"date":"2020-02-03T09:28:49","date_gmt":"2020-02-03T12:28:49","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=56583"},"modified":"2020-02-03T09:28:49","modified_gmt":"2020-02-03T12:28:49","slug":"estradas-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/estradas-da-vida\/","title":{"rendered":"ESTRADAS DA VIDA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A rodovia da vida humana foi sempre bem sinalizada. Setas, luminosos, faixas, placas de todas as cores e tamanhos foram plantadas na orla da hist\u00f3ria, ao longo de seus dom\u00ednios. Desvios, pontes e aterros o homem ent\u00e3o construiu. Encurtou o percurso, mas aumentou os riscos de acidentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cN\u00e3o matar\u201d (1) \u00e9 a premissa de todos os mandamentos, pois que todos os demais se complementam, dentro de uma leitura conc\u00eantrica do dec\u00e1logo do Sinai. Ao volante nos lembramos: n\u00e3o corra, n\u00e3o mate, n\u00e3o morra!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o a Igreja nos ensina que \u201ca estrada deve ser um instrumento de comunh\u00e3o, n\u00e3o de danos mortais\u201d (2). Esses j\u00e1 perfazem, com cifras assustadoras, a realidade cotidiana do mundo sem respeito \u00e0s leis divinas. Um ve\u00edculo n\u00e3o pode ser mais uma arma em m\u00e3os de irrespons\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A educa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e2nsito passa pela disciplina do bom relacionamento entre as pessoas. \u201cCortesia, corre\u00e7\u00e3o e prud\u00eancia\u201d (3) ajudam, e muito. Podem amenizar um problema imprevisto ou mesmo serenar os \u00e2nimos do estressado habitual, que cruza nosso caminho e at\u00e9 das eventuais estafas que o dia a dia moderno nos proporciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui entra a caridade, princ\u00edpio b\u00e1sico do relacionamento crist\u00e3o dentro de uma sociedade tristemente individualizada. Paradoxo que contradiz o sentido da sociabilidade, mas que deve ser lembrado pela pr\u00e1tica crist\u00e3: \u201cS\u00ea caridoso e ajuda o pr\u00f3ximo em necessidade\u201d(4), especialmente quando v\u00edtima de acidentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas as normas de um tr\u00e1fego mais humano v\u00e3o al\u00e9m. Mais do que nunca, \u00e9 preciso nos lembrar de que \u201co autom\u00f3vel n\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o de poder\u201d(5). Eis um grande mal que divide e provoca grandes estigmas na sociedade do mando e poder, do ter e prazer. Domina\u00e7\u00e3o \u00e9 fonte de muitos pecados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Todavia, a Igreja tamb\u00e9m nos convoca a sanar o mal pela raiz, ou seja: \u201cConvence os jovens a n\u00e3o conduzirem quando n\u00e3o est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de o fazer\u201d(6). Desafio para os pais, mas igualmente para os formadores da conduta social, cuja meta n\u00e3o pode continuar como facilitadora da liberdade sem responsabilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do sinistro v\u00eam conseq\u00fc\u00eancias. Muitas delas irrevers\u00edveis, marcando para sempre a vida e frustrando os sonhos de muitas fam\u00edlias. \u201cAjudar as fam\u00edlias dos acidentados\u201d(7) \u00e9 o m\u00ednimo que se pode esperar de um povo crist\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o que vemos nos entraves burocr\u00e1ticos de nossas leis. Processos se arrastam por anos infindos, sem que muitas fam\u00edlias sejam reparadas pelos eventuais danos. Isso sem falar da indiferen\u00e7a e falta de solidariedade de muitos que pelas nossas estradas transitam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Afloram, no entanto, as agressividades dos que se envolvem num acidente. Aqui o conselho \u00e9 apaziguador: \u201cProcura conciliar a v\u00edtima e o automobilista agressor, para que possam viver a experi\u00eancia libertadora do perd\u00e3o\u201d(8). Ah, o perd\u00e3o, a concilia\u00e7\u00e3o! Quando veremos essa pr\u00e1tica em nosso tr\u00e2nsito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Vale acreditar. Ent\u00e3o nada mais natural que nos policiarmos mutuamente, sem necessidade de tantas regras e puni\u00e7\u00f5es. \u201cNa estrada, tutela a parte mais fraca\u201d(9). Isto \u00e9, voc\u00ea tamb\u00e9m pode proteger, resguardar o direito e a integridade dos que experimentam vulnerabilidade diante do caos de um tr\u00e2nsito voraz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chega-se assim ao \u00faltimo mandamento: \u201cSinta-se respons\u00e1vel pelos outros\u201d. Nada do cada um pra si, pois que nas estradas da vida a lei do tr\u00e2nsito est\u00e1 em perfeita sintonia com as leis de Deus. \u201cO que observa a disciplina est\u00e1 no caminho da vida, anda errado o que esquece a repress\u00e3o\u201d (Prov 10,17). Boa viagem!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A rodovia da vida humana foi sempre bem sinalizada. Setas, luminosos, faixas, placas de todas as cores e tamanhos foram plantadas na orla da hist\u00f3ria, ao longo de seus dom\u00ednios. Desvios, pontes e aterros o homem ent\u00e3o construiu. Encurtou o percurso, mas aumentou os riscos de acidentes. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cN\u00e3o matar\u201d (1) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55826,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-56583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56583"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56583\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56584,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56583\/revisions\/56584"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}