{"id":5630,"date":"2015-03-17T16:55:07","date_gmt":"2015-03-17T19:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-auza-reconhecer-contribuicao-da-mulher-no-passado-presente-e-futuro-da-humanidade\/"},"modified":"2017-04-07T14:34:39","modified_gmt":"2017-04-07T17:34:39","slug":"dom-auza-reconhecer-contribuicao-da-mulher-no-passado-presente-e-futuro-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-auza-reconhecer-contribuicao-da-mulher-no-passado-presente-e-futuro-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Dom Auza: reconhecer contribui\u00e7\u00e3o da mulher no passado, presente e futuro da humanidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/domauza.jpg\" border=\"0\" align=\"right\" \/>Dom Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa S\u00e9 nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, participou na \u00faltima sexta-feira em Nova York, numa confer\u00eancia sobre \u201cA Fam\u00edlia como Agente para a Igualdade e os Direitos Humanos da Mulher\u201d. No \u00e2mbito das muitas discuss\u00f5es que decorrem sobre o estado da mulher hoje, o arcebispo come\u00e7ou por sublinhar na sua interven\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia de falarmos tamb\u00e9m da dignidade da mulher no contexto do matrim\u00f3nio, da maternidade e da fam\u00edlia, porque o verdadeiro respeito pela mulher come\u00e7a com a aceita\u00e7\u00e3o dela com todos os aspectos da sua humanidade, o que comporta a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para ela viver livre e plenamente. Na verdade, disse D. Auza, quando as mulheres t\u00eam a oportunidade de manifestar em completa aprecia\u00e7\u00e3o todos os seus talentos e potencialidades, a sociedade inteira beneficia.<\/p>\n<p>Temos, portanto, de promover uma atmosfera em que homens e meninos &#8211; e as pr\u00f3prias mulheres e meninas &#8211; podem apreciar melhor a grandeza da mulher, que inclui n\u00e3o apenas os aspectos que ela partilha com o homem, mas tamb\u00e9m os dons \u00fanicos que dizem respeito a ela como mulher, como a sua capacidade para a maternidade entendida n\u00e3o apenas como um acto reprodutivo, mas como um modo de vida espiritual, educacional, afectivo, carinhoso e cultural, disse D. Bernardito Auza. Esta promo\u00e7\u00e3o, disse, \u00e9 urgente sobretudo nesta nossa \u00e9poca em que o valor e a dignidade da maternidade nalgumas sociedades n\u00e3o \u00e9 suficientemente defendido, apreciado e promovido, e se deixam as mulheres &#8211; cultural e legalmente &#8211; em condi\u00e7\u00f5es de escolher entre o seu desenvolvimento intelectual e profissional, e o seu crescimento pessoal como esposas e m\u00e3es.<\/p>\n<p>Em seguida D. Auza recordou que a pr\u00f3pria Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos afirma que &#8220;a maternidade e a inf\u00e2ncia t\u00eam direito a cuidados e assist\u00eancia especiais&#8221; e que &#8220;a fam\u00edlia \u00e9 o n\u00facleo natural e fundamental da sociedade e tem direito \u00e0 protec\u00e7\u00e3o da sociedade e do Estado&#8221;. Quando esta &#8220;c\u00e9lula fundamental da sociedade&#8221; \u00e9 ignorada ou atacada, devemos reagir e falar em seu favor, francamente e com respeito por todos, e com coragem lutar por melhores estruturas e pol\u00edticas que apoiem as mulheres que trabalham e desejam ter filhos, ou que se querem dedicar, total ou parcialmente, aos cuidados da sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>A humanidade \u2013 prosseguiu D. Auza na sua interven\u00e7\u00e3o &#8211; deve a sua sobreviv\u00eancia \u00e0 escolha que as mulheres fazem n\u00e3o apenas de acolher filhos, mas tamb\u00e9m de cri\u00e1-los para serem virtuosos e autenticamente humanos, sublinhando que s\u00e3o as m\u00e3es que d\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as a confian\u00e7a e seguran\u00e7a que precisam para desenvolver a sua identidade pessoal e v\u00ednculos sociais positivos, de tal modo que o nosso futuro depende da forma que n\u00f3s, como indiv\u00edduos e como sociedade, apoiamos as m\u00e3es para criarem fam\u00edlias fortes e saud\u00e1veis. Al\u00e9m disso, como diz o Papa Francisco, &#8220;as mulheres sabem como encarnar o rosto carinhoso de Deus, a sua miseric\u00f3rdia, que se traduz na vontade de dar tempo em vez de ocupar espa\u00e7o, acolher, em vez de excluir&#8221;<\/p>\n<p>O 20\u00b0 anivers\u00e1rio da Declara\u00e7\u00e3o de Beijing, concluiu o arcebispo, deve ser ocasi\u00e3o prop\u00edcia para reflectirmos mais profundamente em todas estas quest\u00f5es e, todos juntos, pensarmos e agirmos rumo a um reconhecimento e aprecia\u00e7\u00e3o mais completos das insubstitu\u00edveis e enormes contribui\u00e7\u00f5es que as mulheres t\u00eam para o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:<\/strong> R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa S\u00e9 nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, participou na \u00faltima sexta-feira em Nova York, numa confer\u00eancia sobre \u201cA Fam\u00edlia como Agente para a Igualdade e os Direitos Humanos da Mulher\u201d. 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