{"id":56225,"date":"2020-01-16T10:44:25","date_gmt":"2020-01-16T13:44:25","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=56225"},"modified":"2020-01-16T10:44:25","modified_gmt":"2020-01-16T13:44:25","slug":"quais-devem-ser-as-duas-ultimas-palavras-da-nossa-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quais-devem-ser-as-duas-ultimas-palavras-da-nossa-oracao\/","title":{"rendered":"Quais devem ser as duas \u00faltimas palavras da nossa ora\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<div class=\"io-div\" data-io-article-url=\"https:\/\/pt.aleteia.org\/cp1\/2020\/01\/16\/quais-devem-ser-as-duas-ultimas-palavras-da-nossa-oracao\/\">\n<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Rezar nunca ser\u00e1 nada mais do que balbuciar. Dizemos estas simples palavras de ora\u00e7\u00e3o, este vocabul\u00e1rio b\u00e1sico: \u201cAqui estamos n\u00f3s; obrigado; perd\u00e3o; por favor\u201d. Mas \u00e9 como se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos dito nada, ou melhor, n\u00e3o tiv\u00e9ssemos dito o essencial<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\">\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">Orar n\u00e3o \u00e9 dizer coisas a Deus, mas falar de si mesmo, se abrir, se render. Recordemos a pergunta que Jesus ressuscitado fez a Sim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o: \u201cSim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o, amas-me mais do que estes?\u201d (Jo 21:15). Como Simon, respondemos mecanicamente: \u201cSim, Senhor, tu sabes que te amo\u201d. Mas Jesus insiste: \u201cSim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o, amas-me?\u201d. A terceira vez, Sim\u00e3o Pedro est\u00e1 menos seguro de si mesmo. Talvez ele se lembre da sua tripla nega\u00e7\u00e3o. Em todo caso, ele n\u00e3o responde mais a partir dele mesmo, pois nenhum homem pode responder por si mesmo; responde a partir do pr\u00f3prio Jesus: \u201cSenhor, tu sabes tudo: tu sabes que eu te amo\u201d (Jo 21,17). <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">Esta \u00e9, pelo menos \u00e0 primeira vista, a \u00faltima palavra da ora\u00e7\u00e3o. Mil pensamentos, mil sentimentos, mil movimentos do Esp\u00edrito podem habitar a nossa ora\u00e7\u00e3o, mas tudo isto diz, no fundo, apenas uma coisa, sempre a mesma, sempre nova: \u201cSenhor, penso em ti, preciso de ti, n\u00e3o quero viver sem ti\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"><b>\u201cEu amo-te.\u201d <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">A ora\u00e7\u00e3o do celebrante antes da comunh\u00e3o diz isto com for\u00e7a: \u201cQue eu seja sempre fiel aos teus mandamentos e nunca me separe de ti\u201d. Este \u201ceu te amo\u201d \u00e9 tamb\u00e9m o n\u00e3o dito, o significado impl\u00edcito de toda ora\u00e7\u00e3o aut\u00eantica. A sua raz\u00e3o de ser. Eu estou aqui porque te amo. Porque eu te prefiro a ti. Eu podia fazer outra coisa. Mas o resto, por mais \u00fatil, necess\u00e1rio, urgente, talvez, nunca substituir\u00e1 esses momentos preciosos do encontro com o Amado. Pelo contr\u00e1rio, se a ora\u00e7\u00e3o se torna rara, ou se se torna uma tarefa, \u00e9 porque o amor esfriou.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">\u201cA minha alma tem sede por ti!\u201d \u201c\u00c9 a tua cara que eu procuro!\u201d \u201cAmo tanto a tua casa, \u00f3 Senhor!\u201d Voc\u00ea tem que reler os salmos para ouvir o canto do cora\u00e7\u00e3o humano apaixonado por Deus. Os grandes espirituais n\u00e3o se cansam de ouvir, no C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos, o di\u00e1logo ardente da alma-esposa e do seu Rei. O Rei, na verdade, deseja o nosso desejo. \u00c9 esta poderosa atra\u00e7\u00e3o que agita os m\u00edsticos, a ponto de, \u00e0s vezes, lhes arrancar do peso do mundo. No preciso momento em que morre na cruz, Jesus grita: \u201cTenho sede!\u201d (Jo 19,28). Sim, o Amor Infinito tem sede do nosso pobre amor. Ele o espera com ansiedade (voc\u00ea me ama?) e o recebe com gratid\u00e3o. Que mais podemos dizer?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">\u00ab\u00a0<b>Tu me amas\u00a0\u00bb<\/b><\/span><\/p>\n<div class=\"nativo-inread\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">Um dia, um homem de Deus me fez esta profunda reflex\u00e3o: a \u00faltima palavra de ora\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de \u201ceu te amo\u201d, \u00e9 \u201ctu me amas!\u201d. S\u00f3 ent\u00e3o, na verdade, est\u00e1 tudo dito. \u00c9 a \u00faltima palavra porque \u00e9 tamb\u00e9m a primeira. \u201cTu me amas: aqui estou eu. Tu me amas: eu digo obrigado. Tu me amas: tem piedade de mim. Tu me amas: eu posso te pedir tudo. Tu me amas, e isso \u00e9 o suficiente\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><em><span class=\"s1\">Padre Alain Bandelier<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rezar nunca ser\u00e1 nada mais do que balbuciar. Dizemos estas simples palavras de ora\u00e7\u00e3o, este vocabul\u00e1rio b\u00e1sico: \u201cAqui estamos n\u00f3s; obrigado; perd\u00e3o; por favor\u201d. Mas \u00e9 como se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos dito nada, ou melhor, n\u00e3o tiv\u00e9ssemos dito o essencial Orar n\u00e3o \u00e9 dizer coisas a Deus, mas falar de si mesmo, se abrir, se render. 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