{"id":5609,"date":"2015-03-08T03:00:00","date_gmt":"2015-03-08T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/comemorar-o-dia-da-mulher\/"},"modified":"2017-04-07T15:04:55","modified_gmt":"2017-04-07T18:04:55","slug":"comemorar-o-dia-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/comemorar-o-dia-da-mulher\/","title":{"rendered":"Comemorar o Dia da Mulher"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Neste domingo comemora-se o Dia Internacional da Mulher! Os dias s\u00e3o significativos tanto pela hist\u00f3ria como pelo presente e futuro que nos anunciam. Dia 8 de Mar\u00e7o \u00e9 esse dia. Nesse mesmo dia, em 1857, oper\u00e1rias de uma f\u00e1brica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a f\u00e1brica e come\u00e7aram a reivindicar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, tais como: redu\u00e7\u00e3o na carga di\u00e1ria de trabalho para dez horas (as f\u00e1bricas exigiam 16 horas de trabalho di\u00e1rio), equipara\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios com os homens (as mulheres chegavam a receber at\u00e9 um ter\u00e7o do sal\u00e1rio de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho), e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.<br \/> Essa manifesta\u00e7\u00e3o foi reprimida com viol\u00eancia: as mulheres foram trancadas dentro da f\u00e1brica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecel\u00e3s morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. No ano de 1910, durante uma confer\u00eancia na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de mar\u00e7o passaria a ser o &#8220;Dia Internacional da Mulher&#8221;, em homenagem \u00e0s mulheres que morreram na f\u00e1brica em 1857. E, em 1975, atrav\u00e9s de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas).<br \/> Por\u00e9m, o objetivo atual desta data \u00e9 para discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esfor\u00e7o \u00e9 para tentar diminuir, e quem sabe um dia terminar com o preconceito e a desvaloriza\u00e7\u00e3o da mulher. Mesmo com todos os avan\u00e7os, elas ainda sofrem em muitos locais, com sal\u00e1rios baixos, viol\u00eancia masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Ao olharmos a diversidade de situa\u00e7\u00f5es injustas que ocorrem nos diversos continentes do planeta ficamos estarrecidos. Muito foi conquistado, mas muito ainda h\u00e1 para ser modificado.<br \/> No Brasil, o dia 24 de fevereiro de 1932 \u00e9 um marco na hist\u00f3ria da mulher brasileira, pois foi nessa data que foi institu\u00eddo o voto feminino. Sabe-se que esse era um questionamento da Princesa Isabel, que refletia: se a mulher pode ser governante do Imp\u00e9rio do Brasil, por que n\u00e3o poderia votar? Mas depois que veio a Rep\u00fablica, ainda demorou um pouco para esse direito ser conquistado. Elas conquistaram, depois de muitos anos de reivindica\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es, o direito de votar e ser eleitas para cargos no executivo e legislativo.<br \/>O Papa Francisco nos recorda que \u201ca Igreja reconhece a indispens\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intui\u00e7\u00e3o e certas capacidades peculiares, que habitualmente s\u00e3o mais pr\u00f3prias das mulheres que dos homens\u201d (EG 103).<br \/> Cada vez mais notamos no Ocidente a presen\u00e7a da mulher na vida social para al\u00e9m do \u00e2mbito familiar, em que ela at\u00e9 agora se movia quase exclusivamente. <br \/> Parece-me oportuno n\u00e3o contrapor esses dois \u00e2mbitos. Tanto como na vida do homem, o lar e a fam\u00edlia ocupar\u00e3o sempre um lugar central na vida da mulher; \u00e9 evidente que a dedica\u00e7\u00e3o aos afazeres familiares representa uma grande fun\u00e7\u00e3o humana e crist\u00e3. Isto, por\u00e9m, n\u00e3o exclui a possibilidade de uma ocupa\u00e7\u00e3o em outros trabalhos profissionais. E, nesse aspecto, a mulher tem exercido de maneira brilhante sua miss\u00e3o em todos os \u00e2mbitos da vida social, pol\u00edtica e cultural.<br \/>De outra parte, tamb\u00e9m n\u00e3o se pode afirmar unilateralmente que a mulher s\u00f3 fora do lar alcan\u00e7a sua perfei\u00e7\u00e3o, como se o tempo dedicado \u00e0 fam\u00edlia fosse um tempo roubado ao desenvolvimento e \u00e0 maturidade da sua personalidade. O devido equil\u00edbrio entre esses \u00e2mbitos \u00e9 essencial para toda pessoa humana. A maternidade traz consigo um valor insubstitu\u00edvel na miss\u00e3o da mulher que, junto com o esposo, tem uma importante miss\u00e3o de passar os valores aos filhos e constru\u00edrem uma fam\u00edlia que seja construtora da paz.<br \/> A mulher tem a grande miss\u00e3o de levar \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0 sociedade civil, \u00e0 Igreja, algo de caracter\u00edstico que lhe \u00e9 pr\u00f3prio e que s\u00f3 ela pode dar: sua delicada ternura, sua generosidade incans\u00e1vel, seu amor pelo concreto, sua agudeza de engenho, sua capacidade de intui\u00e7\u00e3o, sua piedade profunda e simples, sua tenacidade. Tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias para contribuir para a sociedade. A feminilidade faz parte de sua natureza.<br \/> Para cumprir essa miss\u00e3o, a mulher precisa desenvolver sua pr\u00f3pria personalidade, valorizando os valores que traz consigo. Se se forma bem, com autonomia pessoal, com autenticidade, realizar\u00e1 eficazmente o seu trabalho, a miss\u00e3o para a qual se sente chamada, seja qual for sua vida e trabalho. Ser\u00e3o realmente construtivos e fecundos, cheios de sentido, quer passe o dia dedicada ao lar, quer se entregue plenamente a outras tarefas, ou mesmo se renunciou ao casamento por alguma raz\u00e3o nobre. Cada uma em seu pr\u00f3prio caminho, sendo fiel \u00e0 voca\u00e7\u00e3o humana e divina, pode realizar, e realizar de fato, a plenitude da personalidade feminina.<br \/> Nestes tempos t\u00e3o controversos, tanto longe como perto de n\u00f3s, poder valorizar a miss\u00e3o e a vida da mulher no mundo de hoje, filha de Deus, salva em Cristo Jesus, nos faz lutar para que cada vez mais vivamos em um mundo de irm\u00e3os que se respeitem uns aos outros. <br \/>N\u00e3o nos esque\u00e7amos de que Santa Maria, M\u00e3e de Deus e M\u00e3e dos homens, \u00e9 n\u00e3o apenas modelo, mas tamb\u00e9m prova do valor transcendente que pode alcan\u00e7ar uma vida aberta \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Lembremo-nos de duas mulheres marcantes desses \u00faltimos tempos e que influenciaram a sociedade com seus testemunhos: Santa Madre Teresa de Calcut\u00e1 e a Beata Irm\u00e3 Dulce dos Pobres. Recordemos tamb\u00e9m a dedica\u00e7\u00e3o da Serva de Deus Zilda Arns, que tanto lutou pela sa\u00fade das crian\u00e7as e contribuiu para diminuir a mortalidade infantil. <br \/>\u00c9 o toque feminino que nos conduz aos caminhos da santidade e do exerc\u00edcio inarred\u00e1vel da miss\u00e3o da mulher de grande catequista e educadora da f\u00e9 das nossas fam\u00edlias. <br \/>Parab\u00e9ns, mulheres, pelo seu dia, e que a Virgem Maria sempre as inspire!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste domingo comemora-se o Dia Internacional da Mulher! Os dias s\u00e3o significativos tanto pela hist\u00f3ria como pelo presente e futuro que nos anunciam. Dia 8 de Mar\u00e7o \u00e9 esse dia. Nesse mesmo dia, em 1857, oper\u00e1rias de uma f\u00e1brica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. 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