{"id":56037,"date":"2019-12-23T10:01:11","date_gmt":"2019-12-23T13:01:11","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=56037"},"modified":"2019-12-23T10:01:11","modified_gmt":"2019-12-23T13:01:11","slug":"apos-13-anos-na-guine-bissau-na-africa-padre-fala-da-importancia-da-missao-ad-gentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/apos-13-anos-na-guine-bissau-na-africa-padre-fala-da-importancia-da-missao-ad-gentes\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 13 anos na Guin\u00e9-Bissau, na \u00c1frica, padre fala da import\u00e2ncia da miss\u00e3o ad gentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em tempos de um maior despertar de consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia da miss\u00e3o Ad Gentes e da retomada de um novo impulso \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da vida, sobretudo com a miss\u00e3o tendo se tornado um dos quatro pilares da a\u00e7\u00e3o da Igreja no Brasil para o pr\u00f3ximo quadri\u00eanio (2019-2023), a entrevista desta edi\u00e7\u00e3o da Revista Bote F\u00e9 \u00e9 com o padre L\u00facio Esp\u00edndola Santos, mission\u00e1rio al\u00e9m-fronteiras da arquidiocese de Florian\u00f3polis enviado \u00e0 Guin\u00e9-Bissau em 2006.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_230524\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=230524\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-230524 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-02-300x225.jpg\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-02-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-02-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-02-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-02-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-02-2048x1536.jpg 2048w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" aria-describedby=\"caption-attachment-230524\" \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-230524\" class=\"wp-caption-text\">Padre L\u00facio e o catequista ap\u00f3s visita e catequese em uma comunidade. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Padre L\u00facio Esp\u00edndola<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>L\u00facio Esp\u00edndola entrou no semin\u00e1rio aos 12 anos. Seu desejo era o de ser padre para \u201cmelhor chegar \u00e0 santidade e para ajudar \u00e0s pessoas\u201d, como ele define. Aos 26, tendo conclu\u00eddo os estudos de prepara\u00e7\u00e3o uma d\u00favida ainda o circundava: n\u00e3o sabia se seria padre ou pol\u00edtico -, pois \u00e0quela altura descobrira que \u201cpara ser santo n\u00e3o precisava ser padre, mas que bastava viver bem a vontade de Deus\u201d. Resolveu ent\u00e3o consultar o arcebispo da \u00e9poca, que dissera-lhe de forma delicada e sugestiva que \u201cpol\u00edticos j\u00e1 existiam bastante, mas que padres n\u00e3o\u201d. Foi diante dessas palavras que L\u00facio pediu-lhe para ser ordenado padre.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Depois de 12 anos de par\u00f3quia, fez ent\u00e3o o pedido de trabalhar na igreja-irm\u00e3, Par\u00f3quia de Oliveira dos Breinhos, no sert\u00e3o da Bahia, diocese de Barra. Foi enviado a esta par\u00f3quia, como mission\u00e1rio, onde ficou desenvolvendo um trabalho por seis anos. No \u00faltimo ano, participou de um congresso mission\u00e1rio latino-americano, Conla 5, em Belo Horizonte, ocasi\u00e3o em que despertou seu desejo para a miss\u00e3o al\u00e9m-fronteiras. Passados dez anos e de volta \u00e0 arquidiocese, padre L\u00facio insistiu em ir \u00e0 miss\u00e3o al\u00e9m-fronteiras. E assim, no dia 20 de maio de 2006, no XV\u00ba Congresso Eucar\u00edstico Nacional, acontecido em Florian\u00f3polis, padre L\u00facio foi enviado \u00e0 miss\u00e3o na Guin\u00e9-Bissau, como associado ao Pontif\u00edcio Instituto Mission\u00e1rio do Exterior \u2013 Pime, aos 56 anos de idade. O pa\u00eds localizado na \u00c1frica, tem o portugu\u00eas e o crioulo como l\u00ednguas-oficiais. Ele retornou ao Brasil no m\u00eas de setembro deste ano, ap\u00f3s 13 anos de miss\u00e3o e nos conta como foi a experi\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Quais foram os principais desafios enfrentados no pa\u00eds? Nos situe sobre a realidade local, pol\u00edtica e social encontrada.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeros desafios que encontrei foram em mim pr\u00f3prio. Senti a dificuldade em falar bem a l\u00edngua crioula e a dist\u00e2ncia da terra natal e dos amigos. Ajudou-me muito o bispo que tinha a casa sempre aberta para acolher os padres, e ajudou-me a comunidade do Pime que me recebeu como um de seus membros, fazendo com que eu participasse de sua experi\u00eancia mission\u00e1ria, da sua estrutura de instituto e de sua vida de fam\u00edlia.<\/p>\n<blockquote><p><em>O pa\u00eds \u00e9 um dos mais pobres do mundo. Basta dizer que ainda n\u00e3o tem uma rede el\u00e9trica nacional. Praticamente n\u00e3o tem f\u00e1bricas nem industrias. A agricultura ainda \u00e9 manual. O pa\u00eds vive em uma instabilidade pol\u00edtica.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano escolar, neste per\u00edodo 2018\/19, quase foi declarado nulo devido \u00e0s constantes greves e dias sem aulas. O n\u00famero de anafalbetos \u00e9 de 50% da popula\u00e7\u00e3o. O n\u00edvel m\u00e9dio de vida \u00e9 de 49 anos. A mal\u00e1ria atinge fortemente o povo, mas tamb\u00e9m a tuberculose. A religi\u00e3o tradicional africana \u00e9 assumida por 47% da popula\u00e7\u00e3o, a religi\u00e3o mul\u00e7umano por 43% e o cristianismo \u00e9 vivido por 10% da popula\u00e7\u00e3o. Os crist\u00e3o-cat\u00f3licos est\u00e3o mais presentes na capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povo guineense habituou-se a conviver tranquilamente com as diferen\u00e7as e \u00e9 muito acolhedor. A terra \u00e9 boa. Cultiva-se o arroz, de forma muito original, em terrenos em que chega a \u00e1gua salgada do mar. E tem a monocultura do caju. O mar \u00e9 bom de peixe, o que atrai embarca\u00e7\u00f5es, sobretudo de pa\u00edses asi\u00e1ticos. A inform\u00e1tica j\u00e1 \u00e9 uma realidade e o telefone, inclusive a internet, encontra-se por toda a Guin\u00e9-Bissau. Usa-se pequenos geradores ou pain\u00e9is solates para energia el\u00e9trica. O governo depende muito de ajudas externas, mas tamb\u00e9m da Igreja. H\u00e1 uma forte presen\u00e7a da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e de \u00f3rg\u00e3os das Na\u00e7\u00f5es Unidas no pa\u00eds que ali atuam com muitos projetos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds \u00e9 pol\u00edtico, militar, ecol\u00f3gico e religiosamente estrat\u00e9gico, devido a sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e a suas riquezas naturais. Teve sua independ\u00eancia de Portugal em 1973, conquistada com 12 anos de guerra. Nestes anos todos somente este \u00faltimo presidente \u00e9 que conseguiu chegar ao final de seu mandato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Nos fale um pouco sobre a miss\u00e3o desenvolvida l\u00e1. O que de mais significativo aprendeu? Qual o trabalho desenvolvido\/feito no local? Quais foram os resultados alcan\u00e7ados?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na miss\u00e3o percebi meus limites humanos e espirituais, encontrei-me com Deus provid\u00eancia, senti o mist\u00e9rio do ser humano e contemplei a profundidade da natureza. Descobri o esp\u00edrito acolhedor das pessoas simples. Por onde andei, vi, muitas vezes, comunidades que fazem uma alimenta\u00e7\u00e3o completa apenas uma vez ao dia, mas que nunca deixam de convidar para comer quem passa por perto. Comendo, geralmente no lado de fora da casa, j\u00e1 que a casa \u00e9 mais para dormir, juntam-se em grupos ao redor de tijelas de arroz, com molho e peda\u00e7o de peixe, quando h\u00e1.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0<em>Trabalhei em duas miss\u00f5es. Em ambas o trabalho principal foi a evangeliza\u00e7\u00e3o, sobretudo atrav\u00e9s de catequese e visita \u00e0s comunidades, mas grande parte do tempo era e \u00e9 dedicado ao servi\u00e7o social, sobretudo \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Isto devido \u00e0 pobreza e, muitas vezes, \u00e0 aus\u00eancia do governo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira comunidade, Empada, tive a oportunidade de juntar-me \u00e0s Irm\u00e3s da Consolata e colaborar no desenvolvimento das comunidades, levando adiante a catequese, a ponto de chegarmos a transformar a miss\u00e3o em par\u00f3quia. Havia a participa\u00e7\u00e3o decisiva, sobretudo das irm\u00e3s, na escola de ensino m\u00e9dio e em um jardim infantil. Tamb\u00e9m trabalhavam com a assist\u00eancia \u00e0s m\u00e3es gestantes, crian\u00e7as e at\u00e9 com uma farm\u00e1cia. Depend\u00edamos de benfeitores. Eu, pessoalmente, com o dinheiro dos benfeitores, dava centenas de ajuda a fam\u00edlias e pessoas carentes, mas sem um projeto. J\u00e1 na segunda Miss\u00e3o, Miss\u00e3o de Tite, organizei-me com projetos de apoio a estudantes, sobretudo iniciando um projeto de educa\u00e7\u00e3o infantil nas comunidades rurais, a come\u00e7ar pelos tr\u00eas anos de idade, atingindo quinhentos e cinquenta crian\u00e7as em seis comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho de jardim infantil e pr\u00e9-escolar nas comunidades rurais acredito ter sido um trabalho inovador e de consequ\u00eancias muito positivas para o futuro das comunidades. A miss\u00e3o, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o fundamental na escola de ensino m\u00e9dio, com seiscentos alunos, mantinha uma participa\u00e7\u00e3o forte no hospital local, que \u00e9 do governo mas que foi constru\u00eddo por benfeitores da miss\u00e3o. E o bonito \u00e9 que todo este trabalho continua acontecendo. Nesta \u00faltima miss\u00e3o, tive a felicidade de participar da vida de uma das novas comunidades, Comunidade Divino Oleiro, de Leigos consagrados, fundada na mesma aquidiocese de Florian\u00f3polis, e que assume a administra\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Na sua opini\u00e3o, qual deve ser o diferencial do mission\u00e1rio que vai atuar na Guin\u00e9-Bissau?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem for em miss\u00e3o para a Guin\u00e9-Bissau deve aceitar viver em uma cultura diferente. Mergulhar em uma nova realidade. Assumir o desafio de aprender outra maneira de fazer pastoral, aceitando n\u00e3o ver o fruto de seu trabalho e sentir-se contente com uma vida simples. Sobretudo, lembrar que a virtude principal do mission\u00e1rio \u00e9 a f\u00e9. Afinal, o mission\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m um m\u00edstico.<\/p>\n<div id=\"attachment_230526\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=230526\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-230526 size-large\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-04-1024x768.jpg\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-04-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-04-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-04-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-04-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2019\/12\/FOTO-04-2048x1536.jpg 2048w\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"675\" aria-describedby=\"caption-attachment-230526\" \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-230526\" class=\"wp-caption-text\">Grupo de mu\u00e7ulmanos organizados para recepcionar um membro da comunidade que est\u00e1 chegando da peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Meca. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Padre L\u00facio Esp\u00edndola<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o senhor avalia os desafios da miss\u00e3o Ad Gentes na atualidade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reconhecendo que todos somos mission\u00e1rios e que a miss\u00e3o come\u00e7a aqui onde estou, e que temos novos ambientes, are\u00f3pagos que necessitam de evangeliza\u00e7\u00e3o, um desafio \u00e9 n\u00e3o esquecer a miss\u00e3o de primeiro an\u00fancio para pessoas e povos que n\u00e3o conhecem ainda o primeiro an\u00fancio da Boa Nova de Jesus Cristo, e que est\u00e3o fora de nosso pa\u00eds. Temos locais em que as pessoas est\u00e3o abertas ao cristianismo, como em nossa miss\u00e3o de Tite e de Empada, na Guin\u00e9-Bissau, onde apenas dois ou tr\u00eas por cento das pessoas s\u00e3o batizadas. Para ficar mais claro, al\u00e9m da express\u00e3o \u201cad gentes\u201d devemos lembrar tamb\u00e9m a express\u00e3o \u201cal\u00e9m-fronteiras\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo desafio \u00e9 o de que a diocese se sinta a primeira respons\u00e1vel pela miss\u00e3o ad gentes\/al\u00e9m-fronteiras. No meu caso, ap\u00f3s treze anos de miss\u00e3o ad gentes, volto \u00e0 minha arquidiocese para que a miss\u00e3o deixe de ser a miss\u00e3o de um padre e seja a miss\u00e3o da arquidiocese. E assim, aquele que era um padre associado ao pime, com a ajuda do pime, possa ser agora um padre Fidei Donum, ou seja, enviado diretamente pela arquidiocese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O Papa Francisco proclamou outubro de 2019 como o M\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio. Na sua opini\u00e3o, essa iniciativa promove maior conscientiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o Ad Gentes nas igrejas particulares e nos diferentes sujeitos da miss\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa feliz iniciativa do nosso querido papa Francisco vai promover a miss\u00e3o e o espirito mission\u00e1rio. Mas corremos o risco de limitar-nos \u00e0 miss\u00e3o popular, \u00e0 reevengeliza\u00e7\u00e3o, ou, no m\u00e1ximo, \u00e0 miss\u00e3o entre regi\u00f5es dentro do Brasil. \u00c9 importante ter a miss\u00e3o al\u00e9m-fronteiras no cora\u00e7\u00e3o. Falta-nos modelos, exemplos, de miss\u00e3o al\u00e9m-fronteiras. Agradecemos o testemunho do Regional Sul II e do Regional Sul III da CNBB que fazem uma experi\u00eanica de miss\u00e3o al\u00e9m-fronteiras. O m\u00eas mission\u00e1rio extraordin\u00e1rio ser\u00e1 uma oportunidade de conhecermos outros testemunhos de dioceses de esp\u00edrito mission\u00e1rio al\u00e9m-fronteiras. Vamos colaborar para esta conscientiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>O tema do M\u00eas Extraordin\u00e1rio Mission\u00e1rio, convocado para outubro de 2019 foi \u201cBatizados e enviados: a Igreja de Cristo em Miss\u00e3o no Mundo\u201d. Com essa tem\u00e1tica, o que o papa desejou inspirar?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O papa lembra-nos que todo batizado \u00e9 um mission\u00e1rio, comprometido com o testemunho e o an\u00fancio da boa nova de Cristo. E a express\u00e3o \u201cem miss\u00e3o no mundo\u201d abre-nos para a miss\u00e3o nos diversos ambientes e lugares onde ainda n\u00e3o conhecem Jesus Cristo Salvador, e, ao mesmo tempo, nos coloca a miss\u00e3o ad gentes\/al\u00e9m fronteiras como a refer\u00eancia da miss\u00e3o. O papa nos convoca \u00e0 miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Usando uma express\u00e3o muito usada pelo Papa Francisco , como o senhor definiria o que \u00e9 ser uma \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma Igreja em sa\u00edda \u00e9 uma comunidade consciente, viva, ativa , que acolhe, que mant\u00e9m suas portas abertas a quem chega, que \u00e9 simples, sem muitas exig\u00eancias e burocracias. \u00c9 esta a comunidade que pode sair ao encontro do outro, pois \u00e9 uma comunidade que tem como acolher aquele a quem cativou. Uma Igreja em sa\u00edda \u00e9 uma igreja que adota o princ\u00edpio de \u201c miss\u00e3o 360 graus, sem limites!\u201d. Ser Igreja em sa\u00edda \u00e9 um estilo de vida, n\u00e3o \u00e9 um simples programa. Exige o empenho permanente de seus membros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoalmente, minha dedica\u00e7\u00e3o hoje est\u00e1 em colaborar para que a minha arquidiocese continue este processo de conscientiza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria que j\u00e1 vem fazendo, e assuma a miss\u00e3o al\u00e9m-fronteiras com algum compromisso mission\u00e1rio envolvendo concretamente as par\u00f3quias, santu\u00e1rios, capelanias, pastorais, organismos, servi\u00e7os, meios de comunica\u00e7\u00e3o, casas de forma\u00e7\u00e3o, associa\u00e7\u00f5es e movimentos de nossa Igreja Particular. Somente assim \u00e9 que podemos ser uma Igreja Universal, de batizados e enviados, em miss\u00e3o no mundo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: Revista Bote F\u00e9, edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 29, 2019.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de um maior despertar de consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia da miss\u00e3o Ad Gentes e da retomada de um novo impulso \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da vida, sobretudo com a miss\u00e3o tendo se tornado um dos quatro pilares da a\u00e7\u00e3o da Igreja no Brasil para o pr\u00f3ximo quadri\u00eanio (2019-2023), a entrevista desta edi\u00e7\u00e3o da Revista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":56038,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-56037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cnbb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56037"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56039,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56037\/revisions\/56039"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}