{"id":5583,"date":"2015-02-26T13:12:48","date_gmt":"2015-02-26T16:12:48","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cultivar-a-esperanca\/"},"modified":"2017-04-07T15:16:16","modified_gmt":"2017-04-07T18:16:16","slug":"cultivar-a-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cultivar-a-esperanca\/","title":{"rendered":"Cultivar a Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Continuando nossas reflex\u00f5es sobre o tema do ano em nossa Arquidiocese, vemos que somos chamados a cultivar o dom que nos foi concedido, e semear testemunhando a esperan\u00e7a crist\u00e3 com toda a sua realidade nos tempos de hoje.<br \/>A esperan\u00e7a \u00e9 alimentada pela coragem da pessoa que quer viver e tem motivos para faz\u00ea-lo. Coragem \u00e9 a grande atitude que devemos ter, dom que recebemos para sermos testemunhas crist\u00e3s. A Sagrada Escritura \u00e9 alinhavada pela atitude da coragem, pois a coragem vem do cora\u00e7\u00e3o e independe dos fatores exteriores; pois no Senhor eu encontro a minha for\u00e7a (cf. Is, 5,20ss) e esta ser\u00e1 a nossa marca, a marca dos disc\u00edpulos mission\u00e1rios de Jesus (cf. At 4,13. 31e 34). <br \/>Temos esperan\u00e7a! N\u00e3o se trata de uma esperan\u00e7a fabricada por n\u00f3s mesmos para suportar e esconder dos outros a desesperan\u00e7a interior. Nossa esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 simpl\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 t\u00eanue, n\u00e3o \u00e9 superficial, n\u00e3o \u00e9 vaga, n\u00e3o \u00e9 pequena, n\u00e3o \u00e9 medrosa, n\u00e3o \u00e9 de ontem. Nossa esperan\u00e7a n\u00e3o se limita apenas a esta vida. Se assim fosse, eu seria, ent\u00e3o, como explica o Ap\u00f3stolo Paulo, o mais infeliz de todos os homens (cf. 1Cor 15,19). Nossa esperan\u00e7a atravessa o vale da sombra da morte pela mesma raz\u00e3o do salmista: \u201cporque o Deus Eterno est\u00e1 comigo\u201d (Sl 23,4). Sabemos que a vida eterna existe e tem um esplendor \u2018que olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu e mente nenhuma concebeu\u2019.\u00a0 <br \/>N\u00e3o estamos decepcionados com o Messias. Se Ele n\u00e3o libertou Israel do jugo romano, se Ele n\u00e3o acabou com a injusti\u00e7a, se Ele n\u00e3o eliminou a mis\u00e9ria, se Ele n\u00e3o destruiu a morte f\u00edsica, se Ele n\u00e3o implantou de forma vis\u00edvel o reino de Deus \u2014 \u00e9 porque Ele veio para nos salvar, veio nos dar a Vida e a Vida em abund\u00e2ncia (cf Jo, 101,10b), dando a toda a criatura humana a liberdade da escravid\u00e3o do pecado. Estamos com Jo\u00e3o Batista: \u201cEis o Cordeiro de Deus\u201d (cf. Jo 1,36). N\u00e3o um cordeiro qualquer, mas o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo derramando seu sangue para nossa salva\u00e7\u00e3o. Como os judeus piedosos dizem: \u201cEmbora Ele demore, esperarei diariamente pela sua chegada\u201d.<br \/>A era messi\u00e2nica come\u00e7ou com a vinda do Messias prometido entre n\u00f3s. Por\u00e9m, estamos no \u201cj\u00e1\u201d e \u201cainda n\u00e3o\u201d. Sabemos que ainda temos as \u201cdores do parto\u201d para levarmos adiante o an\u00fancio do mundo novo. A era messi\u00e2nica encerrar\u00e1 o pecado, a dor, a doen\u00e7a, a morte, o p\u00e2nico, a confus\u00e3o, a opress\u00e3o, a injusti\u00e7a, a guerra e todo o mal. N\u00e3o porque eu quero assim, mas eu quero assim porque assim est\u00e1 escrito. Foram as Escrituras que colocaram essa esperan\u00e7a dentro de mim. E tudo isso combina com o car\u00e1ter de Deus, o poder, o amor, a miseric\u00f3rdia e o triunfo de Deus.<br \/>N\u00e3o podemos perder a no\u00e7\u00e3o de um Deus santo e justo, revestido de autoridade e poder. Pois de injusti\u00e7a estamos por demais cansados. N\u00e3o nos divorciamos de Deus nem ficamos sentidos com Ele e revoltados contra Ele em raz\u00e3o da certeza absoluta de sua justi\u00e7a e da manifesta\u00e7\u00e3o plena dessa justi\u00e7a mais na frente (cf. 1Pd 3,13). <br \/>A esperan\u00e7a crist\u00e3 \u00e9 esperan\u00e7a al\u00e9m morte, uma esperan\u00e7a de vida, de complemento desta vida e n\u00e3o de uma outra, como se fosse uma fuga. A esperan\u00e7a al\u00e9m da morte n\u00e3o \u00e9 tal por produzir desespero e cinismo nos confrontos dos bens presentes, mas \u00e9 esperan\u00e7a que consente o apreciar, o agradecer, a dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 promo\u00e7\u00e3o dos bens presentes, puros na l\u00facida e s\u00f3bria consci\u00eancia do limite (morte). Da\u00ed falarmos que a pobreza nos facilita a abrir o horizonte desde que saibamos lidar com a perda e, principalmente, se nos perdemos em Deus, como nosso marco e ponto de refer\u00eancia na Vida que continua na Eternidade. A Teologia contempor\u00e2nea suscita um renovar de reflex\u00e3o ontol\u00f3gica sobre temporalidade, sobre hist\u00f3ria, sobre o que \u00e9 op\u00e7\u00e3o pelos pobres, o que \u00e9 pobreza rica, principalmente nesta perspectiva de perder, de ser realmente livre, pobre de tudo, aberto para abra\u00e7ar a coroa da vit\u00f3ria, para abra\u00e7ar e encontrar a pr\u00f3pria LIBERDADE, a JUSTI\u00c7A, o AMOR e a PAZ. Tudo isso \u00e9 a nossa grande ESPERAN\u00c7A.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuando nossas reflex\u00f5es sobre o tema do ano em nossa Arquidiocese, vemos que somos chamados a cultivar o dom que nos foi concedido, e semear testemunhando a esperan\u00e7a crist\u00e3 com toda a sua realidade nos tempos de hoje.A esperan\u00e7a \u00e9 alimentada pela coragem da pessoa que quer viver e tem motivos para faz\u00ea-lo. 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