{"id":5548,"date":"2015-02-16T03:00:00","date_gmt":"2015-02-16T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-tentado-por-satanas\/"},"modified":"2017-04-07T15:39:11","modified_gmt":"2017-04-07T18:39:11","slug":"jesus-tentado-por-satanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-tentado-por-satanas\/","title":{"rendered":"Jesus tentado por satan\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Embora a narrativa de S\u00e3o Marcos sobre a ida de Jesus ao deserto, levado pelo Esp\u00edrito, seja de uma extrema concis\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com o que escreveram os outros Evangelistas, sua mensagem n\u00e3o \u00e9 menos rica (Mc 1,12-15). Foram quarenta dias entre o Batismo de Cristo e o in\u00edcio de sua atividade mission\u00e1ria na Galileia. H\u00e1 tr\u00eas aspectos nesta longa estadia que S\u00e3o Marcos ressalta: a tenta\u00e7\u00e3o por parte do dem\u00f4nio, a presen\u00e7a dos animais selvagens e a vinda dos anjos que serviam a Jesus. O Pai O havia proclamado seu Filho bem-amado e o Esp\u00edrito Santo descera sobre Ele.\u00a0 No entanto, o mesmo Esp\u00edrito O conduziu ao deserto, onde sua fidelidade ao Pai seria provada. Os quarenta dias s\u00e3o simb\u00f3licos e lembram os quarenta anos da marcha do Povo de Deus no deserto; os quarenta dias e quarenta noites de Mois\u00e9s no Sinai; os quarenta dias da caminhada de Elias para o monte Horeb (1 R 19,8) e os quarenta anos durante os quais os Filisteus dominaram Israel (Jz 134,1). Cada um destes per\u00edodos foi uma prova e, na verdade, de fato, \u00e9poca de tenta\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia de Jesus est\u00e1, portanto, estreitamente ligada a tudo que viveu o Povo de Deus e seus Profetas antes dele. Sem descer a detalhes S\u00e3o Marcos simplesmente diz que Jesus foi tentado por satan\u00e1s. \u00c9 que a tenta\u00e7\u00e3o, sob todas as suas formas, sempre se constitui num apelo \u00e0 recusa \u00e0 vontade do Pai. Jesus l\u00e1 no Horto das Oliveiras, no momento crucial de sua obra redentora, por entre horripila agonia dir\u00e1: \u201cAb\u00e1, Pai, tudo te \u00e9 poss\u00edvel afasta de mim este c\u00e1lice! Mas n\u00e3o se fa\u00e7a o que eu quero, sen\u00e3o o que tu queres (Mc 14,16). No deserto Ele passou os dias entre os animais selvagens, bem s\u00edmbolos dos escribas, fariseus e outros chefes religiosos que o prosseguiram durante toda sua vida p\u00fablica. Os anjos, mensageiros do Pai representaram\u00a0 no deserto aqueles e aquelas que o serviram at\u00e9 O Calv\u00e1rio. Cada um dos seguidores de Jesus no deserto desta vida passa tamb\u00e9m por tenta\u00e7\u00f5es e n\u00e3o pode deixar de ser fiel \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3, \u00e0 sua miss\u00e3o neste mundo. Cumpre imitar a fidelidade de Jesus e lutar contra os animais selvagens interiores e exteriores que s\u00e3o as tenta\u00e7\u00f5es diab\u00f3licas. \u00c9 preciso ent\u00e3o implorar que Deus envie os anjos, a Virgem Maria e os santos para assistir a cada um, preservando a lealdade para com o projeto divino. Jesus est\u00e1 a dizer a todo seu seguidor, o qual, por vezes, pode trepidar ante o inimigo: \u201cConvertei-vos e crede no Evangelho\u201d. Este mostra o caminho da justi\u00e7a, do amor e da paz, desde que cada permita a Deus transformar sempre seu cora\u00e7\u00e3o, purificar sua consci\u00eancia e firmar sua vontade nas rotas da santidade. L\u00e1 do deserto Jesus faz um apelo a seus disc\u00edpulos atrav\u00e9s dos tempos, ou seja, uma renova\u00e7\u00e3o completa no modo de pensar, de ser. A miss\u00e3o do seguidor de Cristo consiste em vencer o dem\u00f4nio com a ajuda da gra\u00e7a, e, como foi dito, com a prote\u00e7\u00e3o dos anjos, da Virgem Maria e dos santos. Esta pugna tem por objetivo a gl\u00f3ria do Pai e a conquista da coroa da vida eterna. Asseverou S\u00e3o Tiago: \u201cFeliz o homem que suporta pacientemente a tenta\u00e7\u00e3o, porque, depois de ser provado receber\u00e1 a recompensa da vida que o Senhor prometeu aos que O amam\u201d (Tg 1,12). Ele quer provas de const\u00e2ncia e de amor. Com Sua gra\u00e7a o crist\u00e3o precisa ser valente e dominar as for\u00e7as do mal, triunfando\u00a0 perante os obst\u00e1culos. Deus testa, o dem\u00f4nio apenas tenta, o crist\u00e3o precisa ser vitorioso. A tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 universal e Deus a permite para que cada um possa aumentar os merecimentos\u00a0 para c\u00e9u.\u00a0 O principal, por\u00e9m, \u00e9 fugir das ocasi\u00f5es de pecado, pois diz a Escritura \u201cquem ama o perigo nele perecer\u00e1\u201d. Ao imitar Jesus, o batizado se enche de entusiasmo e esperan\u00e7a, porque com o aux\u00edlio divino pode sempre resistir \u00e0s ciladas de satan\u00e1s. Cristo ensinou a rezar ao Pai: \u201cN\u00e3o nos deixeis sucumbir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o\u201d e esta prece \u00e9 poderos\u00edssima.\u00a0 Cada um deve se examinar, pois como ensinam os Mestres espirituais, \u00e9 preciso diagnosticar com precis\u00e3o os defeitos dominantes.\u00a0\u00a0 \u00c9 necess\u00e1ria a humildade para reconhecer os pontos fracos na pr\u00f3pria exist\u00eancia. Cumpre, estar sempre de atalaia, em estado de luta permanente. As tenta\u00e7\u00f5es podem vir do interior de cada um, a saber, da gula, da avareza, da lux\u00faria, da ira, da inveja, da pregui\u00e7a e do orgulho.\u00a0 Tudo isto \u00e9 incrementado pelo mundo exterior atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social muitos dos quais arrasam os crit\u00e9rios do Evangelho. Todo cuidado \u00e9 pouco e da\u00ed a necessidade de recorrer sempre \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, pois \u201cquem reza se salva, quem n\u00e3o reza se condena\u2019.<\/p>\n<p><strong>* Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora a narrativa de S\u00e3o Marcos sobre a ida de Jesus ao deserto, levado pelo Esp\u00edrito, seja de uma extrema concis\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com o que escreveram os outros Evangelistas, sua mensagem n\u00e3o \u00e9 menos rica (Mc 1,12-15). Foram quarenta dias entre o Batismo de Cristo e o in\u00edcio de sua atividade mission\u00e1ria na Galileia. 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