{"id":55390,"date":"2019-11-11T13:02:54","date_gmt":"2019-11-11T16:02:54","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=55390"},"modified":"2019-12-06T13:04:45","modified_gmt":"2019-12-06T16:04:45","slug":"paz-entre-as-igrejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/paz-entre-as-igrejas\/","title":{"rendered":"Paz Entre as Igrejas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ecumenismo \u00e9 uma palavra dif\u00edcil, que diz respeito \u00e0 mais vergonhosa contradi\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3: a separa\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes \u00e9 mais f\u00e1cil us\u00e1-la para justificar a\u00e7\u00f5es de di\u00e1logo com as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s, deixando de lado a grande trave de nossos olhos, a cis\u00e3o entre os adeptos de uma mesma f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desde o movimento reformista de Lutero, cujas raz\u00f5es e causas aqui n\u00e3o ser\u00e3o motivo de nossa an\u00e1lise, v\u00e1rios foram os esfor\u00e7os e tentativas de reaproxima\u00e7\u00e3o entre as Igrejas crist\u00e3s. At\u00e9 dois Conc\u00edlios se denominaram ecum\u00eanicos! V\u00e1rios pont\u00edfices cat\u00f3licos se mostraram abertos a essa busca de unidade. No entanto, a cada passo de reaproxima\u00e7\u00e3o, parece-nos, dois outros s\u00e3o dados em dire\u00e7\u00e3o oposta. O que nos falta para apagar essa mancha p\u00fatrida e nauseante da hist\u00f3ria do cristianismo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Paz entre os humanos passa pelo testemunho de unidade entre os crist\u00e3os. Existe a permanente necessidade de di\u00e1logo cultural, racial e religioso \u2013 pedestal da paz que sonhamos \u2013 mas nos quedamos diante de gritante contradi\u00e7\u00e3o: a \u201cguerra\u201d entre crist\u00e3os. Nunca seremos construtores da fraternidade ou solidariedade se, antes, n\u00e3o as edificarmos entre n\u00f3s, buscando a qualquer pre\u00e7o a unidade crist\u00e3, o mais precioso testemunho de f\u00e9 que a Igreja de Cristo pode oferecer ao mundo. Sem ela, estamos jogando p\u00e9rolas aos porcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dentre as raras a\u00e7\u00f5es de di\u00e1logo ecum\u00eanico dos \u00faltimos anos, podemos citar Taiz\u00e9, na Fran\u00e7a. Em 1940, um jovem calvinista, Roger Schutz, se instalou naquela pequena aldeia, ao norte de Lion, para uma vida devotada a Deus. Sua experi\u00eancia atraiu outros jovens, de v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s. Logo eram centenas, todos buscando uma vida comunit\u00e1ria e de acolhimento aos espoliados ou refugiados de guerra. Lenta, mas perseverantemente, foram vencendo resist\u00eancias da Igreja cat\u00f3lica e das Igrejas protestantes. O testemunho falava mais alto. Em 1970, j\u00e1 congregando milhares de jovens no mundo, realizaram seu primeiro conc\u00edlio. Em 1974 assustaram a Fran\u00e7a e o mundo com o poder de aglutina\u00e7\u00e3o que possu\u00edam. Nada menos do que 45 mil jovens tomaram as colinas de Taiz\u00e9, como representantes de mais de cem pa\u00edses e dos cinco continentes. A m\u00eddia se surpreendeu n\u00e3o s\u00f3 pelo n\u00famero de participantes, como tamb\u00e9m pela euforia, paz e cordialidade reinantes entre eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desse encontro surgiu a \u201cCarta ao Povo de Deus\u201d, eivada de desejos de reaproxima\u00e7\u00e3o e unidade, respeitando-se as eventuais diferen\u00e7as. Eis um de seus mais belos trechos: \u201cIgreja, que dizes tu do teu futuro? Vais renunciar aos meios de poder, aos compromissos com os poderes pol\u00edticos e financeiros? Vais chegar a ser uma semente de sociedade sem classes e sem privil\u00e9gios, sem domina\u00e7\u00e3o de um homem sobre o outro, de um povo sobre o outro?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em 1978, oito anos depois do primeiro conc\u00edlio de Taiz\u00e9, um balan\u00e7o da ent\u00e3o mais expressiva caminhada ecum\u00eanica produziu uma conclus\u00e3o de esperan\u00e7a. \u201cDurante estes oito anos, compreendemos melhor que amar Cristo \u00e9 am\u00e1-Lo ao mesmo tempo no seu corpo que \u00e9 a Igreja. E am\u00e1-lo n\u00e3o com palavras, mas pelo empenhamento de todo nosso ser. Com efeito, quanto mais vamos \u00e0s fontes de vida crist\u00e3 na contempla\u00e7\u00e3o do Cristo, tanto mais n\u00f3s somos levados a procurar atos para realizar no concreto das nossas vidas\u201d. A unidade era o ato mais concreto. Taiz\u00e9 ta\u00ed. Deixo abertas as portas do di\u00e1logo. Afinal, faltam a\u00e7\u00f5es, gestos concretos, desprovidos de falsetes, farisa\u00edsmo ou cartas marcadas. O mundo est\u00e1 aberto \u00e0 simp\u00e1tica e maravilhosa proposta que nos deixou Jesus: \u201cAmai-vos uns aos outros\u201d. Onde est\u00e1 nosso testemunho?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ecumenismo \u00e9 uma palavra dif\u00edcil, que diz respeito \u00e0 mais vergonhosa contradi\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3: a separa\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes \u00e9 mais f\u00e1cil us\u00e1-la para justificar a\u00e7\u00f5es de di\u00e1logo com as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s, deixando de lado a grande trave de nossos olhos, a cis\u00e3o entre os adeptos de uma mesma f\u00e9. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desde o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55391,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-55390","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55390"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55390\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55392,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55390\/revisions\/55392"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}