{"id":5528,"date":"2015-02-09T13:27:16","date_gmt":"2015-02-09T15:27:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-cura-um-leproso\/"},"modified":"2017-04-07T15:53:23","modified_gmt":"2017-04-07T18:53:23","slug":"jesus-cura-um-leproso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-cura-um-leproso\/","title":{"rendered":"Jesus cura um leproso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Marcos detalhou o epis\u00f3dio de uma dos comoventes milagres de Cristo \u201cUm leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: \u201cSe queres, tens o poder de curar-me\u201d (Mc 1, 40). Era uma oportunidade \u00fanica na vida daquele doente. Ele queria ardentemente recuperar a sa\u00fade, dar outro sentido a sua exist\u00eancia e desejava tamb\u00e9m poder ser recebido na comunidade. Com efeito, a sociedade o considerava impuro, ferido por um castigo de Deus. Como todos os outros leprosos, estava banido da coletividade. Era-lhe vedado entrar em uma cidade ou vilarejo e todo mundo devia se afastar dele. Ao ver, por\u00e9m, o famoso Rabi da Galileia aquele pobre sofredor n\u00e3o se conteve e, humildemente, se prostrou diante dele demonstrando confian\u00e7a absoluta na onipot\u00eancia daquele M\u00e9dico divino. Este logo demonstrou sua miseric\u00f3rdia e, sobretudo, o seu poder: \u201cEu quero fica curado\u201d. Como Jesus agia como o Servidor do Pai, sem ostenta\u00e7\u00e3o ruidosa, pediu que o miraculado n\u00e3o divulgasse aquele prod\u00edgio. Envolto em gaudio imenso, o miraculado ignorou a ordem recebida e todos vinham procurar Jesus que se refugiou em lugares desertos. Que contrastes neste acontecimento! De um lado o leproso que todo mundo detestava e de outro a santidade do Filho de Deus que a todos atraia. O leproso n\u00e3o podia entrar na cidade em raz\u00e3o do medo da contamina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; agora \u00e9 Jesus que n\u00e3o podia estar nas cidades por causa do entusiasmo das multid\u00f5es, tanto \u00e9 verdade que a miseric\u00f3rdia \u00e9 muito mais contagiante. Aquele leproso, contudo, deixou uma li\u00e7\u00e3o magn\u00edfica, pois sua espontaneidade, sua f\u00e9 inabal\u00e1vel na onipot\u00eancia de Cristo, tocou o cora\u00e7\u00e3o de Jesus. Quantos, infelizmente, se aproximam do Mestre divino, mas duvidando e at\u00e9, muitas vezes, pedindo, n\u00e3o de joelhos, mas arrogantemente as gra\u00e7as redentoras. Muitos se esquecem do que Ele asseverou: \u201cVinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei\u201d (Mt 11,28). Sua miseric\u00f3rdia \u00e9 sem limites, seu amor \u00e9 infinito. Nada, portanto, de desola\u00e7\u00e3o, de dubiedades. Para nos salvar Deus teria podido agir diretamente sem intermedi\u00e1rio, a partir de sua Onipot\u00eancia, Ele que est\u00e1 em toda parte. Entretanto, invis\u00edvel, Ele se tornou vis\u00edvel em seu Filho Encarnado. Este tomou um corpo, percorreu os caminhos humanos, tomou pessoalmente conhecimento de todos os sofrimentos numa terra de ex\u00edlio. Deixou mensagens consoladoras. Como bem se expressou Santo Hip\u00f3lito \u201cEsse Verbo, o Pai o enviou no fim dos tempos. N\u00e3o o queria mais pronunciado por um profeta nem subentendido atrav\u00e9s de uma prega\u00e7\u00e3o obscura, mas ordenou que se manifestasse de forma vis\u00edvel para, ao v\u00ea-lo, o mundo fosse redimido\u201d. Acrescente-se tamb\u00e9m que para salvar o homem e restaur\u00e1-lo na gra\u00e7a, Deus teria podido visar apenas a alma. Contudo, como h\u00e1 uma uni\u00e3o substancial entre a alma e o corpo, o que constitui o fundamento ontol\u00f3gico da dignidade da pessoa humana, a qual \u00e9 um corpo que est\u00e1 enformado por uma alma ou uma alma a enformar um corpo, \u201co Verbo de Deus se fez carne e habitou entre n\u00f3s\u201d. Tudo isto \u00e9 admir\u00e1vel da parte do Criador. Eis por que o Filho de Deus encarnado sarou os corpos e sanou tantas almas. Um leproso que era desprezado por causa de sua f\u00e9tida e contagiosa doen\u00e7a se viu inteiramente curado, purificado do ostracismo social. Aquele que era um morto vivo aos olhos de seus compatriotas se v\u00ea totalmente recuperado. Tudo isto porque o amor de Jesus restaura at\u00e9 o que parece irrecuper\u00e1vel diante dos homens. O leproso era um banido da sociedade. Jesus tamb\u00e9m um dia, cumprindo a profecia de Isaias seria desprezado, abandonado de todos, homem de dores, familiar do sofrimento, semelhante aos leprosos dos quais se devia afastar e considerado como um nada, humilhado no alto de uma cruz. L\u00e1 ele curou pelo seu sofrimento e pela sua miseric\u00f3rdia a pior de todas as lepras que \u00e9 o pecado que desfigura o ser humano. Desta doen\u00e7a s\u00f3 n\u00e3o se v\u00ea livre quem n\u00e3o acolhe seu poder, sua miseric\u00f3rdia, sua bondade.\u00a0 Alegre-se todo aquele que nele confia, pois ver\u00e1 em seu derredor fatos extraordin\u00e1rios, surpreendentes, assombrosos como o que aconteceu com o leproso do Evangelho de hoje!\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p><strong>* Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos. <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Marcos detalhou o epis\u00f3dio de uma dos comoventes milagres de Cristo \u201cUm leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: \u201cSe queres, tens o poder de curar-me\u201d (Mc 1, 40). Era uma oportunidade \u00fanica na vida daquele doente. Ele queria ardentemente recuperar a sa\u00fade, dar outro sentido a sua exist\u00eancia e desejava tamb\u00e9m [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-5528","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5528"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5528\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10623,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5528\/revisions\/10623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}