{"id":55231,"date":"2019-11-05T10:09:40","date_gmt":"2019-11-05T12:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=55231"},"modified":"2019-11-05T10:10:38","modified_gmt":"2019-11-05T12:10:38","slug":"a-esperanca-da-resssurreicao-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-esperanca-da-resssurreicao-dos-mortos\/","title":{"rendered":"A ESPERAN\u00c7A DA RESSSURREI\u00c7\u00c3O DOS MORTOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Morte e ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 o tema do Evangelho do 32<sup>o <\/sup>domingo do tempo comum (Lc 20, 27-38). Vindo a este mundo Jesus, que \u00e9 a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida, ao responder as quest\u00f5es dos Saduceus, firmou sua doutrina sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. A vida depois da morte est\u00e1 al\u00e9m de todas as imagens e de todas as barreiras que possamos conceber. N\u00e3o ser\u00e1 uma nova vida, mas ser\u00e1 a mesma vida, por\u00e9m liberta de todos os limites da exist\u00eancia presente, igual a dos anjos. Ressuscitaremos para uma felicidade eterna. O certo \u00e9 que a vida humana n\u00e3o acaba na hora da morte, mas \u00e9 transformada para um estado melhor e por toda a eternidade. Os saduceus n\u00e3o acreditavam na ressurrei\u00e7\u00e3o e por isto propuseram a Jesus uma quest\u00e3o para ridiculariz\u00e1-la. Eles imaginavam a ressurei\u00e7\u00e3o com categorias meramente terrestres. Jesus pacientemente lhes mostra que a ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 como na nossa realidade humana, n\u00e3o uma esp\u00e9cie de vida recome\u00e7ada, uma mera reanima\u00e7\u00e3o dos cad\u00e1veres. Trata-se antes de reviver para sempre uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com Deus que \u00e9 o Deus dos vivos e n\u00e3o dos mortos, \u201cporque para Ele todos vivem\u201d. Crer na ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 ter certeza absoluta da vit\u00f3ria sobre a morte. O Deus dos vivos garante aos mortais a vida eterna.\u00a0 No cerne da f\u00e9 crist\u00e3 h\u00e1 a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o. Jesus que morreu, ressuscitou ao terceiro dia imortal e impass\u00edvel, Ele \u00e9 a fonte de toda a vida. Os seres humanos est\u00e3o destinados a morrer, n\u00e3o, por\u00e9m, a desaparecer no nada, mas t\u00eam a promessa de seu Redentor que p\u00f4de afirmar: \u201c<em>Eu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida; quem cr\u00ea em mim<\/em>,\u00a0<em>ainda que esteja morto, viver\u00e1<\/em>; e todo aquele que vive, e cr\u00ea em mim, nunca morrer\u00e1. (Jo\u00e3o 11,25-26). A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 o fundamento da esperan\u00e7a crist\u00e3 diante da realidade universal da morte. Esta realidade do fim da vida terrestre de todos os homens e mulheres; os fluxos do tempo t\u00eam sido o ponto de partida de numerosas reflex\u00f5es filos\u00f3ficas e religiosas. Dependendo da resposta que se d\u00e1 ao sentido da morte \u00e9 que se determinar\u00e1 o sentido da vida. Para o crist\u00e3o, \u201cum por todos, Cristo aceitou morrer na cruz para nos livrar a todos da morte\u201d. Entregou de boa vontade a vida, para que pud\u00e9ssemos viver eternamente\u201d, como est\u00e1 no segundo Pref\u00e1cio dos mortos.\u00a0 Eis porque o seu seguidor habita a casa da esperan\u00e7a e vive em fun\u00e7\u00e3o desta realidade sublime. A teologia da morte \u00e9 um dos cap\u00edtulos mais belos do credo crist\u00e3o. \u00c9 que nascemos para morrer, mas morremos um dia para viver eternamente junto de Deus. A resposta que Jesus deu aos saduceus sublinha a estreiteza de vista de seus interlocutores que imaginavam ap\u00f3s a morte uma vida \u00e0 semelhan\u00e7a da exist\u00eancia neste mundo, a vida al\u00e9m-t\u00famulo como um simples prolongamento da vida terrestre. Tal interpreta\u00e7\u00e3o significa desconhecer as Escrituras e o poder de Deus. Jesus cita, com efeito, a c\u00e9lebre passagem da sar\u00e7a ardente do livro do \u00caxodo: \u201cDeus n\u00e3o o Deus dos mortos, mas dos vivos\u201d o que implica que o Senhor \u201cn\u00e3o pode abandonar seu amigo \u00e0 morte, nem deix\u00e1-lo ver a corrup\u00e7\u00e3o\u201d como proclama o salmo 16. A li\u00e7\u00e3o de Jesus deve levar o crist\u00e3o a se interrogar sobre a maneira pela qual a interpreta. Com efeito, muitos se colocam num horizonte de concep\u00e7\u00f5es humanas da vida e da morte e n\u00e3o se deixam guiar pela verdade total \u00e0 luz do Esp\u00edrito Santo. A f\u00e9 na participa\u00e7\u00e3o do batizado na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo se funda sobre sua Palavra, confirmada pelo Pai e atestada pelo Esp\u00edrito Santo. O objeto da certeza da ressurrei\u00e7\u00e3o pessoal de cada um est\u00e1 neste Deus Todo-poderoso como escreveu S\u00e3o Paulo aos Cor\u00edntios (1 Cor 2,9). O problema levantado pelos saduceus n\u00e3o tinha raz\u00e3o de ser, porque o estado da humanidade glorificada n\u00e3o necessitar\u00e1 mais da procria\u00e7\u00e3o no sentido no qual se viveu na condi\u00e7\u00e3o terrena. Homem e mulher se amar\u00e3o em Deus que lhes dar\u00e1 parte no Esp\u00edrito Santo na fecundidade de seu amor divino infinito. Por isto S\u00e3o Paulo aconselhava aos Colossenses a tenderem \u201cpara as realidades do alto e n\u00e3o para as da terra\u201d (Col 3,1-40). Crer na ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente falar de algo ap\u00f3s a morte, mas tamb\u00e9m dar um sentido \u00e0 vida neste mundo. Esta \u00e9 o caminho para a eternidade onde se ter\u00e1 a plenitude do amor perene de um Deus que \u00e9 amor. Os atos nesta terra devem ser uma prepara\u00e7\u00e3o cont\u00ednua para receber este amor eterno, tudo culminando na ressurrei\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o do Ju\u00edzo Final.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morte e ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 o tema do Evangelho do 32o domingo do tempo comum (Lc 20, 27-38). Vindo a este mundo Jesus, que \u00e9 a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida, ao responder as quest\u00f5es dos Saduceus, firmou sua doutrina sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. A vida depois da morte est\u00e1 al\u00e9m de todas as imagens e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-55231","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55231"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55231\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55232,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55231\/revisions\/55232"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}