{"id":55116,"date":"2019-11-02T08:15:01","date_gmt":"2019-11-02T11:15:01","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=55116"},"modified":"2019-10-30T14:51:59","modified_gmt":"2019-10-30T17:51:59","slug":"rezemos-pelos-fieis-defuntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/rezemos-pelos-fieis-defuntos\/","title":{"rendered":"Rezemos pelos fi\u00e9is defuntos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja, acolhendo uma tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que vem do s\u00e9culo XI, dedica o dia 2 de novembro \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. Depois de ter celebrado a gl\u00f3ria e a felicidade dos Santos, no dia 1 de novembro, a Igreja dedica o dia 2 \u00e0 ora\u00e7\u00e3o de sufr\u00e1gio pelos \u201cirm\u00e3os que adormeceram na esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. Assim fica perfeita a comunh\u00e3o de todos os batizados em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja cerca de especial amor e devo\u00e7\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos, ofereendo-lhes sufr\u00e1gios. Na morte de seus filhos, a Igreja celebra o Mist\u00e9rio Pascal do Filho de Deus, centro de nossa f\u00e9. O dia de finados \u00e9 um convite \u00e0 esperan\u00e7a, enquanto aguardamos \u2013 \u201cat\u00e9 que ele venha\u201d(cf 1Cor 11,26) \u2013 a consuma\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio redentor em nossas vidas, atrav\u00e9s de nossa associa\u00e7\u00e3o ao mist\u00e9rio da vida e da morte de Cristo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A festa de finados \u00e9 a rememora\u00e7\u00e3o da festa da P\u00e1scoa de Cristo celebrada na p\u00e1scoa de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que migraram deste mundo e entraram na Morada definitiva do Pai. A Palavra de Deus \u00e9 o nosso alimento de esperan\u00e7a e coragem para trilhar o caminho da vida, levando em nossas m\u00e3os as nossas dores e alegrias, as nossas tristezas e as nossas esperan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos num mundo contradit\u00f3rio, que por um lado banaliza a morte e, por outro, considera-a um tabu, algo tem\u00edvel e a ser evitado. Ser\u00e1 que isto que Jesus nos ensina sobre a morte? Certamente n\u00e3o! Para Cristo, a morte \u00e9 um mist\u00e9rio sagrado, o momento em que partiremos desta vida para vivermos junto de Deus. Cristo n\u00e3o quis evitar a morte, para em tudo imitar a nossa trajet\u00f3ria terrestre. Mas ainda: Cristo viveu a morte com amor; ele inseriu um sentido naquilo que n\u00e3o parecia ter sentido. Apesar da dor da morte daqueles que amamos, vivamos este momento com amor: deixemos partir aqueles que Deus chama, sejamos generosos com a vida que recebemos por um breve tempo, e um dia colheremos o c\u00eantuplo \u2013 l\u00e1 onde \u201cDeus enxugar\u00e1 a l\u00e1grima de todos os olhos\u201d(cf. Ap 21,4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da morte sejamos vigilantes(Cf. Lc 12,35-40) Lembre-se que a virtude da vigil\u00e2ncia \u00e9 por si mesma, uma atitude escatol\u00f3gica a aguardar constantemente o retorno do Senhor. Os servos vigilantes, a representar os membros da comunidade eclesial, s\u00e3o felizes porque o pr\u00f3prio Senhor, por ocasi\u00e3o de seu advento, far\u00e1 a fun\u00e7\u00e3o de servo, cingindo-os e colocando-os \u00e0 mesa. A vigil\u00e2ncia escatol\u00f3gica \u00e9 a virtude de quem aguarda o fato derradeiro. Por isso, o Filho do Homem que h\u00e1 de vir sobre as nuvens dos c\u00e9us (Dn 7,13), por ocasi\u00e3o da Parusia, assemelha-se ao ladr\u00e3o que n\u00e3o avisa a hora do assalto. A vigil\u00e2ncia sup\u00f5e e exige um estado constante de prepara\u00e7\u00e3o para o ju\u00edzo escatol\u00f3gico, colocando os fi\u00e9is de Cristo em estado permanente de crise, de modo especial, aqueles que t\u00eam a miss\u00e3o de anunciar o Reino \u00e0 semelhan\u00e7a do administrador fiel e prudente. Neste caso, a escatologia possui uma dimens\u00e3o presente e eclesial, pois o ju\u00edzo definitivo sup\u00f5e a avalia\u00e7\u00e3o das atividades atuais dos fi\u00e9is, mediante as penas impostas pelo Senhor. A prova\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos tempos acentua a responsabilidade hist\u00f3rica do crist\u00e3o, sobremaneira agradecido pelos bens messi\u00e2nicos: a quem muito se deu e foi confiado, muito ser\u00e1 pedido e reclamado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bento XVI advertiu: \u201cCaros amigos, a Solenidade de Todos os Santos e a Comemora\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is defuntos dizem-nos que somente quem pode reconhecer uma grande esperan\u00e7a na morte, pode tamb\u00e9m levar uma vida a partir da esperan\u00e7a. Se n\u00f3s reduzirmos o homem exclusivamente \u00e0 sua dimens\u00e3o horizontal, \u00e0quilo que se pode sentir de forma emp\u00edrica, a pr\u00f3pria vida perde o seu profundo sentido. O homem tem necessidade de eternidade, e para ele qualquer outra esperan\u00e7a \u00e9 demasiado breve, \u00e9 demasiado limitada. O homem s\u00f3 \u00e9 explic\u00e1vel, se existir um Amor que supere todo o isolamento, tamb\u00e9m o da morte, numa totalidade que transcenda at\u00e9 o espa\u00e7o e o tempo. O homem s\u00f3 \u00e9 explic\u00e1vel, s\u00f3 encontra o seu sentido mais profundo, se Deus existir. E n\u00f3s sabemos que Deus saiu do seu afastamento e fez-se pr\u00f3ximo, entrou na nossa vida e diz-nos: \u00abEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida; quem cr\u00ea em mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1. E todo aquele que vive e cr\u00ea em mim, jamais morrer\u00e1\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a011, 25-26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(<a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/audiences\/2011\/documents\/hf_ben-xvi_aud_20111102.html\">https:\/\/w2.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/audiences\/2011\/documents\/hf_ben-xvi_aud_20111102.html<\/a>, \u00faltimo acesso em 20 de outubro de 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco coloca como obra de miseric\u00f3rdia rezar pelos mortos: \u201cA \u00faltima obra de miseric\u00f3rdia espiritual pede para rezar pelos vivos e pelos defuntos. A essa podemos acrescentar tamb\u00e9m a \u00faltima obra de miseric\u00f3rdia corporal, que convida a enterrar os mortos. Este \u00faltimo pode parecer um pedido estranho; e, em vez disso, em algumas partes do mundo que vivem sob o flagelo da guerra, com bombardeios que dia e noite semeiam medo e v\u00edtimas inocentes, esta obra \u00e9 tristemente atual. A B\u00edblia tem um belo exemplo a prop\u00f3sito: aquele do velho Tobit que, arriscando a pr\u00f3pria\u00a0<a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/vida\/index.html\">vida<\/a>, enterrava os mortos apesar da proibi\u00e7\u00e3o do rei (cfr Tb 1, 17-19; 2, 2-4). Tamb\u00e9m hoje h\u00e1 quem arrisca a vida para dar sepultura \u00e0s pobres v\u00edtimas das guerras. Portanto, esta obra de miseric\u00f3rdia corporal n\u00e3o est\u00e1 distante da nossa exig\u00eancia cotidiana. E nos faz pensar naquilo que acontece na Sexta-Feira Santa, quando a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/Maria\/index.html\">Virgem Maria<\/a>, com Jo\u00e3o e algumas mulheres, estavam junto \u00e0 cruz de Jesus. Depois da sua morte, vem Jos\u00e9 de Arimateia, um homem rico, membro do Sin\u00e9drio, mas que se tornou disc\u00edpulo de Jesus, e oferece para ele o seu sepulcro novo, escavado na rocha. Foi pessoalmente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus: uma verdadeira obra de miseric\u00f3rdia feita com grande coragem (cfr Mt 27, 57-60)! Para os crist\u00e3os, a sepultura \u00e9 um ato de piedade, mas tamb\u00e9m um ato de grande f\u00e9. Colocamos no t\u00famulo o corpo dos nossos entes queridos, com a esperan\u00e7a de sua ressurrei\u00e7\u00e3o (cfr 1 Cor 15, 1-34). Este \u00e9 um rito que permanece muito forte e sentido no nosso povo, e que encontra resson\u00e2ncias especiais neste m\u00eas de novembro dedicado em particular \u00e0 recorda\u00e7\u00e3o e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o pelos defuntos. Rezar pelos defuntos \u00e9, antes de tudo, um sinal de reconhecimento pelo testemunho que deixaram e o bem que fizeram. \u00c9 um agradecimento ao Senhor por t\u00ea-los dado e pelo seu amor e sua amizade. A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/igreja\/index.html\">Igreja<\/a>\u00a0reza pelos defuntos de modo especial durante a Santa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/fiestas\/eucaristia\/index.html\">Missa<\/a>. Diz o sacerdote: \u201cLembrai-vos, Senhor, dos vossos filhos que nos precederam com o sinal da f\u00e9 e dormem o sono da paz. Dai a eles, Senhor, e a todos que repousam em Cristo, a beatitude, a luz e a paz\u201d (C\u00e2non romano). Uma recorda\u00e7\u00e3o simples, eficaz, cheia de significado, porque confia os nossos entes queridos \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus. Rezemos com esperan\u00e7a crist\u00e3 que estejam com Ele no para\u00edso, \u00e0 espera de nos encontrarmos juntos naquele mist\u00e9rio de amor que n\u00e3o compreendemos, mas que sabemos ser verdadeiro porque \u00e9 uma promessa que Jesus fez. Todos ressuscitaremos e todos permaneceremos para sempre com Jesus, com Ele.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(<a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/noticias\/texto-catequese-do-papa-francisco-sobre-rezar-pelos-vivos-e-pelos-mortos-10557\">https:\/\/www.acidigital.com\/noticias\/texto-catequese-do-papa-francisco-sobre-rezar-pelos-vivos-e-pelos-mortos-10557<\/a>, \u00faltimo acesso em 20 de outubro de 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Rezemos pelos fi\u00e9is defuntos! Hoje essa ser\u00e1 nossa devo\u00e7\u00e3o. Amanh\u00e3 ser\u00e1 nossos irm\u00e3os que rezar\u00e3o em favor de nossas almas. E, por favor, n\u00e3o se esque\u00e7a de rezar pelas almas do purgat\u00f3rio! Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja, acolhendo uma tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que vem do s\u00e9culo XI, dedica o dia 2 de novembro \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. 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