{"id":54977,"date":"2019-10-24T16:11:31","date_gmt":"2019-10-24T19:11:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=54977"},"modified":"2019-10-24T16:11:31","modified_gmt":"2019-10-24T19:11:31","slug":"as-criancas-sao-naturalmente-religiosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-criancas-sao-naturalmente-religiosas\/","title":{"rendered":"As crian\u00e7as s\u00e3o naturalmente religiosas?"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Professor americano compartilha o resultado de sua pesquisa sobre o tema<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\">O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica diz o que a literatura espec\u00edfica e outras disciplinas concordam: o homem \u00e9 um ser religioso, com a tend\u00eancia de acreditar e procurar se relacionar com um ser transcendente que ele n\u00e3o pode ver, mas que est\u00e1 relacionado a sua origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, como a Igreja tamb\u00e9m reconhece, os adultos de hoje n\u00e3o parecem muito preocupados com a dimens\u00e3o religiosa da vida \u2013 pelo menos n\u00e3o muitos deles, particularmente em ambientes urbanos. Mas e as crian\u00e7as? Elas est\u00e3o abertas ao transcendental, mesmo quando seus pais parecem negar sua exist\u00eancia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Centro Ian Ramsey de Ci\u00eancia e Religi\u00e3o, da Universidade de Oxford, compartilhou em seu site e no YouTube uma s\u00e9rie de v\u00eddeos chamada \u201cExplorations\u201d (\u201cExplora\u00e7\u00f5es\u201d). Em um deles,\u00a0Justin Barrett, professor de psicologia e coordenador do programa de doutorado em ci\u00eancias psicol\u00f3gicas do Departamento de Psicologia Doutoral do <em>Fuller Theological Seminary<\/em>, um dos fundadores do campo das ci\u00eancias cognitivas da religi\u00e3o, confirma que as crian\u00e7as s\u00e3o naturalmente religiosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barrett, autor do livro <em>Born Believers<\/em>, explica que muitos estudos sobre as cren\u00e7as religiosas das crian\u00e7as foram realizados em diferentes pa\u00edses, culturas e continentes ao redor do mundo. Em todos, diz eles, \u201cestamos vendo um padr\u00e3o emergente. No n\u00edvel mais amplo, \u00e9 realmente not\u00e1vel: as crian\u00e7as parecem ter essa real abertura e receptividade \u00e0s cren\u00e7as religiosas\u201d. Isso se aplica \u00e0s crian\u00e7as em geral, n\u00e3o apenas \u00e0quelas criadas em fam\u00edlias religiosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barret explica que \u201cmesmo as crian\u00e7as que s\u00e3o criadas por pais n\u00e3o religiosos. geralmente mostram uma esp\u00e9cie de pensamentos religiosos, \u00e0s vezes para vergonha ou decep\u00e7\u00e3o de seus pais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, diz ele, \u00e9 surpreendente como as crian\u00e7as est\u00e3o \u201crealmente ansiosas para pensar em deuses de diferentes tipos, rezar e se envolver em rituais\u201d, e isso leva \u00e0 pergunta \u00f3bvia: \u201cPor qu\u00ea?\u201d A resposta \u00e9: este comportamento est\u00e1 enraizado na natureza curiosa das crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador tamb\u00e9m afirma: \u201cQuando as crian\u00e7as t\u00eam cerca de tr\u00eas ou quatro anos elas j\u00e1 olham para o mundo natural. Eles v\u00eaem montanhas, \u00e1rvores, rios e animais, e pensam que eles t\u00eam prop\u00f3sitos, que est\u00e3o aqui por algum tipo de raz\u00e3o, e ent\u00e3o come\u00e7am a se perguntar: \u2018Bem, mas quem os trouxe? Por que eles t\u00eam essas raz\u00f5es, esses prop\u00f3sitos?&#8217;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as aprendem desde cedo que os seres humanos n\u00e3o podem fabricar animais ou qualquer coisa na escala do mundo natural ao nosso redor. Por isso, \u00a0concluem que deve haver um ou mais seres maiores que os humanos, \u00a0seres respons\u00e1veis \u200b\u200bpela cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Barret, \u201cas crian\u00e7as t\u00eam essa tend\u00eancia de assumir que todos esses outros seres poss\u00edveis, deuses, t\u00eam super conhecimento, s\u00e3o super percepcionais e possivelmente imortais tamb\u00e9m; eles continuar\u00e3o vivendo para sempre\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, as crian\u00e7as s\u00e3o uma evid\u00eancia viva das palavras de S\u00e3o Paulo aos Romanos: \u201cDesde a cria\u00e7\u00e3o do mundo, as perfei\u00e7\u00f5es invis\u00edveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam vis\u00edveis \u00e0 intelig\u00eancia, por suas obras; de modo que n\u00e3o se podem escusar\u201d(Romanos 1,20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barrett \u00e9 um dos dois professores que, na Universidade de Oxford, lideraram um projeto colaborativo h\u00e1 alguns anos, envolvendo 57 acad\u00eamicos de 20 pa\u00edses ao redor do mundo. Entre outras descobertas, eles conclu\u00edram que os processos do pensamento humano est\u00e3o enraizados em conceitos religiosos e que as pessoas que vivem nas cidades de pa\u00edses altamente desenvolvidos t\u00eam menos probabilidade de ter cren\u00e7as religiosas do que as pessoas que vivem em ambientes mais rurais.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor americano compartilha o resultado de sua pesquisa sobre o tema O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica diz o que a literatura espec\u00edfica e outras disciplinas concordam: o homem \u00e9 um ser religioso, com a tend\u00eancia de acreditar e procurar se relacionar com um ser transcendente que ele n\u00e3o pode ver, mas que est\u00e1 relacionado a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":54978,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,13],"tags":[],"class_list":["post-54977","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-featured"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54977"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54977\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54979,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54977\/revisions\/54979"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54978"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}