{"id":5478,"date":"2015-01-10T03:00:00","date_gmt":"2015-01-10T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ano-da-esperanca\/"},"modified":"2017-04-07T16:25:19","modified_gmt":"2017-04-07T19:25:19","slug":"ano-da-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ano-da-esperanca\/","title":{"rendered":"Ano da Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a op\u00e7\u00e3o de nosso Plano de Pastoral, a nossa Arquidiocese, depois de ter celebrado o Ano da F\u00e9 em 2013 e o Ano da Caridade em 2014, agora, no ano de 2015, celebrar\u00e1 o Ano da Esperan\u00e7a. Portanto, convido, entusiasticamente, toda a nossa querida comunidade Arquidiocesana para que neste ano de 2015 possamos refletir esse tema. Isso para completar a tr\u00edade das virtudes teologais e pontuar a realidade da esperan\u00e7a crist\u00e3. E, sem d\u00favida, encontrar o nosso caminho de ser anunciadores de esperan\u00e7a em tempos de tantas dificuldades e cansa\u00e7os das pessoas.<br \/>Na enc\u00edclica \u201cSpe Salvi\u201d, o Papa em\u00e9rito Bento XVI fala das realidades eternas e do aut\u00eantico fundamento da esperan\u00e7a crist\u00e3: o encontro com o Deus vivo que vem a n\u00f3s em Cristo Jesus e nos promete a vida em plenitude em seu Reino. \u00c9 a segunda enc\u00edclica de seu pontificado, dedicada exatamente ao tema da esperan\u00e7a crist\u00e3 e publicada na festa de Santo Andr\u00e9, ap\u00f3stolo (30\/11\/2007). Para este ano, para o nosso trabalho pastoral poderemos nos inspirar na leitura da Enc\u00edclica \u201cSpe Salvi\u201d.<br \/> Ele afirma o seguinte: \u201cA verdadeira e grande esperan\u00e7a do homem, que resiste apesar de todas as desilus\u00f5es, s\u00f3 pode ser Deus \u2013 o Deus que nos amou, e ama ainda agora\u201d. Nossa esperan\u00e7a est\u00e1 em Deus, nossa esperan\u00e7a \u00e9 Deus. Aquele mesmo Deus que criou tudo e formou o homem \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a.<br \/> A f\u00e9 crist\u00e3 est\u00e1 alicer\u00e7ada na experi\u00eancia do conhecimento e do reconhecimento de uma realidade que a ultrapassa. Ou seja, diante das vicissitudes da nossa vida, frente \u00e0s experi\u00eancias diversas que possamos vivenciar, ou at\u00e9 mesmo diante das fraquezas, as nossas muitas fraquezas, faz-se necess\u00e1rio afirmar que a vida humana, as a\u00e7\u00f5es e as escolhas de cada dia se n\u00e3o estiverem iluminadas e guiadas pela luz de Deus perdem todo o seu sentido. Viver sem esperan\u00e7a \u00e9 como caminhar numa estrada escura e sem rumo: n\u00e3o se v\u00ea claramente e n\u00e3o se sabe aonde vai chegar.<br \/> Podemos nos perguntar: O que queremos e qual \u00e9 a verdadeira esperan\u00e7a? Bento XVI escreve que o que n\u00f3s desejamos, do fundo do cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 a vida plena, a vida feliz. A prop\u00f3sito, o Papa cita Agostinho, que, \u201cna sua extensa carta sobre a ora\u00e7\u00e3o, dirigida a Proba \u2013 uma vi\u00fava romana rica e m\u00e3e de tr\u00eas c\u00f4nsules \u2013, escreve: no fundo, queremos uma s\u00f3 coisa, &#8216;a vida bem-aventurada&#8217;, a vida que \u00e9 simplesmente vida, pura &#8216;felicidade&#8217;. No fim das contas, nada mais pedimos na ora\u00e7\u00e3o. S\u00f3 para ela caminhamos; s\u00f3 disto se trata\u201d (n.11).<br \/> Entretanto, n\u00e3o sabemos exatamente em que consiste essa vida feliz. \u00c9 alta demais para n\u00f3s. Sozinhos, temos a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o podemos atingi-la, embora estejamos impelidos a ela desde o profundo de nosso ser. Ela \u00e9, na verdade, conhecida e desconhecida ao mesmo tempo. Aproximamo-nos dela quando nos dirigimos para al\u00e9m da temporalidade. Assim, essa vida feliz, n\u00f3s a chamamos de vida eterna, n\u00e3o no sentido de que consista numa ilimitada e enfadonha sucess\u00e3o dos dias do calend\u00e1rio \u2013 isso n\u00e3o seria desej\u00e1vel \u2013, mas no sentido de que nos faz mergulhar no oceano do amor infinito e viver no \u00fanico instante repleto de satisfa\u00e7\u00e3o, sem possibilidade de perda. Significa sair da temporalidade para, de algum modo, abra\u00e7ar a totalidade do ser e do bem (n. 12). \u00c9 essa vida que almejamos. Desejamos ser preenchidos pela plenitude do amor e da gra\u00e7a de modo irrevers\u00edvel. Na verdade, o homem, com sua raz\u00e3o e liberdade, permanece sempre homem, isto \u00e9, um ser capaz tanto do bem quanto do mal. O erro fundamental da modernidade foi apostar demais no homem: ou confiou no homem como agente s\u00f3 do bem, como o fez a f\u00e9 iluminista no progresso rumo ao melhor, ou achou que, instauradas as justas estruturas sociais, o homem se tornaria, como se fosse um mero produto das rela\u00e7\u00f5es materiais, justo tamb\u00e9m, como tentou fazer o marxismo.<br \/> Ora, o progresso \u00e9 amb\u00edguo. O filos\u00f3fo Adorno constatou que, visto sob certo \u00e2ngulo, \u00e9 o progresso da funda \u00e0 superbomba. Equivale a dizer: o progresso pode trazer coisas boas como coisas m\u00e1s, e, isto \u00e9 certo, nunca poder\u00e1 instaurar o para\u00edso na terra. A tarefa, pois, de ordenar o mundo para o melhor \u00e9 tarefa jamais conclu\u00edda, e cada gera\u00e7\u00e3o deve retom\u00e1-la ( n. 25).<br \/> Contudo, o cristianismo moderno \u00e9 convidado pelo Santo Padre Bento XVI a exercer uma cr\u00edtica de si mesmo: \u201c\u00c9 preciso que, na autocr\u00edtica da idade moderna, conflua tamb\u00e9m uma autocr\u00edtica do cristianismo moderno, que deve aprender sempre de novo a compreender-se a si mesmo a partir das pr\u00f3prias ra\u00edzes\u201d (n. 22).<br \/> O Papa Francisco disse, em 2013, que: \u201cA esperan\u00e7a \u00e9 um dom, \u00e9 um presente do Esp\u00edrito Santo. Paulo dir\u00e1 que \u00e9 um dom que \u2018jamais decepciona\u2019. Por qu\u00ea? Porque \u00e9 um dom que o Esp\u00edrito Santo nos deu. E Paulo nos diz que a esperan\u00e7a tem um nome: Jesus.<br \/> Que neste ano de 2015, renovemos a nossa esperan\u00e7a em Jesus. Ele refaz tudo e nos anima a anunci\u00e1-Lo neste mundo carente de paz e de justi\u00e7a!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a op\u00e7\u00e3o de nosso Plano de Pastoral, a nossa Arquidiocese, depois de ter celebrado o Ano da F\u00e9 em 2013 e o Ano da Caridade em 2014, agora, no ano de 2015, celebrar\u00e1 o Ano da Esperan\u00e7a. Portanto, convido, entusiasticamente, toda a nossa querida comunidade Arquidiocesana para que neste ano de 2015 possamos refletir [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-5478","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5478"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5478\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10678,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5478\/revisions\/10678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}