{"id":54381,"date":"2019-10-01T11:18:50","date_gmt":"2019-10-01T14:18:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=54381"},"modified":"2019-10-01T14:20:10","modified_gmt":"2019-10-01T17:20:10","slug":"como-vai-o-meu-relacionamento-com-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/como-vai-o-meu-relacionamento-com-deus\/","title":{"rendered":"Como vai o meu relacionamento com Deus?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Iniciamos mais um M\u00eas Mission\u00e1rio. Outubro e seus encantos, depois de termos celebrado a grandiosidade da confian\u00e7a e abandono em Deus de Santa Teresinha do Menino Jesus, no dia 01 de outubro, neste m\u00eas somos especialmente convidados a rezar o Santo Ros\u00e1rio. Neste m\u00eas vamos rezar pela evangeliza\u00e7\u00e3o: primavera mission\u00e1ria na Igreja \u2013 para que o sopro Divino Esp\u00edrito Santo suscite uma nova primavera mission\u00e1ria na Igreja. Daqui de Roma, aonde me encontro em peregrina\u00e7\u00e3o e para a participa\u00e7\u00e3o da Canoniza\u00e7\u00e3o da Beata Dulce dos Pobres, exemplo de dedica\u00e7\u00e3o aos pobres, vamos nos unir ao Papa Francisco para que a a\u00e7\u00e3o de Deus conduza o S\u00ednodo Extraordin\u00e1rio da Pan-Amaz\u00f4nia. Uma Assembleia Sinodal n\u00e3o \u00e9 um evento pol\u00edtico-partid\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio, imbu\u00eddos pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, os padres sinodais v\u00e3o propor caminhos para uma renovada a\u00e7\u00e3o evangelizadora e mission\u00e1ria da Igreja na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Palavra de Deus que nos \u00e9 proposta no 27\u00ba. Domingo do Tempo Comum, cruzam-se v\u00e1rios temas: a f\u00e9, a salva\u00e7\u00e3o, a radicalidade do &#8220;caminho do Reino&#8221;, etc.; mas sobressai a reflex\u00e3o sobre a atitude correta que o homem deve assumir face a Deus. As leituras convidam-nos a reconhecer, com humildade, a nossa pequenez e finitude, a comprometer-nos com o \u201cReino\u201d sem c\u00e1lculos nem exig\u00eancias, a acolher com gratid\u00e3o os dons de Deus e a entregar-nos confiantes nas suas m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura(Cf. Hab 1,2-3;2,2-4), o profeta Habacuc interpela Deus, convoca-o para intervir no mundo e para p\u00f4r fim \u00e0 viol\u00eancia, \u00e0 injusti\u00e7a, ao pecado&#8230; Deus, em resposta, confirma a sua inten\u00e7\u00e3o de atuar no mundo, no sentido de destruir a morte e a opress\u00e3o; mas d\u00e1 a entender que s\u00f3 o far\u00e1 quando for o momento oportuno, de acordo com o seu projeto; ao homem, resta confiar e esperar pacientemente o &#8220;tempo de Deus&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho (Cf. Lc 17,5-10) convida os disc\u00edpulos a aderir, com coragem e radicalidade, a esse projeto de vida que, em Jesus, Deus veio oferecer ao homem. A essa ades\u00e3o chama-se \u201cf\u00e9\u201d; e dela depende a instaura\u00e7\u00e3o do \u201cReino\u201d no mundo. Os disc\u00edpulos, comprometidos com a constru\u00e7\u00e3o do \u201cReino\u201d devem, no entanto, ter consci\u00eancia de que n\u00e3o agem por si pr\u00f3prios; eles s\u00e3o, apenas, instrumentos atrav\u00e9s dos quais Deus realiza a salva\u00e7\u00e3o. Resta-lhes cumprir o seu papel com humildade e gratuidade, como \u201cservos que apenas fizeram o que deviam fazer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual era a realidade social do tempo de Jesus? As pessoas daquele tempo viviam em uma sociedade estratificada. Havia senhores, havia gente livre com mais ou menos dinheiro, havia servos, havia escravos. Estas distin\u00e7\u00f5es eram claras e multi-geracionais, isto \u00e9: o filho de um senhor, tamb\u00e9m, seria um senhor; o filho de um servo seria um servo e assim por diante. Claros, tamb\u00e9m, eram os padr\u00f5es de comportamento entre as classes. Um mestre n\u00e3o dizia \u201cpor favor\u201d e \u201cobrigado\u201d aos seus servos e servas. Ele mandava e os servos obedeciam. O mestre n\u00e3o dizia \u201cpor favor\u201d, porque nem ele e nem o servo acreditavam que o servo estava fazendo um favor ao cumprir a ordem do seu senhor. \u201cSomos simples servos\u201d era a autoimagem dos subordinados. \u201cFizemos o que dev\u00edamos fazer\u201d (Cf. Lc 17,10). Quanto mais devia esta ser a atitude dos seres humanos em rela\u00e7\u00e3o a Deus! Ele era o Senhor dos senhores, o Criador de tudo, o Governador de tudo e o Juiz de todos. Que cabimento teria para um ser humano esperar ou at\u00e9 exigir a gratid\u00e3o deste Senhor? Que direito teria para reivindicar para si privil\u00e9gios e honrarias depois de ter executado uma ordem? \u201cSomos servos in\u00fateis; fizemos o que dev\u00edamos fazer! A sociedade humana mudou muito desde os tempos de Jesus. Tanto o Estado, quanto a sociedade em geral reconhecem a dignidade igualit\u00e1ria de todo o ser humano. \u201cBom dia\u201d, \u201cboa tarde\u201d, \u201cobrigado\u201d, \u201cpor favor\u201d, \u201cDeus lhe pague\u201d s\u00e3o salutares e nunca cair\u00e1 de moda, porque n\u00e3o somos senhores e sim servos. Somos, como batizados, cidad\u00e3os devemos respeitar as pessoas. Temos obriga\u00e7\u00f5es de religi\u00e3o; por isso, se somos crist\u00e3os, precisamos respeitar as exig\u00eancias inerentes a nossa f\u00e9. Temos obriga\u00e7\u00f5es sociais; por isso, se queremos conviver bem com as pessoas, precisamos descobrir quais s\u00e3o nossas obriga\u00e7\u00f5es para com elas e tentar uma conviv\u00eancia respons\u00e1vel. Temos obriga\u00e7\u00f5es para conosco; por isso precisamos cuidar de nossa sa\u00fade, da sa\u00fade do corpo e da sa\u00fade da alma. E assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo se estiv\u00e9ssemos sozinhos no mundo, ainda assim n\u00e3o estar\u00edamos livres de obriga\u00e7\u00f5es. Mas quem entende a si mesmo e percebe suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo e com as pessoas, n\u00e3o encara as obriga\u00e7\u00f5es como um peso e sim como uma realidade da vida, que pode nos fazer felizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura (Cf. 2Tm 1,6-8.13-14) convida os disc\u00edpulos a renovar cada dia o seu compromisso com Jesus Cristo e com o \u201cReino\u201d. De forma especial, o autor exorta os animadores crist\u00e3os a que conduzam com fortaleza, com equil\u00edbrio e com amor as comunidades que lhes foram confiadas e a que defendam sempre a verdade do Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda-feira, dia 07 de outubro, iremos celebrar Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, associada \u00e0 vit\u00f3ria de Lepanto, em 1571, e que impediu o avan\u00e7o do imp\u00e9rio turco sobre a Europa. S\u00e3o Pio V a atribuiu \u00e0 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Neste m\u00eas, unido \u00e0 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio confiemos todos os mission\u00e1rios e as mission\u00e1rios. Pe\u00e7amos o seu patroc\u00ednio para que o M\u00eas Mission\u00e1rio seja um resumo do que fez Nossa Senhora: quem honra, imita e ama a M\u00e3e de Deus, honra, imita e ama seu Filho tamb\u00e9m. E, como Maria, fazendo o bem e sendo educado, honesto com nossas obriga\u00e7\u00f5es, nos relacionemos uns para com os outros, como esperamos ser bem tratados e valorizados. Quem respeita o outro recebe a gra\u00e7a de Deus! Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciamos mais um M\u00eas Mission\u00e1rio. Outubro e seus encantos, depois de termos celebrado a grandiosidade da confian\u00e7a e abandono em Deus de Santa Teresinha do Menino Jesus, no dia 01 de outubro, neste m\u00eas somos especialmente convidados a rezar o Santo Ros\u00e1rio. 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