{"id":54326,"date":"2019-09-30T08:31:47","date_gmt":"2019-09-30T11:31:47","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=54326"},"modified":"2019-09-30T09:21:21","modified_gmt":"2019-09-30T12:21:21","slug":"batizados-e-enviados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/batizados-e-enviados\/","title":{"rendered":"BATIZADOS E ENVIADOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Um tempo extraordin\u00e1rio de missionariedade \u00e9 o que nos pede o Papa Francisco neste novo outubro primaveril. Mas por que extraordin\u00e1rio? \u201cA celebra\u00e7\u00e3o deste m\u00eas ajudar-nos-\u00e1, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido mission\u00e1rio de nossa ades\u00e3o\u201d, explica o Papa. Sim, mas os anteriores tamb\u00e9m n\u00e3o teimaram em igual apelo?\u00a0 H\u00e1 uma sutil diferen\u00e7a: neste ano comemoramos o centen\u00e1rio da Carta apost\u00f3lica Maximum Illud, do Papa Bento XV, promulgada em 30 de novembro de 1919. S\u00f3 por isso, o m\u00eas mission\u00e1rio de 2019 ganha um car\u00e1ter \u201cextraordin\u00e1rio\u201d, um apelo mais renitente e significativo. S\u00f3 por isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o simplificaria t\u00e3o banalmente esse apelo da Igreja. Ao contr\u00e1rio, um s\u00e9culo de apelos mission\u00e1rios j\u00e1 \u00e9 suficiente para nos fazer corar diante de nossa ainda negligente e debilitada a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. O que pensar diante dos dois mil anos desse apelo?\u00a0 At\u00e9 quando nosso batismo continuar\u00e1 limitado aos ritos cerimoniais ao redor de uma pia, um tanque, um riacho? At\u00e9 quando o legado mission\u00e1rio de um envio pentecostal, um quase empurr\u00e3o contra nossa in\u00e9rcia doutrin\u00e1ria, h\u00e1 de decepcionar Cristo e imobilizar a a\u00e7\u00e3o transformadora da Igreja no mundo? Teremos mais dois mil, mil, um s\u00e9culo, alguns anos pela frente? O Batizado, queira ou n\u00e3o, \u00e9 um Enviado. Prestar\u00e1 contas de sua tarefa, a miss\u00e3o que recebeu como membro de uma Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em sua mensagem para esse m\u00eas extraordin\u00e1rio, o Papa nos lembra: \u201cO ato, pelo qual somos filhos de Deus, sempre \u00e9 eclesial, nunca individual: da comunh\u00e3o com Deus, Pai e Filho e Esp\u00edrito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irm\u00e3os e irm\u00e3s. E esta vida divina n\u00e3o \u00e9 um produto para vender \u2013 n\u00e3o fazemos proselitismo -, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da miss\u00e3o\u201d. A partir de nossa ades\u00e3o ao Cristo (nosso batismo de inser\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade de f\u00e9 \u2013 eclesialidade) \u2013 perdemos nossa individualidade para assumirmos a comunh\u00e3o trinit\u00e1ria \u2013 vida espiritual \u2013 imposs\u00edvel de ser vivida egoisticamente, mas que contagia o mundo em que vivemos ou atuamos. Assim, at\u00e9 involuntariamente, a a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria do crist\u00e3o transborda de seus atos e a\u00e7\u00f5es e envolve o meio onde Deus o colocou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esse \u00e9 o mist\u00e9rio da presen\u00e7a mission\u00e1ria da Igreja no mundo. N\u00e3o agimos ou atuamos por m\u00e9rito pessoal, mas por for\u00e7a da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Nesse aspecto, o mission\u00e1rio \u00e9 um simples ponto de refer\u00eancia, emissor da verdade que o rodeia, mas que ganha vital import\u00e2ncia se possuir essa consci\u00eancia. Servos in\u00fateis, mas fundamentais. Sem essa vis\u00e3o ser\u00e1 sempre in\u00fatil nosso processo evangelizador. \u201cA f\u00e9 em Jesus Cristo d\u00e1-nos a justa dimens\u00e3o de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o cora\u00e7\u00e3o de Deus; a esperan\u00e7a abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos\u201d, escreve-nos Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nem por isso\u00a0 vamos negligenciar nossa responsabilidade mission\u00e1ria ou conduzi-la sem maiores crit\u00e9rios ou mesmo prepara\u00e7\u00f5es meticulosas que nos levem a aprofundamentos doutrin\u00e1rios, capacita\u00e7\u00f5es intelectuais, estudos e exerc\u00edcios pr\u00e1ticos, estrat\u00e9gias de abordagem, sintonia pastoral, viv\u00eancia comunit\u00e1ria e, sobretudo, espiritualidade contagiante&#8230; Um mission\u00e1rio sem luz, sem alegria, sem testemunho&#8230; Ah, melhor nascer de novo, voltar \u00e0s origens&#8230; Porque miss\u00e3o exige disponibilidade para atitudes de sa\u00edda. Sair do comodismo, da vaidade pessoal, do ego\u00edsmo de uma f\u00e9 bitolada. Sair, abandonar, deixar pra traz&#8230; Porque \u201cuma Igreja em sa\u00edda at\u00e9 aos extremos confins requer constante e permanente convers\u00e3o mission\u00e1ria\u201d, ensina o Papa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um tempo extraordin\u00e1rio de missionariedade \u00e9 o que nos pede o Papa Francisco neste novo outubro primaveril. Mas por que extraordin\u00e1rio? \u201cA celebra\u00e7\u00e3o deste m\u00eas ajudar-nos-\u00e1, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido mission\u00e1rio de nossa ades\u00e3o\u201d, explica o Papa. 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