{"id":54311,"date":"2019-09-28T08:00:13","date_gmt":"2019-09-28T11:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=54311"},"modified":"2019-09-27T11:34:53","modified_gmt":"2019-09-27T14:34:53","slug":"temos-a-palavra-de-deus-a-nos-iluminar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/temos-a-palavra-de-deus-a-nos-iluminar\/","title":{"rendered":"Temos a Palavra de Deus a nos iluminar"},"content":{"rendered":"<p>O Evangelho do 26\u00ba Domingo do Tempo Comum (Cf. Lc 16, 19-31) descreve-nos um homem que n\u00e3o soube tirar o proveito dos seus bens. Ao inv\u00e9s de ganhar com eles o C\u00e9u, perdeu-o para sempre. Trata-se de um homem rico, que se vestia de p\u00farpura e de linho, e que todos os dias fazia festas espl\u00eandidas; muito perto dele, \u00e0 sua porta, estava deitado um mendigo chamado L\u00e1zaro, todo coberto de chagas, que desejava saciar-se com as migalhas que ca\u00edam da mesa do rico. E at\u00e9 os c\u00e3es lambiam as suas feridas.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o que o Senhor nos faz nesta par\u00e1bola tem fortes contrastes: grande abund\u00e2ncia num, extrema necessidade no outro. O homem rico vive para si, como se Deus n\u00e3o existisse. Esqueceu uma coisa que o Senhor recorda com muita frequ\u00eancia: n\u00e3o somos donos dos bens materiais, mas administradores.<\/p>\n<p>A par\u00e1bola ensina a sobreviv\u00eancia da alma ap\u00f3s a morte e que, imediatamente depois da morte a alma \u00e9 julgada por Deus de todos os seus atos \u2013 ju\u00edzo particular \u2013, recebendo o pr\u00eamio ou o castigo; que a Revela\u00e7\u00e3o divina \u00e9, de per si, suficiente para que os homens creiam no mais al\u00e9m.<\/p>\n<p>Jesus hoje desmente os que afirmam que os mortos est\u00e3o dormindo. \u00c9 verdade que, antes do Ex\u00edlio de Babil\u00f4nia, quando ainda n\u00e3o se sabia em Israel que havia ressurrei\u00e7\u00e3o, os judeus e seus textos b\u00edblicos diziam que quem morria ia dormir junto com os pais no sheol. Tal ideia foi superada j\u00e1 no pr\u00f3prio Antigo Testamento, quando Israel compreendeu que o Senhor nos reserva a ressurrei\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, os judeus pensavam que quem morresse, ficava bem vivo, na mans\u00e3o dos mortos, \u00e0 espera do Julgamento Final. J\u00e1 a\u00ed, havia uma mans\u00e3o dos mortos de refrig\u00e9rio e paz e uma mans\u00e3o dos mortos de tormento.<\/p>\n<p>\u00c9 esta cren\u00e7a que Jesus sup\u00f5e ao contar a par\u00e1bola do mau rico e do pobre L\u00e1zaro. Ent\u00e3o, nem mesmo para os judeus, que n\u00e3o conheciam o Messias, os mortos ficavam dormindo! Quanto mais para n\u00f3s, crist\u00e3os, que sabemos que <em>\u201c<\/em><em>nem a morte nem a vida nos poder\u00e3o separar do amor de Cristo\u201d (Cf. Rm 8,38-39)<\/em>. Afirmar que os mortos em Cristo ficam dormindo \u00e9 desconhecer o poder da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Nosso Senhor. Muito pelo contr\u00e1rio, como para S\u00e3o Paulo, o desejo do crist\u00e3o \u00e9 <em>\u201cpartir para estar com Cristo\u201d (Cf. Fl 1,23)<\/em>.<\/p>\n<p>Jesus continua o tema de domingo passado, quando nos exortou a fazer amigos com o dinheiro injusto. Este \u00e9 o pecado do rico do Evangelho de hoje: n\u00e3o fez amigos com suas riquezas. Se tivesse aberto o cora\u00e7\u00e3o para L\u00e1zaro, teria um amigo a receb\u00ea-lo no c\u00e9u! \u00c9 importante notar que esse rico n\u00e3o roubou, n\u00e3o ganhou seu dinheiro matando ou fazendo mal aos outros. Seu pecado foi unicamente viver somente para si: <em>\u201cse vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas espl\u00eandidas todos os dias\u201d (Cf. Lc 16,19)<\/em>. Ele foi incapaz de enxergar o \u201cpobre, chamado L\u00e1zaro, cheio de feridas, que estava no ch\u00e3o\u201d (Cf. Lc 16,20), \u00e0 sua porta. <em>\u201cEle queria matar a fome com as sobras que ca\u00edam da mesa do rico. <\/em><em>E, al\u00e9m disso, <\/em><em>vinham os cachorros lamber suas feridas\u201d <\/em><em>(Cf. Lc 16,22).<\/em> O rico nunca se incomodou com aquele pobre, nunca perguntou o seu nome, nunca procurou saber sua hist\u00f3ria, nunca abriu a m\u00e3o para ajud\u00e1-lo, nunca lhe deu um pouco de seu tempo. O rico jamais pensou que aquele pobre, cujo nome ningu\u00e9m importante conhecia, era conhecido e amado por Deus. N\u00e3o deixa de ser impressionante que Jesus chama o miser\u00e1vel pelo nome, mas ignora o nome do rico! \u00c9 que o Senhor se inclina para o pobre, mas olha o rico de longe!<\/p>\n<p>Contudo, o homem rico n\u00e3o est\u00e1 contra Deus nem oprime o pobre! Apenas est\u00e1 cego para as necessidades alheias. O seu pecado foi n\u00e3o ter visto L\u00e1zaro, a quem poderia ter feito feliz com um pouco menos de ego\u00edsmo e um pouco mais de despreocupa\u00e7\u00e3o pelas suas pr\u00f3prias coisas. N\u00e3o utilizou os bens conforme o querer de Deus. N\u00e3o soube compartilhar. Santo Agostinho comenta: \u201cN\u00e3o foi a pobreza que conduziu L\u00e1zaro ao C\u00e9u, mas a sua humildade; nem foram as riquezas que impediram o rico de entrar no descanso eterno, mas o seu ego\u00edsmo e a sua infidelidade\u201d.<\/p>\n<p>Neste domingo, o Papa Francisco envia ao mundo sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que passa a ser comemorado nesta ocasi\u00e3o, com o tema: \u201cN\u00e3o se trata apenas de migrante\u201d. Na Igreja no Brasil, celebramos o Dia Nacional da B\u00edblia. Que a nossa vida seja permeada pela Palavra de Deus, que \u00e9 l\u00e2mpada para os nossos p\u00e9s e luz para os nossos caminhos. Que a Palavra de Deus transforme nossas vidas em fermento de constru\u00e7\u00e3o da paz e da solidariedade, que tanto precisamos e rezamos. E que a Virgem da Penha, nos ajude, Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Evangelho do 26\u00ba Domingo do Tempo Comum (Cf. 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