{"id":54286,"date":"2019-09-27T09:59:25","date_gmt":"2019-09-27T12:59:25","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=54286"},"modified":"2019-09-27T09:59:25","modified_gmt":"2019-09-27T12:59:25","slug":"santa-se-china-a-porta-esta-aberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-se-china-a-porta-esta-aberta\/","title":{"rendered":"Santa S\u00e9-China: a porta est\u00e1 aberta"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Apresentado em Roma o livro \u201cO acordo entre a Santa S\u00e9 e a China\u201d<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Alessandro Gisotti\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u201cAbriu-se uma porta que dificilmente poder\u00e1 ser fechada novamente\u201d. Com esta imagem eficaz o arcebispo Claudio Maria Celli sintetizou o valor do Acordo provis\u00f3rio assinado em Pequim entre a Santa S\u00e9 e a Rep\u00fablica Popular da China, um ano depois do hist\u00f3rico evento de 22 de setembro de 2018. A ocasi\u00e3o prop\u00edcia para fazer um balan\u00e7o sobre o primeiro ano da assinatura do Acordo foi a apresenta\u00e7\u00e3o de um livro sobre o tema na tarde de quinta-feira (26\/09) em Roma. O livro \u201cO acordo entre a Santa S\u00e9 e a China. Os cat\u00f3licos chineses entre passado e futuro\u201d foi organizado por Agostino Giovagnoli e Elisa Giunipero e teve o pref\u00e1cio escrito pelo cardeal Pietro Parolin.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-54286-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/09\/27\/12\/135241336_F135241336.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/09\/27\/12\/135241336_F135241336.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/09\/27\/12\/135241336_F135241336.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2><b>Presen\u00e7a de autoridade chinesa<\/b><\/h2>\n<p>O evento contou com a presen\u00e7a, particularmente significativa, do primeiro secret\u00e1rio da Embaixada da Rep\u00fablica Popular da China. Sinal vis\u00edvel da mudan\u00e7a de clima, marcada pela confian\u00e7a e respeito, como foi recordado pelos relatores. Tamb\u00e9m estavam presentes o Arcebispo Claudio M. Celli, Andrea Riccardi da Comunidade de Santo Eg\u00eddio e o padre Federico Lombardi ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa S\u00e9.<\/p>\n<h2><b>Celli: acordo hist\u00f3rico<\/b><\/h2>\n<p>O arcebispo Claudio Celli, protagonista e testemunha desde a d\u00e9cada de Oitenta, sob Jo\u00e3o Paulo II, do processo de aproxima\u00e7\u00e3o entre a Cidade Eterna e a China, sublinhou que o Acordo pode ser definido \u201chist\u00f3rico\u201d. E continuou afirmando que embora provis\u00f3rio e limitado \u00e0s quest\u00f5es das nomea\u00e7\u00f5es episcopais, gra\u00e7as a este Acordo, pela primeira vez depois da d\u00e9cada de Setenta, atualmente todos os bispos chineses est\u00e3o em comunh\u00e3o com o Sucessor de Pedro e com os outros coirm\u00e3os no Episcopado. Portanto &#8211; continuou o arcebispo &#8211; este Acordo \u00e9 o fruto do \u201cdi\u00e1logo operativo\u201d apoiado e encorajado pelo Papa. Um compromisso que est\u00e1 em sintonia profunda com a aten\u00e7\u00e3o especial pela China e pelos cat\u00f3licos chineses mostrada pelos Pont\u00edfices no decorrer do s\u00e9culo passado e de modo especial pelos \u00faltimos dois predecessores de Francisco.<\/p>\n<p>Dom Claudio Celli evidenciou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia das Orienta\u00e7\u00f5es Pastorais da Santa S\u00e9 sobre o registro civil do Clero na China, publicado em 28 de junho deste ano. Um documento, observou, no qual percebe-se que n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre o amor pelo pr\u00f3prio pa\u00eds e a exig\u00eancia sentida de ser autenticamente cat\u00f3licos.<\/p>\n<h2><b>Fidelidade dos cat\u00f3licos chineses<\/b><\/h2>\n<p>Andrea Riccardi da Comunidade de Santo Eg\u00eddio observou que agora o \u201ccatolicismo chin\u00eas deve ser reconsiderado\u201d, deve encontrar um novo espa\u00e7o para o futuro. Enquanto que o padre Federico Lombardi recordou que o caminho que levou \u00e0 assinatura do Acordo foi marcado por muitas hist\u00f3rias de sofrimento. Para o ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa S\u00e9, \u00a0este hist\u00f3rico entendimento n\u00e3o deve ser considerado m\u00e9rito exclusivo das c\u00fapulas chinesas e vaticanas. O Acordo, evidenciou o jesu\u00edta, nasce da <i>fidelidade<\/i> dos cat\u00f3licos chineses e de seus bispos ao longo de d\u00e9cadas dif\u00edceis e dolorosas. Se n\u00e3o fossem ligados espiritualmente de modo t\u00e3o forte com o Papa, revelou, os governantes n\u00e3o teriam se dado conta da solidez desta comunh\u00e3o e n\u00e3o teria sido criado condi\u00e7\u00f5es para chegar \u00e0 assinatura do Acordo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentado em Roma o livro \u201cO acordo entre a Santa S\u00e9 e a China\u201d Alessandro Gisotti\u00a0 \u201cAbriu-se uma porta que dificilmente poder\u00e1 ser fechada novamente\u201d. 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