{"id":5422,"date":"2014-12-05T17:10:49","date_gmt":"2014-12-05T19:10:49","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-historia-da-arvore-de-natal-dos-druidas-a-rainha-vitoria\/"},"modified":"2017-04-07T09:40:56","modified_gmt":"2017-04-07T12:40:56","slug":"a-historia-da-arvore-de-natal-dos-druidas-a-rainha-vitoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-historia-da-arvore-de-natal-dos-druidas-a-rainha-vitoria\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria da \u00e1rvore de Natal: dos druidas \u00e0 rainha Vit\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/natal.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Apesar das ra\u00edzes pag\u00e3s, o s\u00edmbolo natalino tem uma longa hist\u00f3ria crist\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu tenho em casa uma \u00e1rvore de Natal um tanto&#8230; ecl\u00e9tica.<\/p>\n<p>Dos seus ramos, pende uma variedade de enfeites que v\u00e3o desde alguns que o meu marido fez quando era crian\u00e7a at\u00e9 outros que eu mesma fiz nos primeiros anos de casada, al\u00e9m de mais alguns que os nossos filhos foram acrescentando ao longo dos anos. E ainda h\u00e1 enfeites que ganhamos de presente e outros que compramos para comemorar ocasi\u00f5es especiais. No meio de tudo isso, as luzes coloridas! Com o pres\u00e9pio embaixo e o anjo no topo, a cena est\u00e1 completa. Em muitos aspectos, esta \u00e1rvore conta a hist\u00f3ria da nossa vida juntos. Ele jamais apareceria numa revista de decora\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro, mas eu aprendi a gostar muito da sua singularidade.<\/p>\n<p>Ao refletir sobre o nosso s\u00edmbolo familiar de Natal, eu me lembro, \u00e0s vezes, de como surgiu a tradi\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores de Natal dentro do cristianismo. Muito tempo atr\u00e1s, alguns povos acreditavam que os ramos verdes afastavam os maus esp\u00edritos. Outros povos consideravam que o sol era um deus e achavam que o inverno acontecia porque o deus-sol ficava doente. Eles comemoravam o solst\u00edcio de inverno porque, com os dias recome\u00e7ando a ficar mais longos, significava que o deus-sol estava melhorando. Os ramos verdes, assim, serviam como lembrete de que a primavera voltaria.<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Bonif\u00e1cio foi o primeiro a adaptar essas tradi\u00e7\u00f5es ao cristianismo, no s\u00e9culo VIII. Ele tentava converter os druidas, que adoravam \u00e1rvores de carvalho como s\u00edmbolos da divindade. Em vez do carvalho, ele come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o para o abeto, cuja forma triangular ajudava a descrever a Sant\u00edssima Trindade e cujos ramos verdes apontam para o c\u00e9u.<\/p>\n<p>Credita-se a Martinho Lutero a popularidade da \u00e1rvore de Natal na Alemanha. Numa noite de inverno, enquanto passeava e preparava um serm\u00e3o, ele se impressionou a tal ponto com a beleza das estrelas que, ao voltar para casa, procurou recriar aquela beleza para a sua fam\u00edlia, colocando pequenas velas nos ramos de uma \u00e1rvore que tinha em casa.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores de Natal foram adotadas tardiamente na Am\u00e9rica do Norte. Os puritanos torciam o nariz para \u201ctodas essas tradi\u00e7\u00f5es pag\u00e3s\u201d. Em 1659, a Corte Geral de Massachusetts chegou a determinar que qualquer forma de celebra\u00e7\u00e3o natalina que n\u00e3o fosse o culto na igreja seria legalmente punida. Foi s\u00f3 com a chegada dos imigrantes alem\u00e3es e irlandeses, no s\u00e9culo XIX, que essa influ\u00eancia puritana come\u00e7ou a perder for\u00e7a. Em 1846, foi publicada no London News uma foto da rainha Vit\u00f3ria e do pr\u00edncipe Alberto, que era alem\u00e3o, com seus filhos em torno de uma \u00e1rvore de Natal. A popularidade das \u00e1rvores de Natal cresceu imediatamente, tanto na Inglaterra quanto na Am\u00e9rica do Norte. Em 1920, o costume j\u00e1 tinha se espalhado praticamente pelo mundo inteiro.<\/p>\n<p>Embora a tradi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore de Natal possa ter come\u00e7ado em contextos alheios ao cristianismo, hoje n\u00f3s podemos afirmar com seguran\u00e7a que ela se tornou um s\u00edmbolo crist\u00e3o. O s\u00edmbolo da \u00e1rvore tem ra\u00edzes profundas na nossa f\u00e9. Os nossos primeiros pais foram orientados por Deus a n\u00e3o comer os frutos de uma das \u00e1rvores do \u00c9den. Cristo pagou o pre\u00e7o alt\u00edssimo da nossa reden\u00e7\u00e3o sendo crucificado num tronco de \u00e1rvore. Os ramos verdes e as luzes que os decoram nos recordam que Cristo \u00e9 a luz do mundo e que a Sua luz \u00e9 eterna. Ele trouxe alegria e luz a um mundo envolto em escurid\u00e3o. H\u00e1 muitas reflex\u00f5es crist\u00e3s que podemos fazer inspirados pelos s\u00edmbolos que a nossa f\u00e9 adotou.<\/p>\n<p>Sugiro, inclusive, uma prece que pode ser feita em fam\u00edlia junto \u00e0 \u00e1rvore de Natal:<\/p>\n<p>Senhor,<br \/>Que a presen\u00e7a desta \u00e1rvore nos recorde o vosso presente da vida eterna!<br \/>Que a sua luz nos mantenha atentos \u00e0 Luz que trouxestes ao mundo!<br \/>Que a alegria e a paz do Natal encham os nossos cora\u00e7\u00f5es!<br \/>N\u00f3s vos pedimos por Cristo, nosso Senhor. Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das ra\u00edzes pag\u00e3s, o s\u00edmbolo natalino tem uma longa hist\u00f3ria crist\u00e3 \u00a0 Eu tenho em casa uma \u00e1rvore de Natal um tanto&#8230; ecl\u00e9tica. 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