{"id":5400,"date":"2023-12-14T00:00:00","date_gmt":"2023-12-14T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-joao-da-cruz\/"},"modified":"2023-01-02T17:39:40","modified_gmt":"2023-01-02T20:39:40","slug":"sao-joao-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-joao-da-cruz\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na prov\u00edncia de \u00c1vila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Ainda na inf\u00e2ncia, ficou \u00f3rf\u00e3o de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma fam\u00edlia rica e tradicional de Toledo. Mas, devido ao casamento, foi deserdado da heran\u00e7a. A jovem, Catarina Alvarez, sua m\u00e3e, era de fam\u00edlia humilde, considerada de classe &#8220;inferior&#8221;. Assim, com a morte do marido, que a obrigou a trabalhar, mudou-se para Medina, com os filhos.<\/p>\n<p>Naquela cidade, Jo\u00e3o tentou v\u00e1rias profiss\u00f5es. Foi ajudante num hospital, enquanto estudava gram\u00e1tica \u00e0 noite num col\u00e9gio jesu\u00edta. Ent\u00e3o, sua espiritualidade aflorou, levando-o a entrar na Ordem Carmelita, aos vinte e um anos. Foi enviado para a Universidade de Salamanca a fim de completar seus estudos de filosofia e teologia. Mesmo dedicando-se totalmente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, prestando servi\u00e7o como enfermeiro.<\/p>\n<p>Ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos, mudando o nome. Na \u00e9poca, pensou em procurar uma Ordem mais austera e r\u00edgida, por achar a Ordem Carmelita muito branda. Foi ent\u00e3o que a futura santa Tereza de \u00c1vila cruzou seu caminho. Com autoriza\u00e7\u00e3o para promover, na Espanha, a funda\u00e7\u00e3o de conventos reformados, ela tamb\u00e9m tinha carta branca dos superiores gerais para fazer o mesmo com conventos masculinos. Tamanho era seu entusiasmo que atraiu o sacerdote Jo\u00e3o da Cruz para esse trabalho. Ao inv\u00e9s de sair da Ordem, ele passou a trabalhar em sua reforma, recuperando os princ\u00edpios e a disciplina.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o da Cruz encarregou-se de formar os novi\u00e7os, assumindo o cargo de reitor de uma casa de forma\u00e7\u00e3o e estudos, reformando, assim, v\u00e1rios conventos. Reformar uma Ordem, por\u00e9m, \u00e9 muito mais dif\u00edcil que fund\u00e1-la, e Jo\u00e3o enfrentou dificuldades e sofrimentos incr\u00edveis, para muitos, insuport\u00e1veis. Chegou a ser preso por nove meses num convento que se opunha \u00e0 reforma. Os escritos sobre sua vida d\u00e3o conta de que abra\u00e7ou a cruz dos sofrimentos e contrariedades com prazer, o que \u00e9 s\u00f3 compreens\u00edvel aos santos. Ali\u00e1s, esse foi o aspecto da personalidade de Jo\u00e3o da Cruz que mais se evidenciou no fim de sua vida.<\/p>\n<p>Conta-se que ele pedia, insistentemente, tr\u00eas coisas a Deus. Primeiro, dar-lhe for\u00e7as para trabalhar e sofrer muito. Segundo, n\u00e3o deix\u00e1-lo sair desse mundo como superior de uma Ordem ou comunidade. Terceiro, e mais surpreendente, que o deixasse morrer desprezado e humilhado pelos seres humanos. Para ele, fazia parte de sua religiosidade m\u00edstica enfrentar os sofrimentos da Paix\u00e3o de Jesus, pois lhe proporcionava \u00eaxtases e vis\u00f5es. Seu misticismo era a inspira\u00e7\u00e3o para seus escritos, que foram muitos e o colocam ao lado de santa Tereza de \u00c1vila, outra grande m\u00edstica do seu tempo. Assim, foi atendido nos tr\u00eas pedidos.<\/p>\n<p>Pouco antes de sua morte, Jo\u00e3o da Cruz teve graves dissabores por causa das incompreens\u00f5es e cal\u00fanias. Foi exonerado de todos os cargos da comunidade, passando os \u00faltimos meses na solid\u00e3o e no abandono. Faleceu ap\u00f3s uma penosa doen\u00e7a, em 14 de dezembro de 1591, com apenas quarenta e nove anos de idade, no Convento de Ubeda, Espanha.<\/p>\n<p>Deixou como legado sua volumosa obra escrita, de importante valor human\u00edstico e teol\u00f3gico. E sua relevante e incans\u00e1vel participa\u00e7\u00e3o como reformador da Ordem Carmelita Descal\u00e7a. Foi canonizado em 1726 e teve sua festa marcada para o dia de sua morte. S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz foi proclamado doutor da Igreja em 1926, pelo papa Pio XI. Mais tarde, em 1952, foi declarado o padroeiro dos poetas espanh\u00f3is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong> Santo Esperidi\u00e3o, Santos Nic\u00e1sio e companheiros, Santo Ven\u00e2ncio Fortunato, Beato Conrado de Offida, Beato Boaventura Buonaccorsi, Beato Nicolau Artista, Beata Joana Lambertini e Santa Nimutallah Youssef Kassab Al-Hardini.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na prov\u00edncia de \u00c1vila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Ainda na inf\u00e2ncia, ficou \u00f3rf\u00e3o de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma fam\u00edlia rica e tradicional de Toledo. Mas, devido ao casamento, foi deserdado da heran\u00e7a. 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