{"id":5378,"date":"2014-11-27T14:10:37","date_gmt":"2014-11-27T16:10:37","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/capoeira-um-reconhecimento-para-o-brasil-e-para-o-mundo\/"},"modified":"2017-04-07T09:05:39","modified_gmt":"2017-04-07T12:05:39","slug":"capoeira-um-reconhecimento-para-o-brasil-e-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/capoeira-um-reconhecimento-para-o-brasil-e-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"Capoeira &#8211; um reconhecimento para o Brasil e para o mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/capoeira.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Em tempos distantes, os CAPOEIRISTAS eram vistos como contraventores, marginais, gente de menor valor, ainda que um fasc\u00ednio muito forte rodeasse a sua pr\u00e1tica e sua propaga\u00e7\u00e3o. Castigos eram aplicados na tentativa de deter essa onda que crescia. Pris\u00f5es, deporta\u00e7\u00f5es, repress\u00f5es policiais se sucediam, gerando novas formas de repress\u00e3o e de castigo.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XIX, a Rep\u00fablica rec\u00e9m-proclamada decidiu combater de forma definitiva a Capoeira, culminando com a ado\u00e7\u00e3o &#8211; no seu primeiro \u201cActo\u201d oficial &#8211;\u00a0 a exiig\u00eancia da deporta\u00e7\u00e3o de todos os capoeirista do Brasil para Fernando de Noronha, onde funcionava um Pres\u00eddio Comum, desde 1737.\u00a0 <\/p>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o aos capoeiras oficialmente come\u00e7ava naquele 1890, 1891 e se continuaria at\u00e9 1930. Esses \u201csubversivos\u201d foram deportados para lugares distantes, como o Acre (461 homens) e a Ilha das Cobras (950 detidos) e, sobretudo, na sua maioria, para o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha,<\/p>\n<p>\u00c9 incr\u00edvel reconhecer-se hoje &#8211; em tempos de liberdade \u2013 que uma pr\u00e1tica t\u00e3o coibida houvesse permanecido, impondo sua sobreviv\u00eancia cultural pelo s\u00e9culos seguintes, como se uma \u201ctransi\u00e7\u00e3o cultural subterr\u00e2nea\u201c permitisse essa continuidade at\u00e9 os nossos dias e, agora, em liberdade, no seu reconhecimento oficial. <\/p>\n<p>E eis que hoje, neste 26 de novembro de 2014, essa pr\u00e1tica foi \u2013 enfim \u2013 reconhecida na sua tradi\u00e7\u00e3o, na sua beleza, pelos seus her\u00f3is de todos os tempos, que viraram mito no imagin\u00e1rio do povo&#8230; Agora a CAPOEIRA \u00e9 Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade, tendo sido sua inscri\u00e7\u00e3o aprovada na sede da Unesco, em Paris, durante a 9\u00aa Sess\u00e3o do Comit\u00ea Intergovernamental para a Salvaguarda.<\/p>\n<p>Agora, a &#8220;Capoeira&#8221; se junta ao Samba de Roda do Rec\u00f4ncavo Baiano: \u00e0 Arte Kusiwa- Pintura Corporal, do Amap\u00e1: ao Frevo de Pernambuco, e ao C\u00edrio de Nazar\u00e9, do Par\u00e1, todos j\u00e1 reconhecidos como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade no Brasil.<\/p>\n<p>Eis mais uma ocorr\u00eancia hist\u00f3rica do Brasil que se evidencia como importante para Fernando de Noronha!\u00a0 Tomara que reconhecimentos assim continuem acontecendo!<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Marieta Borges<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos distantes, os CAPOEIRISTAS eram vistos como contraventores, marginais, gente de menor valor, ainda que um fasc\u00ednio muito forte rodeasse a sua pr\u00e1tica e sua propaga\u00e7\u00e3o. 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No final do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-5378","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5378"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10246,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5378\/revisions\/10246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}