{"id":53743,"date":"2019-09-16T15:14:54","date_gmt":"2019-09-16T18:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=53743"},"modified":"2019-09-16T15:14:54","modified_gmt":"2019-09-16T18:14:54","slug":"esta-e-a-referencia-mais-antiga-ao-santo-calice-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/esta-e-a-referencia-mais-antiga-ao-santo-calice-na-espanha\/","title":{"rendered":"Esta \u00e9 a refer\u00eancia mais antiga ao Santo C\u00e1lice na Espanha"},"content":{"rendered":"<p>O Catedr\u00e1tico da Universidade Polit\u00e9cnica de Val\u00eancia (UPV), na Espanha, Gabriel Songel, descobriu a refer\u00eancia mais antiga, que se conhece at\u00e9 o momento, do Santo C\u00e1lice de Val\u00eancia e que data do s\u00e9culo XI.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a primeira refer\u00eancia do Santo C\u00e1lice havia sido encontrada em um documento do s\u00e9culo XIV.<\/p>\n<p>Como Songel explicou ao Grupo ACI, sua descoberta ocorreu quando estudava o manuscrito do mosteiro de San Juan de la Pe\u00f1a que data do s\u00e9culo XI e foi realizado por ocasi\u00e3o da coroa\u00e7\u00e3o de Pedro I de Arag\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudando este documento, encontrou um acr\u00f3stico, ou jogo de letras, no qual, seguindo um esquema geom\u00e9trico, \u00e9 poss\u00edvel ler \u201cCalix Lapis Exillis\u201d, que era como se referiam ao Santo C\u00e1lice na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca medieval, os esquemas geom\u00e9tricos e labirintos visuais eram comuns. Os escritores dos textos tinham dom\u00ednio desse tipo de c\u00f3digo e o faziam como \u201ccontribui\u00e7\u00e3o pessoal\u201d para esconder seus nomes ou para colocar textos sobrepostos aos oficiais.<\/p>\n<p>Em sua pesquisa do manuscrito do mosteiro de San Juan de la Pe\u00f1a, Songel tamb\u00e9m encontrou um esquema, ou ret\u00edcula, no qual se v\u00ea com total exatid\u00e3o o desenho do Santo C\u00e1lice.<\/p>\n<p>Estes resultados mostram que o Santo C\u00e1lice de Val\u00eancia era venerado como tal desde o s\u00e9culo XI e n\u00e3o desde o s\u00e9culo XIV, como se sabia at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Conforme Songel explicou ao Grupo ACI, essas descobertas n\u00e3o podem ser casuais. &#8220;Estatisticamente, fazer com que o acr\u00f3stico \u2018Calix Lapis Exilis\u2019 aparecesse como uma coincid\u00eancia em um texto de 2700 caracteres seria muito pouco prov\u00e1vel. Consultei especialistas em estat\u00edstica para saber se esse acr\u00f3stico poderia ter sido fruto da casualidade e eles confirmaram que havia claramente uma inten\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Esta pesquisa foi validada pela acad\u00eamica Elisa Ruiz, da Real Academia da Hist\u00f3ria, e Daniel Benito, professor de Hist\u00f3ria da Arte da Universidade de Val\u00eancia. Al\u00e9m dos c\u00e2nones da catedral de Val\u00eancia, onde o Santo C\u00e1lice \u00e9 guardado desde o s\u00e9culo XV, foram numerosos os estudos que confirmam que a copa superior, de \u00e1gata, data do s\u00e9culo I e poderia ser a que Jesus Cristo usou na \u00faltima Ceia. As al\u00e7as e a base, bem como as pedras preciosas, pertencem \u00e0 \u00e9poca medieval.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Catedr\u00e1tico da Universidade Polit\u00e9cnica de Val\u00eancia (UPV), na Espanha, Gabriel Songel, descobriu a refer\u00eancia mais antiga, que se conhece at\u00e9 o momento, do Santo C\u00e1lice de Val\u00eancia e que data do s\u00e9culo XI. At\u00e9 ent\u00e3o, a primeira refer\u00eancia do Santo C\u00e1lice havia sido encontrada em um documento do s\u00e9culo XIV. 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