{"id":53704,"date":"2019-09-22T08:00:50","date_gmt":"2019-09-22T11:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=53704"},"modified":"2019-09-16T14:35:11","modified_gmt":"2019-09-16T17:35:11","slug":"a-quem-servimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-quem-servimos\/","title":{"rendered":"A quem servimos?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No 25\u00ba. Domingo do Tempo Comum somos confrontados como deve ser o uso correto do dinheiro. Em Lc 16, 1-13 o Senhor nos convida a uma reflex\u00e3o sobre o uso correto das riquezas: \u201cN\u00e3o podes servir a Deus e ao dinheiro\u201d (Cf. Lc 16,13). Os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a investir com sabedoria os bens materiais para adquirirem um tesouro nos c\u00e9us. O Senhor, nessa par\u00e1bola, mostra que o administrador se p\u00f4s a refletir sobre o que o esperava: \u201cPara cavar, n\u00e3o tenho for\u00e7as; de mendigar, tenho vergonha. J\u00e1 sei o que hei de fazer, para que algu\u00e9m me receba em sua casa, quando eu for afastado da administra\u00e7\u00e3o\u201d (Cf. Lc 16, 3 \u2013 4). Chamou os devedores do seu patr\u00e3o e fez com eles um acordo que os favorecia.<\/p>\n<p>Ao terminar a par\u00e1bola, o Senhor recorda-nos: \u201cNingu\u00e9m pode servir a dois senhores; porque ou odiar\u00e1 um e amar\u00e1 o outro, ou se apegar\u00e1 a um e desprezar\u00e1 o outro. V\u00f3s n\u00e3o podeis servir a Deus e ao dinheiro\u201d (Cf. Lc 16, 13). Temos apenas um Senhor, e devemos servi-Lo com todo o nosso cora\u00e7\u00e3o, com os talentos que Ele mesmo nos deu, empregando nesse servi\u00e7o todos os meios l\u00edcitos, a vida inteira. Temos de orientar para Deus, sem exce\u00e7\u00e3o, todos os atos de nossa vida: o trabalho, os neg\u00f3cios, o descanso. O crist\u00e3o n\u00e3o tem um tempo para Deus e outro para os assuntos deste mundo: estes devem converter-se em servi\u00e7o a Deus pela retid\u00e3o de inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0par\u00e1bola do administrador infiel \u00e9 uma imagem da vida do homem. Tudo o que temos \u00e9 dom de Deus, e n\u00f3s somos os seus administradores, que tarde ou cedo teremos de Lhe prestar contas. Trata-se, pois, de um chamamento ao esfor\u00e7o e \u00e0 vigil\u00e2ncia tendo em vista o \u00faltimo dia, quando se haver\u00e1 de dizer a cada um: \u201cPresta contas da tua administra\u00e7\u00e3o!\u201d (Cf. Lc 16, 2). O uso do dinheiro exige uma grande honestidade, tanto nos neg\u00f3cios mais importantes, como nos mais insignificantes, porque \u201cquem \u00e9 fiel no pouco \u00e9 tamb\u00e9m fiel no muito\u201d (Cf. Lc 16, 10).<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 tristemente real: os pecadores s\u00e3o mais espertos e mais dispostos para o mal, que os crist\u00e3os para o bem. Pecadores entusiasmados com o pecado, ap\u00f3stolos do pecado, divulgadores do pecado. Crist\u00e3os sem entusiasmo pelo Evangelho, sem \u00e2nimo para a virtude, sem criatividade para crescer no caminho de Deus! Pecadores motivados, crist\u00e3os cansados e pregui\u00e7osos! Hoje, como ontem, a constata\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 verdadeira.<\/p>\n<p>Da constata\u00e7\u00e3o triste do Senhor, brota sua exorta\u00e7\u00e3o grave: <em>\u201cUsai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receber\u00e3o nas moradas eternas\u201d(Cf. Lc 16,9). <\/em>Palavras estranhas; \u00e0 primeira vista, escandalosas. Jesus chama o dinheiro de \u201cinjusto\u201d. Isto porque o dinheiro, a riqueza, os bens materiais e os bens da intelig\u00eancia, do sucesso, da fama, ainda que adquiridos com honestidade, s\u00e3o sempre trai\u00e7oeiros, sempre perigosos, sempre na imin\u00eancia de escravizar nosso cora\u00e7\u00e3o e nos fazer seus prisioneiros. Dinheiro injusto porque sempre nos tenta \u00e0 injusti\u00e7a de dar-lhe a honra que \u00e9 devida somente a Deus e de buscar nele a seguran\u00e7a que somente o Senhor nos pode garantir. Por isso, Jesus chama os bens deste mundo de \u201cdinheiro injusto\u201d.<\/p>\n<p>Os bens deste mundo, na verdade representa muito pouco em rela\u00e7\u00e3o com os bens eternos que o Senhor nos promete para sempre. Pois bem, escutemos o que diz o nosso Salvador: <em>\u201cQuem \u00e9 fiel nas pequenas coisas, tamb\u00e9m \u00e9 fiel nas grandes. Se v\u00f3s n\u00e3o sois fi\u00e9is no uso do dinheiro injusto, quem vos confiar\u00e1 o verdadeiro bem? E se n\u00e3o sois fi\u00e9is no que \u00e9 dos outros, quem vos dar\u00e1 aquilo que \u00e9 vosso?\u201d (Cf. Lc 16,10-12)<\/em> Em outras palavras, para que ningu\u00e9m tenha a desculpa de dizer que n\u00e3o compreendeu o que o Senhor quis dizer: Quem \u00e9 fiel nas coisas pequenas deste mundo, ser\u00e1 fiel nas coisas grandes que o Pai dar\u00e1 no c\u00e9u. Se v\u00f3s n\u00e3o sois fi\u00e9is no uso dos bens desta vida, como Deus vos confiar\u00e1 a vida eterna, que \u00e9 o verdadeiro bem? E se n\u00e3o sois fi\u00e9is nos bens que n\u00e3o s\u00e3o vossos para sempre, como Deus vos confiar\u00e1 aquilo que \u00e9 o verdadeiro bem, a vida eterna, que ser\u00e1 vossa para sempre?<\/p>\n<p>O nosso tesouro est\u00e1 onde est\u00e1 nosso cora\u00e7\u00e3o! Dizei-me onde anda o vosso cora\u00e7\u00e3o, o vosso apego, a vossa preocupa\u00e7\u00e3o, e eu vos direi qual \u00e9 o tesouro da vossa vida! Tristes de n\u00f3s quando o nosso tesouro n\u00e3o for unicamente Deus! Tristes de n\u00f3s quando, por amor ao que passa, perdemos a Deus, o \u00fanico Bem que n\u00e3o passa! Uma coisa \u00e9 certa: a advert\u00eancia dur\u00edssima de Jesus: <em>\u201c<\/em><em>Ningu\u00e9m pode servir a dois senhores. V\u00f3s n\u00e3o podereis servir a Deus e ao dinheiro\u201d(Cf. Lc 12,13).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; No 25\u00ba. Domingo do Tempo Comum somos confrontados como deve ser o uso correto do dinheiro. Em Lc 16, 1-13 o Senhor nos convida a uma reflex\u00e3o sobre o uso correto das riquezas: \u201cN\u00e3o podes servir a Deus e ao dinheiro\u201d (Cf. Lc 16,13). 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