{"id":53690,"date":"2019-09-16T13:31:33","date_gmt":"2019-09-16T16:31:33","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=53690"},"modified":"2019-09-16T13:31:33","modified_gmt":"2019-09-16T16:31:33","slug":"servir-a-deus-e-nao-as-riquezas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/servir-a-deus-e-nao-as-riquezas\/","title":{"rendered":"Servir a Deus e n\u00e3o \u00e0s riquezas"},"content":{"rendered":"<p>Com a par\u00e1bola do feitor infiel Jesus quis inculcar a seus seguidores a necessidade da fuga da servid\u00e3o ego\u00edsta ao dinheiro, aos bens materiais e a tudo que os impe\u00e7a de viver em plenitude sua voca\u00e7\u00e3o sublime de amar e servir a Deus e aos irm\u00e3os (Lc 16,1-13). Legou um ensinamento \u00fatil sobre como gerir corretamente os bens deste mundo e a pr\u00f3pria vida num relacionamento filial com Ele, o Senhor de tudo. N\u00e3o \u00e9 preciso muita perspic\u00e1cia para entender que o Mestre divino n\u00e3o louvou o expediente imoral do administrador que, para granjear a benevol\u00eancia dos devedores de seu patr\u00e3o, lhes diminu\u00eda a d\u00edvida, portanto prejudicando seu chefe. \u00a0Jesus desejou \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o para a habilidade daquele administrador numa a\u00e7\u00e3o imoral inteiramente conden\u00e1vel. \u00c9 necess\u00e1rio que os filhos da luz tenham o mesmo empenho e sagacidade no que tange os bens eternos, evidentemente sempre, por\u00e9m, empregando meios l\u00edcitos. Com o pr\u00f3prio dinheiro que \u00e9 algo material, muitos s\u00e3o os m\u00e9ritos que podem ser obtidos para a vida eterna, atrav\u00e9s, por exemplo, da ajuda oportuna a quem passa por necessidade. Esta deve ser a intelig\u00eancia do crist\u00e3o, honesto em tudo, garantindo uma recompensa no Reino de Deus. Jesus ensina ent\u00e3o que o dinheiro e qualquer riqueza s\u00e3o um meio e n\u00e3o um fim em si mesmo. O bom emprego dos bens materiais est\u00e1 em fazer deles um instrumento de partilha e benemer\u00eancia para os outros. Muitas a\u00e7\u00f5es boas podem ser praticadas com o vil metal que n\u00e3o deve ser endeusado, mas sabiamente empregado, administrado com perspic\u00e1cia sem se tornar um escravo dele. Deus aben\u00e7oa todo aquele que ganha sua vida pelo trabalho que em si \u00e9 sempre penoso. Entre os ap\u00f3stolos havia um que tomava conta da bolsa comum, mas roubava o que era nela depositado (Jo 12, 4-7). Bem sabemos o triste fim de Judas Iscariotes, o ec\u00f4nomo que se tornou traidor. Entre aqueles que seguiam Jesus muitos O ajudavam com seus haveres como registrou S\u00e3o Lucas (Lc 8,3) e Jesus aceitava este aux\u00edlio. Ele, contudo, condenou \u201co dinheiro da iniquidade\u201d. Trata-se de uma riqueza ganha injustamente ou muitas vezes empregada para oprimir os outros e \u00e0 qual o ser humano n\u00e3o deve se escravizar. \u00c9 que h\u00e1 aqueles que depositam nos seus bens seguran\u00e7as ilus\u00f3rias, opostas \u00e0 confian\u00e7a em Deus. O conselho do Mestre divino foi este: \u201dAjuntai tesouros no c\u00e9u\u201d (Mt 6,19). Isto significa o bom uso dos bens advindos da bondade de Deus. \u00c9 que o aut\u00eantico crist\u00e3o tudo realiza em fun\u00e7\u00e3o do Reino celeste. Portanto, ou Deus ou a ambi\u00e7\u00e3o, o amor pr\u00f3prio, o ego\u00edsmo e a falta de amor ao pr\u00f3ximo. O principal \u00e9 que, por entre as tarefas neste mundo, os cora\u00e7\u00f5es estejam firmes onde est\u00e3o as verdadeiras alegrias junto de Deus. Jesus declarou: \u201cL\u00e1 onde est\u00e1 vosso tesouro, l\u00e1 tamb\u00e9m estar\u00e1 vosso cora\u00e7\u00e3o\u201d (Lc 12,34). Assim sendo, \u00e9 preciso uma fidelidade integral a Deus, nada sobrepondo a Ele. Deste modo, a par\u00e1bola do intendente astucioso leva a s\u00e9rias reflex\u00f5es, sobretudo, na boa administra\u00e7\u00e3o dos bens recebidos de Deus, visando o pr\u00f3prio progresso material e espiritual e tamb\u00e9m na ajuda oportuna ao pr\u00f3ximo. Administrar bem o dinheiro para o sustento da pr\u00f3pria exist\u00eancia, da subsist\u00eancia dos que moram sob o mesmo teto, contribuindo tamb\u00e9m para o culto divino e as obras sociais da Igreja. Da\u00ed o emprego inteligente de tudo que se recebe de Deus. Eis porque o Livro dos Prov\u00e9rbios convida a procurar \u201ca sabedoria como faria quem procura um tesouro\u201d (Prov 2,4). Tudo feito com muito amor no cora\u00e7\u00e3o e na mente, todos os dias da vida para assim agradar sempre a Deus, trabalhando na sua presen\u00e7a e vivendo sua palavra contida na B\u00edblia onde se acham ensinamentos para a vida eterna. O desapego dos bens terrenos n\u00e3o exclui a prud\u00eancia em se ter alguma reserva monet\u00e1ria, visando necessidades futuras, evitando a mendicidade. Tudo fruto de um labor ininterrupto. Trata-se de desenvolver-se e apurar as energias do corpo e do espirito, mediante a a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua longe da inercia.\u00a0 \u00c9 que sem trabalho honesto a vida n\u00e3o passa de sonho v\u00e3o e in\u00fatil. O esp\u00edrito de quem \u00e9 indolente perde a lucidez e ele se lan\u00e7a a obter recursos por vias conden\u00e1veis como o feitor da par\u00e1bola narrada por Jesus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a par\u00e1bola do feitor infiel Jesus quis inculcar a seus seguidores a necessidade da fuga da servid\u00e3o ego\u00edsta ao dinheiro, aos bens materiais e a tudo que os impe\u00e7a de viver em plenitude sua voca\u00e7\u00e3o sublime de amar e servir a Deus e aos irm\u00e3os (Lc 16,1-13). 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