{"id":5356,"date":"2014-11-25T12:21:01","date_gmt":"2014-11-25T14:21:01","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/base-de-um-apostolado-esclarecido\/"},"modified":"2017-04-06T16:54:48","modified_gmt":"2017-04-06T19:54:48","slug":"base-de-um-apostolado-esclarecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/base-de-um-apostolado-esclarecido\/","title":{"rendered":"Base de um apostolado esclarecido"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o das comunidades nas quais florescem tantas pastorais, depende das pessoas que delas ativamente participam. De fato, a eclesiologia e antropologia est\u00e3o intimamente unidas. Donde a necessidade dos fundamentos cristol\u00f3gicos e pneumatol\u00f3gicos da f\u00e9 por parte de evangelizadores eficientes. Isto significa um conhecimento correto de Cristo e da a\u00e7\u00e3o do divino Esp\u00edrito Santo para que se possa testemunhar a verdade e n\u00e3o o modo de pensar individual. Deste modo se previnem as divis\u00f5es dentro dos diversos grupos e o crist\u00e3o se faz um aut\u00eantico ap\u00f3stolo e verdadeiro servidor do Evangelho. Desta maneira cada um evita enquadrar os outros em seus moldes mentais. Resulta uma admir\u00e1vel adapta\u00e7\u00e3o m\u00fatua numa troca ben\u00e9fica de experi\u00eancias que d\u00e3o frutos opimos.\u00a0 Eis a\u00ed a melhor t\u00e1tica para colocar uma barreira \u00e0 influ\u00eancia das tend\u00eancias prejudiciais das seitas. Estas apelam para a emotividade e n\u00e3o para uma religiosidade baseada na Cruz de Jesus. Pregam um Evangelho distorcido e usam da boa f\u00e9 das pessoas para. muitas vezes. enriquecer-se a custa de promessas de falsa prosperidade. A cruz de Cristo, por\u00e9m, deve levar sempre o fiel \u00e9 ao cumprimento dos deveres de cada dia, ciente de que seguir a Cristo exige o sacrif\u00edcio cotidiano em todas as a\u00e7\u00f5es numa submiss\u00e3o total \u00e0 vontade de Deus na alegria e na dor. Trata-se de uma vida indene de toda contamina\u00e7\u00e3o de um comodismo que conduz a um comportamento que foge do modo de ser daquele que padeceu e sofreu para a reden\u00e7\u00e3o da humanidade. Cristo quer seu disc\u00edpulo carregando sua pr\u00f3pria cruz de cada dia sem esmorecimento. A dele Ele j\u00e1 levou at\u00e9 o G\u00f3lgota. Esquecidos seus t\u00edtulos de gl\u00f3ria, obliteradas suas ins\u00edgnias de honra, a humilha\u00e7\u00e3o e o opr\u00f3brio feitos sua desditosa partilha, objeto de maldi\u00e7\u00e3o e de horror, Jesus\u00a0 realmente tomou a sua cruz. Esta sigilou a degrada\u00e7\u00e3o e o aviltamento humanos, mas se tornou moeda preciosa para o resgate do mundo. Caminhou, ent\u00e3o, heroicamente rumo ao Altar Propiciat\u00f3rio no qual, num torvelinho de amargura e dor, redimiria a humanidade. Que espet\u00e1culo dantesco! O descendente de tantos Reis e Patriarcas famosos, o homem dos milagres, o benfeitor do povo se dirigiu com uma cruz \u00e0s costas para o lugar de seu supl\u00edcio! Que quadro sinistro! O Filho do Eterno, o Unig\u00eanito de Deus, o Bem-amado do Pai, \u201cPont\u00edfice inocente, sem manchas, segregado dos pecadores\u201d (Hb 7,26), levando em seus pur\u00edssimos ombros um infame e infamante pat\u00edbulo! Eis a\u00ed a especificidade que deve caracterizar o batizado que n\u00e3o pode perder sua identidade, ou seja, de ser um seguidor dos passos de seu Salvador. O Ap\u00f3stolo Paulo foi claro: \u201cQuanto a mim, no entanto, que eu jamais venha a me orgulhar, a n\u00e3o ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por interm\u00e9dio da qual o mundo j\u00e1 foi crucificado para mim, e eu para o mundo\u201d (Gl 6,14). Eis por que ele insistiu tanto na linguagem da Cruz, a qual torna o crist\u00e3o competente para se opor a uma religiosidade superficial, inconsistente. A hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o de cada um depende da maneira como \u00e9 visto o Mestre crucificado no Calv\u00e1rio. Foi atrav\u00e9s de sua paix\u00e3o, morte e ressurei\u00e7\u00e3o que Jesus redimiu os homens. Ele tomou a condi\u00e7\u00e3o de escravo e se humilhou tra\u00e7ando este caminho de humildade para seu verdadeiro disc\u00edpulo. S\u00e3o Paulo entendeu isto perfeitamente e soube incarnar os valores crist\u00e3os feitos de fraqueza e submiss\u00e3o aos des\u00edgnios de Deus. Esta atitude longe de aniquilar o ser humano o eleva diante de Deus e o mesmo Ap\u00f3stolo p\u00f4de afirmar: \u201cDe fato, a palavra da cruz \u00e9 loucura para aqueles que se perdem, mas para n\u00f3s que estamos no caminho da salva\u00e7\u00e3o, \u00e9 for\u00e7a de Deus\u201d (1 Cor 1,18). Acrescentou: \u201cPor isso sinto prazer nas fraquezas, nas inj\u00farias, nas necessidades, nas persegui\u00e7\u00f5es, nas ang\u00fastias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco ent\u00e3o sou forte.\u201d (2 Cor 12,10). \u00c9 o paradoxo que decorre da doutrina e do exemplo de Cristo, o Mestre sofredor, mas triunfador sobre as for\u00e7as do mal, vencedor glorioso da morte. Donde a conclus\u00e3o de S\u00e3o Paulo: \u201cEu tudo posso naquele que \u00e9 a minha fortaleza\u201d (Fl 4,13). <\/p>\n<p>*Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A situa\u00e7\u00e3o das comunidades nas quais florescem tantas pastorais, depende das pessoas que delas ativamente participam. De fato, a eclesiologia e antropologia est\u00e3o intimamente unidas. Donde a necessidade dos fundamentos cristol\u00f3gicos e pneumatol\u00f3gicos da f\u00e9 por parte de evangelizadores eficientes. 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