{"id":53409,"date":"2019-09-09T09:47:04","date_gmt":"2019-09-09T12:47:04","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=53409"},"modified":"2019-09-09T09:47:04","modified_gmt":"2019-09-09T12:47:04","slug":"a-alegria-do-perdao-divino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-alegria-do-perdao-divino\/","title":{"rendered":"A alegria do perd\u00e3o divino"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o Lucas apresenta tr\u00eas par\u00e1bolas ditas da miseric\u00f3rdia divina (Lc 15,1-32). Elas, com efeito, exprimem o amor misericordioso de Deus que sai \u00e0 procura do pecador, o qual Ele pacientemente aguarda at\u00e9 uma total mudan\u00e7a de vida. O pensamento de Jesus era inteiramente diferente do modo como os fariseus consideravam os pecadores. Fulgem neste texto a alegria e um banquete festivo. O pastor e a dona de casa se rejubilam por encontrar o que haviam perdido e que ansiosamente buscavam. O j\u00fabilo foi t\u00e3o grande que o partilharam com amigos e vizinhos. O mesmo gaudio h\u00e1 entre os anjos no c\u00e9u quando surge um pecador arrependido. O pai do filho pr\u00f3digo organizou um festim, dado que ele, radiante de contentamento, desejou comemorar o retorno daquele que se tinha perdido e, depois, amargamente se arrependera de seus extravios. Jesus ensina que n\u00e3o devem ser abandonados os pecadores que se arrependem, mas cumpre acolh\u00ea-los e com eles se alegrar por encontrarem de novo a casa paterna. Eis por que o filho mais velho encarnava a mentalidade dos fariseus e repreendeu o pai por ter dado uma festa no retorno de seu irm\u00e3o. Na verdade ele n\u00e3o havia abandonado o pai, mas o considerava apenas como seu senhor. N\u00e3o sabia usufruir da felicidade daquele lar, tanto que o pai teve que lhe explicar que tudo que possu\u00eda era tamb\u00e9m dele. Ele, por\u00e9m, n\u00e3o tinha uma atitude filial para com seu pai. Cumpria ao filho mais velho rever sua atitude, mesmo porque com rela\u00e7\u00e3o ao seu irm\u00e3o que se arrependera o pai se mostrara n\u00e3o como juiz, mas como genitor amoroso. O filho mais velho estava fazendo um julgamento moral e n\u00e3o demonstrando sentimento fraterno com rela\u00e7\u00e3o a seu irm\u00e3o e amor filial para com seu progenitor. Porque todos somos filhos do mesmo Pai que est\u00e1 no c\u00e9u \u00e9 preciso n\u00e3o s\u00f3 se regozijar com a convers\u00e3o daqueles que erram e trabalhar para isto, como tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio saber gozar a felicidade de estar sempre unidos a este Pai amoroso. A li\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 clara como est\u00e1 registrado por S\u00e3o Joao: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o vos chamo servos, porque o servo n\u00e3o sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. N\u00e3o fostes v\u00f3s que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permane\u00e7a. Eu assim vos constitui, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando \u00e9 que vos ameis uns aos outros\u201d (Jo 15, 15-17), Era isto que o filho mais velho da par\u00e1bola precisava entender. Segundo o amor misericordioso do Pai todos somos iguais e precisamos sempre do perd\u00e3o e da miseric\u00f3rdia divina. Nunca, como o filho mais velho, algu\u00e9m deve se julgar melhor dos que os outros. Jesus quer que entremos num dinamismo de abertura e de confian\u00e7a na bondade infinita de Deus, donde uma alegria profunda que deve sempre unir a todos numa fraternidade que se torna apoio para os perseverantes e ocasi\u00e3o de convers\u00e3o para os extraviados. Cora\u00e7\u00e3o aberto aos outros e, como o Pai da par\u00e1bola, saber esperar o momento da convers\u00e3o dos que erram. Trata-se de uma fonte de generosidade que n\u00e3o cessa de inclinar cada um para o Deus de amor sempre pronto a perdoar. S\u00e3o Pedro Cris\u00f3logo falando do filho pr\u00f3digo mostrou que Ele perdera voluntariamente sua condi\u00e7\u00e3o de filho, abandonando o lar paterno, mas seu pai n\u00e3o perdera nunca sua miss\u00e3o de pai, O tempo todo ele esperava o momento de lhe dar um indulto cordial. Tanto isto \u00e9 verdade que o pai n\u00e3o entrou no m\u00e9rito dos motivos que levaram aquele filho rebelde a retornar. Deu simplesmente ordens para que este filho fosse homenageado. Era um retorno que tocava o cora\u00e7\u00e3o de seu pai. Eis porque ele o abra\u00e7ou e beijou com ternura por ser um filho que regressava. Em vez de juiz ele se mostra pai. Jesus quer que tenhamos de Deus a certeza de um amor gratuito pelo qual Ele, o Pai am\u00e1vel, nos ama. Ele n\u00e3o deseja uma abund\u00e2ncia de palavras, de profundas escusas, mas um simples gesto de regresso para a casa paterna. \u00a0Converter-se \u00e0 luz desta par\u00e1bola \u00e9 entrar na alegria do Pai e aceitar ser amado por Ele, apesar de todas as fraquezas\u00a0 humanas. Ele quer que saibamos sempre escolher a vida da gra\u00e7a e n\u00e3o a morte do pecado. O que Deus deseja dar a seus filhos, mais do que uma heran\u00e7a como pensava o filho mais velho da par\u00e1bola, \u00e9 oferecer a alegria de receber e partilhar com sinceridade seu amor infinito. \u00c9 neste amor gratuito e incondicional que o crist\u00e3o pode experimentar a verdadeira alegria que o levar\u00e1 a jamais se apartar do Deus que tanto nos ama.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Lucas apresenta tr\u00eas par\u00e1bolas ditas da miseric\u00f3rdia divina (Lc 15,1-32). Elas, com efeito, exprimem o amor misericordioso de Deus que sai \u00e0 procura do pecador, o qual Ele pacientemente aguarda at\u00e9 uma total mudan\u00e7a de vida. O pensamento de Jesus era inteiramente diferente do modo como os fariseus consideravam os pecadores. Fulgem neste texto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-53409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53409"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53410,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53409\/revisions\/53410"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}