{"id":53380,"date":"2019-09-09T08:42:50","date_gmt":"2019-09-09T11:42:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=53380"},"modified":"2019-09-09T08:42:50","modified_gmt":"2019-09-09T11:42:50","slug":"sejamos-misericordiosos-como-deus-e-misericordioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sejamos-misericordiosos-como-deus-e-misericordioso\/","title":{"rendered":"Sejamos misericordiosos como Deus \u00e9 misericordioso!"},"content":{"rendered":"<p>A liturgia do 24\u00ba. Domingo do Tempo Comum centra a nossa reflex\u00e3o na l\u00f3gica do amor de Deus. Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor. Tanto as duas leituras quanto as tr\u00eas par\u00e1bolas do Evangelho possuem uma palavra-chave: \u201cMiseric\u00f3rdia\u201d. Segundo S\u00e3o Lucas, Jesus veio procurar e recuperar o que estava perdido. Jesus contou essas tr\u00eas par\u00e1bolas, porque os escribas e fariseus murmuravam entre si: Ele acolhia os pecadores e tomava refei\u00e7\u00e3o com eles. Jesus n\u00e3o marginalizava ningu\u00e9m e jamais fazia acep\u00e7\u00e3o de pessoas. Essa maneira de agir \u00e9 a conduta de Deus Pai, que acolhe os perdidos, os marginalizados.<\/p>\n<p>A primeira leitura(Cf. Ex 32,7-11.13-14) apresenta-nos a atitude misericordiosa de Deus face \u00e0 infidelidade do Povo. Neste epis\u00f3dio &#8211; situado no Sinai, no espa\u00e7o geogr\u00e1fico da alian\u00e7a &#8211; Deus assume uma atitude que se vai repetir vezes sem conta ao longo da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o: deixa que o amor se sobreponha \u00e0 vontade de punir o pecador. O profeta Ezequiel j\u00e1 dizia: \u201cDeus n\u00e3o quer a morte do pecador, mas que se converta e viva\u201d(Cf. Ez 33,11).<\/p>\n<p>Na segunda leitura(Cf. 1Tm 1,12-17), S\u00e3o Paulo recorda algo que nunca deixou de o espantar: o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Esse amor derrama-se incondicionalmente sobre os pecadores, transforma-os e torna-os pessoas novas. Paulo \u00e9 um exemplo concreto dessa l\u00f3gica de Deus; por isso, n\u00e3o deixar\u00e1 de testemunhar o amor de Deus e de Lhe agradecer. S\u00e3o Paulo destaca que: \u201cCristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E sou o pior de todos. Por isso encontrei miseric\u00f3rdia, para que em mim, como o pior pecador, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu cora\u00e7\u00e3o\u201d(Cf. 1Tm 15-16). Sejamos misericordiosos como Deus \u00e9 misericordioso!<\/p>\n<p>O Evangelho(Cf. Lc 15,1-32) apresenta-nos o Deus que ama todos os homens e que, de forma especial, Se preocupa com os pecadores, com os exclu\u00eddos, com os marginalizados. A par\u00e1bola do &#8220;filho pr\u00f3digo&#8221;, em especial, apresenta Deus como um pai que espera ansiosamente o regresso do filho rebelde, que o abra\u00e7a quando o avista, que o faz reentrar em sua casa e que faz uma grande festa para celebrar o reencontro. Jesus \u00e9 a imagem e o espelho do rosto e do cora\u00e7\u00e3o amoroso e misericordioso de Deus. O livro da Sabedoria menciona: \u201cDeus se compadece de todos porque pode tudo, fecha os olhos aos pecados da pessoa pecadora para que se arrependa, perdoa-a e ama a todos os seres que ele pr\u00f3prio criou por amor, porque Deus \u00e9 amigo da vida\u201d(Cf. Sb 13,23ss). O que nos impressiona \u00e9 que Deus, sendo o Santo, se compadece e perdoa; n\u00f3s somos pecadores e somos intolerantes com aqueles que erram; somos, em verdade, mais rigorosos do que o pr\u00f3prio Deus! Se examinarmos nosso cora\u00e7\u00e3o, vamos constatar que nele h\u00e1 pouca miseric\u00f3rdia. Contamos com a miseric\u00f3rdia de Deus e exigimos miseric\u00f3rdia dos outros, mas n\u00f3s mesmos somos pouco ou nada misericordiosos. Temos muita dificuldade par perdoar e para aceitar quem pensa diferente da gente. E, pior, \u00e9 quando perseguimos aqueles que nos fazem sombra? Se algu\u00e9m nos faz uma sombra ou ofensa, ou nos humilha, ficamos magoados e ressentidos por semanas, meses e at\u00e9 anos, ou riscamos estas pessoas de nossa lista de afetos.<\/p>\n<p>O Senhor \u00e9 bom para com todos e, misericordioso para todas as suas criaturas (Sl 144,8s) \u00c9 por seu amor misericordioso que o Deus de Jesus move \u00e0 convers\u00e3o e ao reencontro com a vida plena. Assim a par\u00e1bola do Pai Misericordioso vai mostrar como Deus pai age diante do filho pecador. A situa\u00e7\u00e3o que relata \u00e9 absolutamente real e facilmente encontr\u00e1vel em qualquer fam\u00edlia humana. Um homem tinha dois filhos. Um pede a parte na heran\u00e7a e vai embora. Gasta os bens, passa fome e resolve pedir para voltar para que viva apenas como empregado de seu pai \u2013 ele sabe que errou muito e que, por ser um homem justo, seu pai n\u00e3o deixava os empregados passar fome; por isso, quer viver ali nem que seja como um deles, para n\u00e3o morrer de forme. O pai, contudo, vai al\u00e9m: n\u00e3o s\u00f3 o recebe como o aceita novamente e o coloca no lugar onde sempre esteve: o de seu filho. O outro filho \u2013 que permanecera fiel ao pai \u2013 cobra, sente inveja, sente raiva. E o pai o convida a participar daquela festa, porque seu irm\u00e3o havia sido recuperado e a fam\u00edlia estava novamente composta.<\/p>\n<p>Como \u00e9 o processo de convers\u00e3o? O processo de convers\u00e3o come\u00e7a com a tomada de consci\u00eancia: o filho mais novo sente-se perdido econ\u00f4mica e moralmente. A acolhida do pai e as medidas tomadas mostram n\u00e3o s\u00f3 o perd\u00e3o, mas tamb\u00e9m o restabelecimento da dignidade de filho. <em>\u00c9 necess\u00e1rio, filho, que te alegres: teu irm\u00e3o estava morto e reviveu, perdido e foi achado<\/em>. O filho mais velho \u00e9 justo e perseverante, mas \u00e9 incapaz de aceitar a volta do irm\u00e3o e o amor do pai que o acolheu. Recusa-se a participar da alegria. Esta \u00e9 a tua \u00e9 minha atitude quando tachados de corretos e justos n\u00e3o aceitamos no nosso meio todos os que arrependidos nos pedem desculpas e perd\u00e3o pelas falhas cometidas. Jesus nos faz apelo supremo para que assim como os doutores da Lei e os fariseus deveriam aceitar e partilhar da alegria de Deus pela volta dos pecadores assim tu, assim eu devemos nos alegrar com o arrependimento, a convers\u00e3o e o retorno \u00e0 dignidade da vida dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p>O pai \u00e9 o mesmo e age de forma id\u00eantica, lida ao encontro dos dois filhos.\u00a0 A diferen\u00e7a est\u00e1 t\u00e3o-somente na atitude dos irm\u00e3os.\u00a0 Um se reconhece pecador e muda de vida, o outro se julga justo e n\u00e3o se deixa transformar; pelo contr\u00e1rio, fecha-se \u00e0 imensa miseric\u00f3rdia do pai, escandalizando-se sem motivo e bloqueando-se na sua revolta. O Senhor nos revela que a din\u00e2mica do perd\u00e3o renova o \u00edntimo do ser humano e o torna capaz de alcan\u00e7ar a sua plena miseric\u00f3rdia! Sejamos misericordiosos. Julguemos pouco ou nada e acolhemos em plenitude a todos, sempre!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia do 24\u00ba. Domingo do Tempo Comum centra a nossa reflex\u00e3o na l\u00f3gica do amor de Deus. Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor. Tanto as duas leituras quanto as tr\u00eas par\u00e1bolas do Evangelho possuem uma palavra-chave: \u201cMiseric\u00f3rdia\u201d. 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