{"id":5332,"date":"2014-11-17T11:08:17","date_gmt":"2014-11-17T13:08:17","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cristo-reina-cristo-impera\/"},"modified":"2017-04-06T16:43:47","modified_gmt":"2017-04-06T19:43:47","slug":"cristo-reina-cristo-impera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cristo-reina-cristo-impera\/","title":{"rendered":"Cristo Reina, Cristo Impera"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As palavras que, no julgamento universal, Cristo, Rei do Universo, dir\u00e1 aos que lhe foram fi\u00e9is s\u00e3o, realmente, consoladoras: \u201cVinde benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos est\u00e1 preparado dede a cria\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (Jo 24,34). As caracter\u00edsticas desta fidelidade a esta soberania est\u00e3o bem caracterizadas no Pref\u00e1cio da Missa desta solenidade. Com efeito, o Reino de Cristo \u00e9 um reino de vida e de verdade, de gra\u00e7a e santidade, de justi\u00e7a, de amor e de paz. Eis a raz\u00e3o pela qual, embora na P\u00e1scoa, na Ascens\u00e3o e na Epifania se festeje a realeza do Filho de Deus, no final do Ano Lit\u00fargico todos s\u00e3o convidados a refletir sobre como tem se comportado dentro deste Reino. Trata-se de viver em estado de gra\u00e7a santificante que \u00e9 a vida da alma. Procurar sempre a verdade que \u00e9 a pr\u00e1tica cont\u00ednua dos mandamentos com o aux\u00edlio de todas as gra\u00e7as divinas que levam \u00e0 santidade existencial. Cultivar a justi\u00e7a que inclui dar sempre a Deus o que \u00e9 de Deus, reconhecendo os dons que ele deu a cada um e respeitando os outros em tudo. Ent\u00e3o se conhecer\u00e1 a paz em si e junto de si irradiando os influxos deste Rei que deseja a felicidade de todos os seus s\u00faditos. O Reino de Jesus \u00e9 aquele do amor que se oferece e se sacrifica pelo pr\u00f3ximo. Este poderoso soberano n\u00e3o se imp\u00f5e como os poderosos deste mundo. Manifesta uma dile\u00e7\u00e3o generosa, que apela para a liberdade de cada um. Ele jamais se imp\u00f5e. No Apocalipse, Cristo-Rei ressuscitado assim fala a cada um de seus seguidores: \u201cEis que estou \u00e0 porta e bato. Aquele que escuta a minha voz e abre a porta, eu entrarei e comeremos juntos, ele comigo e Eu com ele\u201c (Ap 3,20). Este Rei escolheu um caminho de simplicidade, de apelo ao cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 liberdade. Coroado de espinhos, no alto de uma cruz Ele desvendou a fecundidade de sua dile\u00e7\u00e3o. Este amor ser\u00e1 o crit\u00e9rio para o julgamento quando ele voltar no fim da Hist\u00f3ria. A visibilidade dos eleitos resplandecer\u00e1 n\u00e3o nos grandes feitos humanos, mas na medida em que cada um se fez tudo para todos, vendo no irm\u00e3o a figura de Cristo-Rei. Ser s\u00fadito deste Rei \u00e9 estar sempre no caminho do servi\u00e7o, da dedica\u00e7\u00e3o gratuita, do perd\u00e3o, da reconcilia\u00e7\u00e3o, da esmola inteligente e oportuna. Consiste isto na imita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de Jesus que p\u00f4de afirmar: \u201cEu vim para servir e n\u00e3o para ser servido\u201d. Este servidor hoje \u00e9 aclamado como Rei. Ele est\u00e1 a convidar a todos a assumir sua responsabilidade na dedica\u00e7\u00e3o aos outros a come\u00e7ar pelo cumprimento exato de dever de cada dia, pois estamos sempre trabalhando para algu\u00e9m.\u00a0 Muitos, por\u00e9m, se esquecem de que o pr\u00f3ximo mais pr\u00f3ximo \u00e9 o que habita junto dele sob o mesmo teto. Quantos pais e m\u00e3es a se queixarem das indelicadezas e desprezos dos filhos e vice-versa! Quantos vivem em p\u00e9 de guerra sufocados pela prepot\u00eancia daqueles que os deveria amar! \u00c9 nisto que se deve refletir neste dia de Cristo-Rei. Ele que \u00e9 o alfa e o \u00f4mega, o Senhor do Universo, deste Bel\u00e9m ao G\u00f3lgota preferiu sempre a humildade e demonstrou a todos uma caridade sem limites. O Reino de Jesus se expande quando se lan\u00e7am as sementes do afeto, da fraternidade, da solidariedade vivida por todos e em todas as circunst\u00e2ncias. Ent\u00e3o fica a indaga\u00e7\u00e3o: \u201cComo tem sido verdadeiramente o reinado de Cristo em minha vida\u201d? No Evangelho de hoje Ele mostra como est\u00e1 presente no mundo, ou seja, na pessoa de cada um a nosso lado. Os ego\u00edstas, os orgulhosos, aqueles que ofendem os outros e n\u00e3o os perdoa n\u00e3o pertencem ao seu Reino. Cristo-Rei convida a todos a abrir as portas do cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta, por\u00e9m n\u00e3o fazer mal a ningu\u00e9m, pois \u00e9 preciso tamb\u00e9m fazer o bem a todos e a toda hora. Para o verdadeiro seguidor de Cristo-Rei a solidariedade n\u00e3o \u00e9 facultativa, mas \u00e9 essencial para se estar com Ele por toda a eternidade no seu Reino do C\u00e9u. Quem pretendesse am\u00e1-lo sem amar os irm\u00e3os seria um mentiroso. Uma f\u00e9 sem as obras de caridade \u00e9 uma f\u00e9 morta, como bem escreveu S\u00e3o Tiago na sua Carta. As mais diversas pastorais t\u00e3o numerosas em todas as comunidades oferecem oportunidade a todos para exercerem esta ajuda n\u00e3o de uma maneira simplesmente assistencialista, mas, sobretudo, tirando os necessitados de sua condi\u00e7\u00e3o na qual impera o sofrimento, como bem a descreveu o Mestre divino no Evangelho de hoje. Cristo vive, Cristo impera, porque a maioria de seus s\u00faditos lhe \u00e9 fiel. Perten\u00e7amos sempre a este ex\u00e9rcito de Cristo-Rei e estaremos construindo um mundo melhor.<\/p>\n<p> <strong>* Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras que, no julgamento universal, Cristo, Rei do Universo, dir\u00e1 aos que lhe foram fi\u00e9is s\u00e3o, realmente, consoladoras: \u201cVinde benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos est\u00e1 preparado dede a cria\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (Jo 24,34). As caracter\u00edsticas desta fidelidade a esta soberania est\u00e3o bem caracterizadas no Pref\u00e1cio da Missa desta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-5332","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10198,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5332\/revisions\/10198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}