{"id":53003,"date":"2019-08-30T11:03:15","date_gmt":"2019-08-30T14:03:15","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=53003"},"modified":"2019-08-30T11:03:15","modified_gmt":"2019-08-30T14:03:15","slug":"enfermeira-adota-idosa-com-cancer-abandonada-pela-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/enfermeira-adota-idosa-com-cancer-abandonada-pela-familia\/","title":{"rendered":"Enfermeira adota idosa com c\u00e2ncer abandonada pela fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\">Uma trajet\u00f3ria de descaso e sofrimento caminha rumo \u00e0 dignidade: &#8220;Meu cora\u00e7\u00e3o se partiu quando ouvi isso dela&#8221;<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\"><strong>Maria Ver\u00f4nica Grossi<\/strong>, de 34 anos, \u00e9 m\u00e3e de <strong>Maria Martins Ferreira<\/strong>, de 59.A Maria jovem e enfermeira conheceu a Maria experiente e enferma durante uma visita \u00e0 zona rural do munic\u00edpio mineiro de Carangola, a 350 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, para prestar atendimento domiciliar. A empatia foi imediata:<\/p>\n<div class=\"unruly_in_article_placement\" data-unruly-ad-type=\"horizontal\">\n<div class=\"unruly_ia_furniture\">\n<div class=\"unruly_ia_disclosure\">\n<div class=\"unruly_ia_disclosure_text\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><em>\u201cLogo me encantei por ela, porque era bastante comunicativa e querida\u201d.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 a filha de Maria Martins Ferreira n\u00e3o demonstrava a mesma receptividade. A enfermeira Maria Ver\u00f4nica, ou simplesmente Ver\u00f4nica, tal como prefere ser chamada, relata:<\/p>\n<p><em>\u201cEla e o marido n\u00e3o faziam quest\u00e3o das minhas visitas, mas mesmo assim continuei indo. Ainda mais depois que percebi que a Maria tinha problemas de sa\u00fade e n\u00e3o estava se tratando\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A pele de Maria estava com aspecto escamoso e ela quase n\u00e3o tinha mais cabelo. Ver\u00f4nica precisou de anos de insist\u00eancia para que Maria fizesse acompanhamento m\u00e9dico, precisando, nesse meio-tempo, lidar tamb\u00e9m com a resist\u00eancia da filha dela.<\/p>\n<div id=\"aleteia-welcome\" data-google-query-id=\"CPbcrrfgquQCFVRmwQodaZ0Ksw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"3\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>Seis anos atr\u00e1s, um presente de Deus: Maria se mudou para mais perto de Ver\u00f4nica; dois anos atr\u00e1s, um presente maior ainda: elas se tornaram vizinhas de rua.<\/p>\n<p>Essa proximidade foi providencial para que Ver\u00f4nica descobrisse que, al\u00e9m de negligenciarem a sa\u00fade da idosa, seus familiares tamb\u00e9m a agrediam f\u00edsica e verbalmente. Numa ocasi\u00e3o em que passou dias sem not\u00edcias da amiga, Ver\u00f4nica e sua m\u00e3e entraram na casa em que ela morava e a encontraram ca\u00edda ao lado da cama, com press\u00e3o alta e grave desnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"nativo-inread\"><\/div>\n<p><em>\u201cEla estava suja e debilitada. Pensei at\u00e9 que estivesse morta quando a vi. Mas chegamos a tempo e a levamos ao hospital\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Maria estava com c\u00e2ncer no t\u00f3rax, entre o pulm\u00e3o e o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua filha n\u00e3o fez quest\u00e3o de saber como estava a m\u00e3e naqueles dias. Se por um lado isso a deixou desolada, por outro Ver\u00f4nica soube com clareza que precisava proteger Maria. Pediu que a paciente ficasse sob seus cuidados e obteve da filha dela uma procura\u00e7\u00e3o que autorizava a enfermeira a se tornar a respons\u00e1vel pela idosa.<\/p>\n<p><em>\u201cEla sofria muito em casa e ainda assim amava demais a filha e o genro. \u00c9 a m\u00e3e que todos querem ter\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Foi quando Ver\u00f4nica, m\u00e3e do adolescente Jhonata, de 14 anos, se tornou tamb\u00e9m a m\u00e3e de Maria, de 59.<\/p>\n<p><em>\u201cEla \u00e9 a minha menina!\u201d<\/em><\/p>\n<p>Maria vive com Ver\u00f4nica e Jhonata desde dezembro de 2018 e faz exames a cada tr\u00eas meses. A idosa precisa de uma cirurgia no peito, mas o oncologista acha que ela ainda n\u00e3o est\u00e1 pronta.<\/p>\n<p>Para Jhonata, Maria \u00e9 uma irm\u00e3 vov\u00f3.<\/p>\n<p><em>\u201cEle at\u00e9 brinca que, das tr\u00eas av\u00f3s que tem, a Maria \u00e9 a melhor\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Dona Maria n\u00e3o tem mais contato com a filha.<\/p>\n<p><em>\u201cMas ela j\u00e1 me pediu fotos da fam\u00edlia para ter de recorda\u00e7\u00e3o. Meu cora\u00e7\u00e3o se partiu quando ouvi isso dela\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Para que Maria seja oficialmente declarada filha de Ver\u00f4nica, uma advogada se ofereceu para ajudar as duas. Correm na Justi\u00e7a dois processos: um de interdi\u00e7\u00e3o e outro de ado\u00e7\u00e3o ajuizada.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 o segundo caso do tipo no Brasil, ap\u00f3s o ocorrido em 2016 em Araraquara e registrado por <em>Aleteia<\/em> neste artigo:<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma trajet\u00f3ria de descaso e sofrimento caminha rumo \u00e0 dignidade: &#8220;Meu cora\u00e7\u00e3o se partiu quando ouvi isso dela&#8221; Maria Ver\u00f4nica Grossi, de 34 anos, \u00e9 m\u00e3e de Maria Martins Ferreira, de 59.A Maria jovem e enfermeira conheceu a Maria experiente e enferma durante uma visita \u00e0 zona rural do munic\u00edpio mineiro de Carangola, a 350 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":53004,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-53003","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53003"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53005,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53003\/revisions\/53005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53004"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}