{"id":52782,"date":"2019-08-26T09:19:14","date_gmt":"2019-08-26T12:19:14","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=52782"},"modified":"2019-08-26T09:19:14","modified_gmt":"2019-08-26T12:19:14","slug":"apologo-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/apologo-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3logo da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>Vivemos dias esfuma\u00e7ados e nublados. N\u00e3o vamos discutir quem botou fogo em Roma, mas quem vergou o b\u00edblico cedro do L\u00edbano, sim. J\u00e1 nos tempos do poderoso Nabucodonosor discutia-se o dom\u00ednio de seu reino como uma ramagem vistosa e luxuriante a estender-se sobre todas as demais na\u00e7\u00f5es, qual gigantesco cedro dominando sobre as demais \u00e1rvores. Ent\u00e3o um pequenino profeta, Ezequiel, formulou e proclamou o famoso ap\u00f3logo sobre o cedro, a partir de uma pergunta: \u201cA quem te assemelhas, em tua grandeza?\u201d. Est\u00e1 l\u00e1, para voc\u00ea conferir: Ezequiel 31, 1-18.<\/p>\n<p>A analogia com nossa gigante Amaz\u00f4nia n\u00e3o se estende somente \u00e0 sua grandeza territorial, mas tamb\u00e9m e principalmente ao seu valor global. O que seria do nosso planeta sem seu pulm\u00e3o verde? \u201cEis que o Brasil, com sua gigantesca floresta, de magn\u00edficas ramagens, cujas \u00e1guas fizeram-na crescer, dominando sobre todas as \u00e1rvores, dando cria a todos os animais, descanso a toda esp\u00e9cie de gente, bela por sua grandeza, nenhum pa\u00eds do jardim de Deus rivaliza com ele\u201d, diria eu adaptando parte desse ap\u00f3logo b\u00edblico.<\/p>\n<p>O que, no entanto, altera nossa soberania? A consci\u00eancia da grandeza ou o medo de n\u00e3o a dominar? A realidade das queimadas ou a impot\u00eancia dos nossos descuidos? A ambi\u00e7\u00e3o da posse ou a gan\u00e2ncia do poder? Como vemos, s\u00e3o muitas as raz\u00f5es para nos preocuparmos com a preciosidade que temos e a responsabilidade de bem geri-la aos olhos do mundo. Sobre o cedro da Ass\u00edria o profeta j\u00e1 dizia: \u201cEntreguei-o nas m\u00e3os de um poderoso das na\u00e7\u00f5es, que o tratar\u00e1 como merece a sua malignidade e o destruir\u00e1\u201d (31,11).<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de simples ger\u00eancia patrimonial de um bem que nos foi confiado. Sua abrang\u00eancia sobre os demais seres vivos \u00e9 bem maior que o pobre cedro abatido, cujos galhos \u201cjuncam todas as torrentes da terra; todas as gentes da terra deixaram a sua sombra e o abandonaram\u201d (31,12), denunciava Ezequiel ao prever a queda do Fara\u00f3 de plant\u00e3o naquela \u00e9poca. N\u00e3o \u00e9 o nosso caso, mas poderia ser, pois muitos pseudo-fara\u00f3s testam suas vozes de comando. Muitos dos nossos poderosos est\u00e3o com a barba de molho. Os embates verbais, acusa\u00e7\u00f5es e desculpas, declara\u00e7\u00f5es conspirat\u00f3rias e embargos comerciais, est\u00e3o a\u00ed, a nos provar o qu\u00e3o precioso \u00e9 o ar que respiramos de gra\u00e7a e que pode nos custar desgra\u00e7as&#8230;<\/p>\n<p>Diria o profeta: \u201cTudo isso, a fim de que nenhuma \u00e1rvore que cresce \u00e0 borda das \u00e1guas tire o orgulho de sua altura, e n\u00e3o eleve o cimo at\u00e9 \u00e0s nuvens, \u00e9 que nenhuma \u00e1rvore bem regada pelas \u00e1guas confie em sua estatura\u201d (31-14). Prud\u00eancia e cautela o mundo nos pede. Nada de entreveros da soberba sobre posses ou dom\u00ednios meramente territoriais. Somos soberanos, uma na\u00e7\u00e3o livre, preciosa aos olhos do mundo, mas sobretudo, uma na\u00e7\u00e3o temente a Deus e consciente de suas fraquezas, especialmente na triste pol\u00edtica daqueles que pensam nos governar. Quem nos governa \u00e9 o Senhor, com sua justi\u00e7a e miseric\u00f3rdia. No dia em que destruirmos nossa natureza, tamb\u00e9m destruiremos nossa alegria de viver ou, talvez, a pr\u00f3pria vida. Como vemos, o fogo destruidor, intencional ou n\u00e3o, queima n\u00e3o s\u00f3 uma floresta, mas igualmente toda e qualquer aspira\u00e7\u00e3o de poder e gl\u00f3ria longe dos dom\u00ednios da f\u00e9.<\/p>\n<p>Porque no dia em que nossa neglig\u00eancia com a obra de Deus for maior que ela pr\u00f3pria, estaremos apartados de sua gra\u00e7a e beleza. Seremos destru\u00eddos com o mesmo fogo, aquele que arde eternamente. Nesse dia, Deus ordenar\u00e1 o grande luto, como j\u00e1 o fez no passado. \u201cPor causa dele fechei o abismo (das \u00e1guas), parei os regatos e as grandes \u00e1guas foram imobilizadas&#8230;, por causa dele todas as \u00e1rvores do campo murcharam e secaram&#8230; abalei as na\u00e7\u00f5es, quando o precipitei na regi\u00e3o dos mortos, com aqueles que descem \u00e0 fossa\u201d (Ez 31, 15-16). Brasil, salve tua pele, ops, tua mata!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos dias esfuma\u00e7ados e nublados. N\u00e3o vamos discutir quem botou fogo em Roma, mas quem vergou o b\u00edblico cedro do L\u00edbano, sim. J\u00e1 nos tempos do poderoso Nabucodonosor discutia-se o dom\u00ednio de seu reino como uma ramagem vistosa e luxuriante a estender-se sobre todas as demais na\u00e7\u00f5es, qual gigantesco cedro dominando sobre as demais \u00e1rvores. 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