{"id":52430,"date":"2019-08-15T16:42:26","date_gmt":"2019-08-15T19:42:26","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=52430"},"modified":"2019-08-15T16:42:26","modified_gmt":"2019-08-15T19:42:26","slug":"sacerdote-de-quase-100-anos-conta-como-conheceu-sao-maximiliano-kolbe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sacerdote-de-quase-100-anos-conta-como-conheceu-sao-maximiliano-kolbe\/","title":{"rendered":"Sacerdote de quase 100 anos conta como conheceu S\u00e3o Maximiliano Kolbe"},"content":{"rendered":"<p>Um sacerdote franciscano polon\u00eas, que completar\u00e1 cem anos em 7 de setembro, contou recentemente como conheceu S\u00e3o Maximiliano Kolbe, o qual deu sua vida para salvar outra pessoa no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz e cuja festa foi celebrada na quarta-feira, 14 de agosto.<\/p>\n<p>O nome do presb\u00edtero \u00e9 Lucjan Krolikowski. Ele nasceu em 1919, um ano ap\u00f3s a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal de S\u00e3o Maximiliano Kolbe e um ano antes do nascimento do Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, o qual tamb\u00e9m conheceu em vida.<\/p>\n<p>Estudou no mesmo semin\u00e1rio que S\u00e3o Maximiliano Kolbe na Pol\u00f4nia, mas teve que adiar seu caminho para o sacerd\u00f3cio quando a Segunda Guerra Mundial estourou. Foi preso pelos sovi\u00e9ticos na \u00e9poca em que S\u00e3o Maximiliano foi capturado pelos nazistas.<\/p>\n<p>&#8220;Passei tr\u00eas anos com ele antes de ser preso pelos comunistas do leste e ser enviado para um campo de concentra\u00e7\u00e3o na Sib\u00e9ria&#8221;, recordou Pe. Lucjan em entrevista a <a href=\"http:\/\/www.ncregister.com\/daily-news\/meet-the-almost-100-year-old-priest-who-knew-st.-maximilian-kolbe\">\u2018National Catholic Register\u2019<\/a>.<\/p>\n<p>Por tr\u00eas anos estudou para ser mission\u00e1rio junto com outros 700 frades e 130 seminaristas no semin\u00e1rio menor de Niepokalanow (em polon\u00eas &#8220;Cidade da Imaculada&#8221;), localizado perto de Vars\u00f3via (Pol\u00f4nia).<\/p>\n<p>Lucjan fez seus primeiros votos tempor\u00e1rios apenas tr\u00eas dias antes do in\u00edcio da guerra na Pol\u00f4nia e 10 dias antes de seu 20\u00ba anivers\u00e1rio. Maximiliano Kolbe esteve presente naquele dia.<\/p>\n<p>Quando o jovem seminarista Lucjan foi preso, sem motivo para a sua deten\u00e7\u00e3o, foi enviado para um campo de concentra\u00e7\u00e3o de trabalho aos p\u00e9s do Himalaia.<\/p>\n<div class=\"ad_inline\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1472661422739-0\" data-google-query-id=\"CJKom5POheQCFYRlwQodRjMAiw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/4493921\/ACI_D_Article_1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Quando Hitler invadiu a R\u00fassia, a R\u00fassia ficou com tanto medo que libertou aqueles que poderiam servir no ex\u00e9rcito&#8221;, lembrou Pe. Lucjan.<\/p>\n<p>Como seus votos tempor\u00e1rios tinham expirado \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o estava isento do servi\u00e7o militar \u2013Pe. Lucjan contou que foi enviado do campo &#8220;para a escola militar de artilharia, muito perto da fronteira com a China, muito longe da frente&#8221;. L\u00e1, serviu no ex\u00e9rcito polon\u00eas at\u00e9 que, algum tempo depois, foi enviado para a P\u00e9rsia e Iraque, onde curiosamente conseguiu regressar ao semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Quando chegamos perto de Bagd\u00e1, pedi para estar no semin\u00e1rio, o semin\u00e1rio franciscano&#8221;, recordou. Naquela \u00e9poca, o presb\u00edtero conta que precisavam de sacerdotes para o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o da Pol\u00f4nia, o qual procurava homens que j\u00e1 tivessem alguns de seus estudos conclu\u00eddos.<\/p>\n<p>\u201cFui retirado do ex\u00e9rcito e me enviaram para Beirute, no L\u00edbano. Fiquei quatro anos em Beirute e fui educado pelos jesu\u00edtas franceses. Fui ordenado em Beirute como frade franciscano conventual&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Sobre Maximiliano Kolbe, o sacerdote contou que o futuro santo &#8220;amava a pobreza&#8221; e que &#8220;era humilde, muito humilde e um bom organizador&#8221;. Um exemplo disso foi que S\u00e3o Maximiliano construiu o mosteiro Niepokalanow na Pol\u00f4nia e depois outro mosteiro como este no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de sua ordena\u00e7\u00e3o em 1946, Pe. Lucjan foi nomeado capel\u00e3o de um enorme hospital militar na \u00c1frica Oriental, que tamb\u00e9m abrigava \u00f3rf\u00e3os de guerra poloneses.<\/p>\n<p>\u201cFui enviado para l\u00e1 e fiquei alguns anos aos p\u00e9s do Kilimanjaro (uma montanha localizada no nordeste da Tanz\u00e2nia). Os comunistas poloneses os perseguiram, n\u00e3o tinham controle sobre os campos e insistiram que as crian\u00e7as fossem enviadas para a Pol\u00f4nia, mas n\u00f3s recusamos. Todo o campo se recusou a ter contato com os comunistas porque fomos presos por eles no come\u00e7o da guerra\u201d, disse.<\/p>\n<p>O padre, junto com dois homens e uma mulher que o ajudavam, e suas quase 160 crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s, tiveram que fugir dos comunistas porque os campos de refugiados estavam sendo fechados em 1949. Depois de uma longa travessia que os levou pela It\u00e1lia e Alemanha, eles finalmente chegaram a Montreal, no Canad\u00e1, onde receberam a ajuda do Arcebispo Joseph Charbonneau.<\/p>\n<p>\u201cA popula\u00e7\u00e3o e a hierarquia francesas cuidaram deles. Tivemos benfeitores que nos deram roupas, um m\u00e9dico que fez exames sem nenhum custo. O Cardeal Paul-\u00c9mile L\u00e9ger, de Montreal, foi nosso protetor\u201d, revelou.<\/p>\n<p>Pe. Lucjan conta que em 1975 os \u00f3rf\u00e3os foram visitados pelo Cardeal Karol Wojtyla (o futuro Papa Jo\u00e3o Paulo II), que os encorajou. Ele tamb\u00e9m detalha que viu o santo polon\u00eas em outras ocasi\u00f5es, como testemunha uma foto de 1972. E, em 1978, encontrou-se em audi\u00eancia privada com o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p>Depois que as crian\u00e7as se estabeleceram no Canad\u00e1, foi nomeado p\u00e1roco da igreja de Nossa Senhora de Czestochowa, em Montreal. Em 1966, mudou-se para Athol Springs, Nova York, para trabalhar no Father Justin Rosary Hour, o mais antigo programa de r\u00e1dio cat\u00f3lico em l\u00edngua polonesa.<\/p>\n<p>O presb\u00edtero trabalhou 34 anos escrevendo as transmiss\u00f5es e preparando a maioria dos discursos do programa que era transmitido para os poloneses em todo o Canad\u00e1 e Estados Unidos, incluindo refugiados poloneses ap\u00f3s os anos de guerra.<\/p>\n<p>Pe. Lucjan continuou seu minist\u00e9rio ativo na Bas\u00edlica de Santo Estanislau, em Chicopee, Massachusetts, onde, at\u00e9 os 90 anos, celebrava Missa, pregava e atendia confiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Atualmente, o sacerdote aguarda a celebra\u00e7\u00e3o dos seus 100 anos na Bas\u00edlica de Santo Estanislau, em 7 de setembro. Ainda concelebra a Missa e mant\u00e9m contato com os \u00f3rf\u00e3os que ainda est\u00e3o vivos.<\/p>\n<p>Quando perguntado sobre como ele se sentia por ter conhecido dois santos, disse: \u201cSou obrigado! Obrigado a ser bom como eles agora!\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um sacerdote franciscano polon\u00eas, que completar\u00e1 cem anos em 7 de setembro, contou recentemente como conheceu S\u00e3o Maximiliano Kolbe, o qual deu sua vida para salvar outra pessoa no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz e cuja festa foi celebrada na quarta-feira, 14 de agosto. O nome do presb\u00edtero \u00e9 Lucjan Krolikowski. 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