{"id":52350,"date":"2019-08-14T10:09:31","date_gmt":"2019-08-14T13:09:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=52350"},"modified":"2019-08-14T10:09:31","modified_gmt":"2019-08-14T13:09:31","slug":"ebola-descobertos-novos-remedios-eficazes-em-90-dos-casos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ebola-descobertos-novos-remedios-eficazes-em-90-dos-casos\/","title":{"rendered":"Ebola, descobertos novos rem\u00e9dios eficazes em 90% dos casos"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Os dois tratamentos foram testados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade e pelo Instituto Nacional de Alergias e Doen\u00e7as Infecciosas dos Estados Unidos. Trata-se de um \u00eaxito que pode ser decisivo para deter a epidemia. &#8220;Especialmente em pa\u00edses como o Congo, onde, tamb\u00e9m por causa da heran\u00e7a cultural, \u00e9 dif\u00edcil tratar os doentes&#8221;, como assinala o virologista Fabrizio Pergliasco.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Luisa Urbani, Silvonei Jos\u00e9 &#8211; Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um longo caminho a percorrer, mas foi dado um grande passo avante. O v\u00edrus Ebola pode ser derrotado mais facilmente gra\u00e7as a dois novos tratamentos que foram testados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) e pelo Instituto Nacional de Alergias e Doen\u00e7as Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID). Trata-se de um conjunto de anticorpos que, uma vez injetados no sangue dos doentes, destroem o v\u00edrus e reduzem os sintomas da doen\u00e7a, aumentando assim a capacidade de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<h2>A import\u00e2ncia da descoberta<\/h2>\n<p>&#8220;Uma descoberta de grande import\u00e2ncia \u00e0 qual se chegou gra\u00e7as a anos de estudos realizados tamb\u00e9m sobre o territ\u00f3rio por colegas que demonstraram grande capacidade t\u00e9cnica&#8221;, disse o virologista Fabrizio Pergliasco, deixando claro que &#8220;esses estudos est\u00e3o em fase de testes e, portanto, de resultados provis\u00f3rios que ainda n\u00e3o nos permitem declarar que o Ebola n\u00e3o \u00e9 mais uma emerg\u00eancia internacional. O Ebola continua a ser uma doen\u00e7a muito grave, com uma elevada taxa de mortalidade, que est\u00e1 se alastrando em vastas camadas da popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2>Mortalidade reduzida a 6%<\/h2>\n<p>&#8220;At\u00e9 hoje, n\u00e3o havia uma terapia adequada. Os \u00fanicos tratamentos poss\u00edveis eram de reidrata\u00e7\u00e3o e de redu\u00e7\u00e3o da febre. Havia tamb\u00e9m uma vacina dispon\u00edvel, mas a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o preventiva que deve ser e \u00e9 complementar \u00e0 batalha travada para reduzir a difus\u00e3o&#8221;, explica o especialista, ressaltando que a import\u00e2ncia da descoberta est\u00e1 &#8220;na efic\u00e1cia desses dois anticorpos monoclonais que atuam &#8211; e parece que com excelentes resultados &#8211; reduzindo o n\u00famero de mortes&#8221;. Gra\u00e7as a estes novos tratamentos, a taxa de mortalidade, que atualmente varia entre 30% e 80%, diminuiria para 5-6%.<\/p>\n<h2>A dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o no Congo<\/h2>\n<p>Entre as na\u00e7\u00f5es mais afetadas pelo v\u00edrus est\u00e1 a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, onde, no ano passado, o v\u00edrus matou cerca de 2.000 pessoas. &#8220;No Congo &#8211; explica o virologista, professor da Universidade de Mil\u00e3o &#8211; \u00e9 muito dif\u00edcil combater a doen\u00e7a, sobretudo devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es culturais e socioecon\u00f4micas do pa\u00eds. A popula\u00e7\u00e3o local tem pouca confian\u00e7a nos tratamentos e no pessoal m\u00e9dico\u201d. De fato, houve ataques contra estruturas de sa\u00fade e m\u00e9dicos por parte dos habitantes. &#8220;Nestas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 dif\u00edcil trabalhar e atuar interven\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o. Agora, com as taxas de recupera\u00e7\u00e3o mais elevadas, \u00e9 prov\u00e1vel que tamb\u00e9m seja mais f\u00e1cil persuadir as pessoas a procurarem tratamento, reduzindo assim a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. E \u00e9 tamb\u00e9m por esta raz\u00e3o que, como declara Pergliasco, &#8220;a empresa que produz os novos medicamentos decidiu distribu\u00ed-los gratuitamente em todo o pa\u00eds&#8221;. Uma escolha \u00e9tica porque, mesmo com base em dados incompletos, permite que muitas pessoas sejam tratadas&#8221;.<\/p>\n<h2>Os pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n<p>E enquanto o medicamento ser\u00e1 distribu\u00eddo gratuitamente no Congo, ao mesmo tempo a investiga\u00e7\u00e3o prosseguir\u00e1 porque, explica o virologista, &#8220;em todos os estudos para registro e distribui\u00e7\u00e3o em grande escala de medicamentos deve ser feita uma an\u00e1lise mais aprofundada sobre a oportunidade e efic\u00e1cia do tratamento e, especialmente, sobre poss\u00edveis eventos adversos, que se evidenciam somente aumentando o n\u00famero de pacientes submetidos ao tratamento&#8221;. De fato, neste momento, o tratamento s\u00f3 foi testado em cerca de 700 pessoas. N\u00e3o \u00e9 um n\u00famero muito elevado, mas permite-nos reacender a esperan\u00e7a para milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dois tratamentos foram testados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade e pelo Instituto Nacional de Alergias e Doen\u00e7as Infecciosas dos Estados Unidos. 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