{"id":52154,"date":"2019-08-08T10:15:15","date_gmt":"2019-08-08T13:15:15","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=52154"},"modified":"2019-08-08T11:24:23","modified_gmt":"2019-08-08T14:24:23","slug":"madagascar-espera-o-papa-missionarios-ao-lado-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/madagascar-espera-o-papa-missionarios-ao-lado-dos-pobres\/","title":{"rendered":"Madagascar espera o Papa: mission\u00e1rios ao lado dos pobres"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Falta um m\u00eas para a visita do Papa a Madagascar, um dos pa\u00edses mais pobres do mundo. Madagascar conta com a presen\u00e7a de numerosos religiosos comprometidos em v\u00e1rias obras assistenciais. Tr\u00eas irm\u00e3s mission\u00e1rias do Movimento Contemplativo Charles De Foucauld d\u00e3o seu depoimento sobre este maravilhoso pa\u00eds<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>Durante um encontro do Movimento Contemplativo Mission\u00e1rio Charles De Foucauld na It\u00e1lia, encontramos tr\u00eas religiosas que conhecem bem Madagascar. <b>Irm\u00e3 L\u00facia<\/b>,\u00a0<b>Irm\u00e3 Lalla\u00a0<\/b>e <b>Irm\u00e3 Rinalda<\/b>. Irm\u00e3 L\u00facia festeja nestes dias 60 anos de vida na Comunidade e fica com os olhos brilhando quando recorda os 25 anos passados em Madagascar.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-52154-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/08\/08\/15\/135167326_F135167326.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/08\/08\/15\/135167326_F135167326.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/08\/08\/15\/135167326_F135167326.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2><b>Um povo acolhedor e generoso que espera o Papa<\/b><\/h2>\n<p>\u201cSei que j\u00e1 est\u00e3o se preparando para receber o Papa, certamente ser\u00e1 uma festa maravilhosa\u201d, conta. \u201cO povo malgaxe \u00e9 muito acolhedor de alma caridosa. Recordo quando eu trabalhava no refeit\u00f3rio das crian\u00e7as, elas eram muito apegadas a mim, de um modo especial. Abra\u00e7avam-me nas pernas e apertavam forte. Deram-me muito, sinto ter recebido muito mais do que dei. Tenho tantas saudades que gostaria de estar l\u00e1 no meio deles quando o Papa chegar\u201d.<\/p>\n<h2><b>Partilha na pobreza<\/b><\/h2>\n<p><b>Irm\u00e3 Lalla<\/b> \u00e9 uma jovem consagrada malgaxe, orgulhosa do seu pa\u00eds. Faz parte do pequeno n\u00famero de Irm\u00e3s do Movimento que em Madagascar continua a obra ao lado das mission\u00e1rias italianas: \u201cEm virtude da sua pobreza este povo tem em si, no seu DNA, o nosso carisma: partilha na pobreza\u201d. Fala das suas origens, veio de uma fam\u00edlia pobre e conta que gosta muito de continuar a viver uma vida simples na comunidade: \u201cDesejo que o Papa leve muita esperan\u00e7a para meu povo, tanto na vida di\u00e1ria quanto no compromisso eclesial. Principalmente os jovens \u2013 e a nossa Igreja em Madagascar \u00e9 formada por muitos jovens \u2013 que precisam de uma fortaleza que vem somente de Deus\u201d.<\/p>\n<h2><b>Uma vida pelos pobres, encarcerados e leprosos<\/b><\/h2>\n<p>A miss\u00e3o em Madagascar nasceu em Anatihazo, um dos bairros mais pobres da capital. Eram os anos p\u00f3s-col\u00f4nia francesa. Entre os favelados, sem servi\u00e7os essenciais, com muitas crian\u00e7as que n\u00e3o frequentavam a escola. Ali nasceu uma pequena escola com refeit\u00f3rio, foi o in\u00edcio. A miss\u00e3o chegou at\u00e9 uma ilhota no Canal de Mo\u00e7ambique onde nasceu em 2002 a Fraternidade de Bet\u00e2nia para testemunhar o amor de Deus acompanhando o crescimento humano e espiritual dos jovens.<\/p>\n<h2><b>Tocar as chagas dos leprosos<\/b><\/h2>\n<p><b>Irm\u00e3 Rinalda<\/b> desde o in\u00edcio dos anos Setenta viveu no norte de Madagascar, onde o Movimento estava presente, principalmente para prestar servi\u00e7o aos numerosos doentes abandonados e aos leprosos: \u201cNo in\u00edcio n\u00e3o foi f\u00e1cil, mas com o tempo ficou muito belo. Quando cheguei l\u00e1 havia muitos leprosos. Hoje existem mais curas. Nosso bispo alegrava-se da nossa presen\u00e7a no lepros\u00e1rio. Quando cheg\u00e1vamos na casa de algu\u00e9m que estava passando mal, olhavam-nos como se fossemos o sol que iluminava seus cora\u00e7\u00f5es. Mesmo fazendo pouco, para eles \u00e9ramos a \u00fanica presen\u00e7a que podiam esperar\u201d.<\/p>\n<p>Impressiona o olhar de ternura da irm\u00e3 Rinalda recordando os malgaxes que, mesmo defici\u00eancias f\u00edsicas e obrigados a enfrentar a p\u00e9 quil\u00f4metros e quil\u00f4metros para buscar \u00e1gua, sabem oferecer muito: \u201cRecordo que uma vez uma senhora muito pobre comprou dois frangos para fazer uma festa em casa. A n\u00f3s deu o maior, apesar de ter que alimentar sua\u00a0numerosa\u00a0fam\u00edlia. Quando se oferece algo deve-se oferecer o que se tem de melhor, dizia. O nosso fundador nos repetia para n\u00e3o darmos aos outros o sup\u00e9rfluo, mas aquilo que custa para n\u00f3s. E eles s\u00e3o mestres nisso\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta um m\u00eas para a visita do Papa a Madagascar, um dos pa\u00edses mais pobres do mundo. 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