{"id":51963,"date":"2019-08-02T14:45:57","date_gmt":"2019-08-02T17:45:57","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=51963"},"modified":"2019-08-02T14:45:57","modified_gmt":"2019-08-02T17:45:57","slug":"o-aleitamento-materno-salva-a-vida-de-criancas-e-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-aleitamento-materno-salva-a-vida-de-criancas-e-maes\/","title":{"rendered":"O aleitamento materno salva a vida de crian\u00e7as e m\u00e3es"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, a ONU recorda todas as vantagens de uma pr\u00e1tica saud\u00e1vel e natural, que pode evitar a morte de mais de 800.000 beb\u00eas por ano.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Roberta Gisotti, Silvonei Jos\u00e9 &#8211; Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>Desde o dia 1\u00ba at\u00e9 7 de agosto, uma semana em todo o mundo, para promover o aleitamento materno, um gesto simples e natural que poderia prevenir a morte a cada ano de 823 mil crian\u00e7as menores de 5 anos por patologias evit\u00e1veis com a ingest\u00e3o de leite materno e de 20 mil m\u00e3es pelo aparecimento do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<h2>A OMS e o UNICEF e a Declara\u00e7\u00e3o dos Inocentes<\/h2>\n<p>A Semana promovida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade relan\u00e7a a cada ano a Declara\u00e7\u00e3o dos Inocentes, assinada em agosto de 1990 pela OMS e pelo UNICEF, junto com os governos participantes do encontro organizado em Floren\u00e7a, na It\u00e1lia, no <i>Ospedale degli Innocenti<\/i> para uma iniciativa global em favor do aleitamento materno.<\/p>\n<h2>Apenas 40% dos beb\u00eas s\u00e3o amamentados apenas com leite materno<\/h2>\n<p>A OMS recomenda o aleitamento exclusivo no seio a partir de uma hora ap\u00f3s o nascimento at\u00e9 que a crian\u00e7a tenha 6 meses de idade. Alimentos nutritivos complementares devem ent\u00e3o ser adicionados, continuando a amamentar at\u00e9 2 anos ou mais. Mas hoje, segundo o Unicef, apenas 43% das crian\u00e7as com menos de seis meses de idade no mundo se alimentam exclusivamente de leite materno. Uma percentagem que sobe para cerca de 50 por cento nos pa\u00edses menos desenvolvidos e desce para menos de 24 por cento nos pa\u00edses de rendimento m\u00e9dio e elevado.<\/p>\n<h2>O leite materno \u00e9 o melhor rem\u00e9dio<\/h2>\n<p>O aleitamento materno d\u00e1 \u00e0s crian\u00e7as &#8211; recorda uma nota do Unicef &#8211; o melhor come\u00e7o de vida poss\u00edvel porque promove o desenvolvimento cognitivo e \u00e9 a primeira vacina de uma crian\u00e7a, pois protege-a de doen\u00e7as e morte. O contato imediato pele-a-pele e o in\u00edcio precoce da amamenta\u00e7\u00e3o mant\u00eam o beb\u00ea no calor, refor\u00e7a o seu sistema imunit\u00e1rio, promove a liga\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e filho, estimula a produ\u00e7\u00e3o de leite materno e aumenta as possibilidades de continuar a amamentar. O leite materno &#8211; explica o Unicef &#8211; \u00e9 muito mais do que apenas um alimento para as crian\u00e7as: \u00e9 tamb\u00e9m um poderoso medicamento para prevenir doen\u00e7as, adaptado \u00e0s necessidades de cada crian\u00e7a, sempre dispon\u00edvel e gratuito.<\/p>\n<h2>O aleitamento materno reduz os riscos de hemorragia e c\u00e2ncer para as m\u00e3es<\/h2>\n<p>A amamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem grandes benef\u00edcios para a sa\u00fade das m\u00e3es, pois reduz o risco de sangramento p\u00f3s-parto, osteoporose ap\u00f3s a menopausa e o aparecimento de c\u00e2ncer de mama e ov\u00e1rio, diabetes tipo 2 e doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<h2>Os custos da assist\u00eancia m\u00e9dica<\/h2>\n<p>A amamenta\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o s\u00f3 reduz o &#8220;risco de doen\u00e7a para o beb\u00ea e para a m\u00e3e&#8221;, mas tamb\u00e9m &#8220;os custos da assist\u00eancia m\u00e9dica&#8221;. Da\u00ed a certeza de que quando uma m\u00e3e amamenta, todos se beneficiam.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas sociais para fam\u00edlias com filhos e m\u00e3es trabalhadoras<\/h2>\n<p>Por esta raz\u00e3o, a OMS e o UNICEF, nesta Semana do Aleitamento Materno 2019, exortam os Estados a terem pol\u00edticas sociais que apoiem as fam\u00edlias com crian\u00e7as e m\u00e3es trabalhadoras. At\u00e9 hoje no mundo, apenas 40% das mulheres com um filho rec\u00e9m-nascido recebe benef\u00edcios por causa da maternidade no local de trabalho. Esta disparidade aumenta entre os pa\u00edses africanos, onde apenas 15% das mulheres com beb\u00eas t\u00eam algum benef\u00edcio para continuar a amamentar.<\/p>\n<h2>Licen\u00e7a de maternidade e paternidade remuneradas<\/h2>\n<p>O UNICEF recorda que o apoio ao aleitamento materno requer tempo, recursos e pol\u00edticas favor\u00e1veis \u00e0 fam\u00edlia que incluem: licen\u00e7a remunerada para as m\u00e3es &#8211; pelo menos 18 semanas &#8211; e para os pais a fim de encorajar a partilha de responsabilidades; acesso a cuidados de qualidade para as crian\u00e7as; intervalos para amamentar e espa\u00e7os dedicados ao aleitamento materno nas primeiras semanas e meses de vida. Isto \u00e9 essencial para o bem-estar das fam\u00edlias e da sociedade.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, a ONU recorda todas as vantagens de uma pr\u00e1tica saud\u00e1vel e natural, que pode evitar a morte de mais de 800.000 beb\u00eas por ano. 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