{"id":51849,"date":"2026-08-15T00:01:36","date_gmt":"2026-08-15T03:01:36","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=51849"},"modified":"2026-05-15T16:05:50","modified_gmt":"2026-05-15T19:05:50","slug":"sao-tarcisio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-tarcisio\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Tarc\u00edsio"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Tarc\u00edsio foi um m\u00e1rtir da Igreja dos primeiros s\u00e9culos, v\u00edtima da persegui\u00e7\u00e3o do imperador Valeriano, em Roma, It\u00e1lia. A Igreja de Roma contava, ent\u00e3o, com cinq\u00fcenta sacerdotes, sete di\u00e1conos e mais ou menos cinq\u00fcenta mil fi\u00e9is no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes dessa comunidade crist\u00e3 romana, quase toda dizimada pela f\u00faria sangrenta daquele imperador.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tarc\u00edsio era ac\u00f3lito do papa Xisto II, ou seja, era coroinha na igreja, servindo ao altar nos servi\u00e7os secund\u00e1rios, acompanhando o santo papa na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Durante o per\u00edodo das persegui\u00e7\u00f5es, os crist\u00e3os eram presos, processados e condenados a morrer pelo mart\u00edrio. Nas pris\u00f5es, eles desejavam receber o conforto final da eucaristia. Mas era imposs\u00edvel entrar. Numa das tentativas, dois di\u00e1conos, Felic\u00edssimo e Agapito, foram identificados como crist\u00e3os e brutalmente sacrificados. O papa Xisto II queria levar o P\u00e3o sagrado a mais um grupo de m\u00e1rtires que esperavam a execu\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o sabia como.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Foi quando Tarc\u00edsio pediu ao santo papa que o deixasse tentar, pois n\u00e3o entregaria as h\u00f3stias a nenhum pag\u00e3o. Ele tinha doze anos de idade. Comovido, o papa Xisto II aben\u00e7oou-o e deu-lhe uma caixinha de prata com as h\u00f3stias. Mas Tarc\u00edsio n\u00e3o conseguiu chegar \u00e0 cadeia. No caminho, foi identificado e, como se recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado at\u00e9 morrer. Depois de morto, foi revistado e nada acharam do sacramento de Cristo. Seu corpo foi recolhido por um soldado, simpatizante dos crist\u00e3os, que o levou \u00e0s catacumbas, onde foi sepultado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o as \u00fanicas existentes sobre o pequeno ac\u00f3lito Tarc\u00edsio. Foi o papa D\u00e2maso quem mandou colocar na sua sepultura uma inscri\u00e7\u00e3o com a data de sua morte: 15 de agosto de 257.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tarc\u00edsio foi, primeiramente, sepultado junto com o papa Stefano nas catacumbas de Calisto, em Roma. No ano 767, o papa Paulo I determinou que seu corpo fosse transferido para o Vaticano, para a bas\u00edlica de S\u00e3o Silvestre, e colocado ao lado dos outros m\u00e1rtires. Mas em 1596 seu corpo foi transferido e colocado definitivamente embaixo do altar principal daquela mesma bas\u00edlica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A bas\u00edlica de S\u00e3o Silvestre \u00e9 a mais solene do Vaticano. Nela, todos os papas iniciam e terminam seus pontificados. Sem d\u00favida, o lugar mais apropriado para o comovente protetor da eucaristia: o m\u00e1rtir e ac\u00f3lito Tarc\u00edsio. Ele foi declarado Padroeiro dos Coroinhas ou Ac\u00f3litos, que servem ao altar e ajudam na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00e3o Tarc\u00edsio, rogai por n\u00f3s!<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tarc\u00edsio foi um m\u00e1rtir da Igreja dos primeiros s\u00e9culos, v\u00edtima da persegui\u00e7\u00e3o do imperador Valeriano, em Roma, It\u00e1lia. A Igreja de Roma contava, ent\u00e3o, com cinq\u00fcenta sacerdotes, sete di\u00e1conos e mais ou menos cinq\u00fcenta mil fi\u00e9is no centro da cidade imperial. 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