{"id":51732,"date":"2019-07-29T11:53:10","date_gmt":"2019-07-29T14:53:10","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=51732"},"modified":"2019-07-29T11:53:10","modified_gmt":"2019-07-29T14:53:10","slug":"o-que-fazer-com-toda-essa-raiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-que-fazer-com-toda-essa-raiva\/","title":{"rendered":"O que fazer com toda essa raiva"},"content":{"rendered":"<div class=\"io-div\" data-io-article-url=\"https:\/\/pt.aleteia.org\/2019\/07\/29\/o-que-fazer-com-toda-essa-raiva\/\">\n<h2 class=\"subtitle\">Eis como lidar com a irrita\u00e7\u00e3o e a raiva excessivas<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\">A raiva \u00e9 uma das emo\u00e7\u00f5es humanas mais comuns. Pode irromper de algo t\u00e3o pequeno quanto um dedo do p\u00e9 ou t\u00e3o grande quanto a rejei\u00e7\u00e3o de um ente querido. As crian\u00e7as lutam para control\u00e1-la, e a maioria de n\u00f3s luta para escond\u00ea-la.Para a maioria de n\u00f3s, a raiva \u00e9 parte da vida cotidiana. Nossos dias est\u00e3o cheios de imprevistos e mal-entendidos, e mesmo quando sabemos que a raiva n\u00e3o \u00e9 a melhor resposta (por exemplo, quando um dos meus filhos acidentalmente derruba um copo cheio), pode ser dif\u00edcil conter o impulso.<\/p>\n<p>Vale a pena considerar alguns passos simples, mas muitas vezes negligenciados, para lidar com a raiva. Antes de compartilhar estrat\u00e9gias espec\u00edficas, \u00e9 importante entender duas coisas: o que estamos <em>sentindo<\/em> e o que estamos <em>pensando<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o focar nesses dois fatores (o sentir e o pensar) pode limitar nossa capacidade de canalizar nossa Raiza para us\u00e1-la da maneira certa. Como costumo dizer \u00e0s crian\u00e7as que atendo em terapia, n\u00e3o h\u00e1 nada de errado com a raiva \u2013 na verdade, pode ser muito importante -, \u00e9 o que fazemos com ela que importa.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para come\u00e7ar, quando voc\u00ea sentir raiva, uma das melhores (e mais simples) coisas que voc\u00ea pode fazer \u00e9 dar um tempo. Isso pode significar levantar-se do computador e ir ao banheiro ou interromper intencionalmente uma conversa acalorada antes de responder de uma maneira que voc\u00ea possa se arrepender.<\/p>\n<p>A pausa \u00e9 projetada para \u201cparar\u201d e reduzir os resultados f\u00edsicos negativos (por exemplo, aumento da press\u00e3o sangu\u00ednea, frequ\u00eancia card\u00edaca), mas tamb\u00e9m para aumentar o tempo para a tomada de decis\u00f5es l\u00facidas. Muitas vezes, apenas alguns minutos (e \u00e0s vezes alguns dias) podem ajud\u00e1-lo a chegar a um estado de esp\u00edrito mais claro e intencional, o que melhora os resultados em todas as frentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de fazer uma pausa, \u00e9 importante entender que existem formas ativas e \u201clentas\u201d de atenuar a raiva. Uma das melhores maneiras de canalizar a raiva \u00e9 atrav\u00e9s da atividade f\u00edsica. Embora a maioria de n\u00f3s n\u00e3o possa sair de nossas cadeiras durante o trabalho e ir dar uma corrida (embora alguns possam), apenas correr ou andar de bicicleta no final de um dia frustrante j\u00e1 pode nos ajudar, enquanto nos engajamos mentalmente em \u201cresolver as coisas\u201d.<\/p>\n<p>Deve-se notar, no entanto, que, apesar de s\u00e9culos de pr\u00e1tica, a pesquisa mostra claramente que a id\u00e9ia de uma catarse f\u00edsica \u00e9 uma mentira. Rasgar o travesseiro pode parecer satisfat\u00f3rio no momento, mas \u00e9 prov\u00e1vel que s\u00f3 aumente sua raiva, at\u00e9 que voc\u00ea use t\u00e9cnicas menos agressivas e emocionais. Al\u00e9m das t\u00e9cnicas ativas, tamb\u00e9m, em algumas situa\u00e7\u00f5es, \u201cdesacelerar\u201d, atrav\u00e9s das habilidades de respira\u00e7\u00e3o profunda, relaxamento muscular progressivo e outras estrat\u00e9gias de <em>mindfulness<\/em> pode ser uma \u00f3tima maneira de ajudar a acalmar a mente ou o corpo.<\/p>\n<p>Mas, para fazer isso, uma terceira atitude \u00e9 necess\u00e1ria: \u201creenquadrar\u201d nossos pensamentos. Com os jovens, eu falo sobre a diferen\u00e7a entre pensamentos \u201cquentes e frios\u201d. Pensamentos quentes alimentam o fogo da raiva, enquanto pensamentos frios ajudam a reduzi-lo.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea alimenta os pensamentos que potencializam a raiva, \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00ea continue a sentir-se mais irritado e mais chateado. Mas se voc\u00ea enquadra a situa\u00e7\u00e3o de uma forma mais realista e objetiva, h\u00e1 uma chance muito maior de que a raiva que permanece seja mais funcional e de auto-preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o estou sugerindo uma abordagem leviana e fingida dos nossos sentimentos. O que estou dizendo \u00e9 que, se nossos pensamentos est\u00e3o cheios de id\u00e9ias furiosas, podemos esperar que nosso corpo esteja cheio de raiva tamb\u00e9m.\u00a0Nossas percep\u00e7\u00f5es guiam o que acontece a seguir, independentemente de qual seja a realidade. Os pensamentos importam mais do que jamais saberemos.<\/p>\n<p>Finalmente, depois de utilizar todas essas t\u00e9cnicas espec\u00edficas, surge uma \u00faltima considera\u00e7\u00e3o s\u00e9ria: enfrentamos o problema que originou a raiva ou apenas tentamos esquecer e deixar passar?<\/p>\n<p>Algumas situa\u00e7\u00f5es \u2013 as mais graves \u2013 exigem que enfrentemos da forma mais eficaz, civilizada e o mais transparente poss\u00edvel. \u00c9 quando \u00e9 simplesmente inaceit\u00e1vel \u201csentar-se\u201d e deixar que outros sejam prejudicados ou abusados. Mas em outras situa\u00e7\u00f5es \u2013 as mais corriqueiras \u2013, como as discuss\u00f5es de tr\u00e2nsito, deixar passar pode ser a melhor resposta.<\/p>\n<p>Na maioria dos dias, minha pr\u00f3pria casa, com sete crian\u00e7as e jovens, est\u00e1 cheia de barulho e discord\u00e2ncias. Sinto-me tentado a ficar com muita raiva e, \u00e0s vezes, cedo a essas tenta\u00e7\u00f5es, apesar de meu bom senso.<\/p>\n<p>Mas como tenho aprendido (lentamente), h\u00e1 algumas coisas que devo assumir diretamente, e h\u00e1 algumas coisas que devo deixar passar. Se n\u00e3o, eu vou ser consumido pela raiva e frustra\u00e7\u00e3o constantemente, e minha efic\u00e1cia e resist\u00eancia no que fa\u00e7o e digo v\u00e3o diminuir.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que estou defendendo uma abordagem permissiva, pois sei que essa n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia eficaz. Mas significa que n\u00e3o posso fazer com que todas as situa\u00e7\u00f5es se tornem uma crise ou um confronto, e preciso aprender a diferen\u00e7a entre uma expectativa comportamental <em>versus<\/em> uma meta de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, seja atrav\u00e9s de uma pausa, uma corrida, uma carta ou apenas uma resposta simples e regulada, a raiva utilizada de maneira nobre para fins virtuosos \u00e9 uma coisa maravilhosa. Mas a raiva que sai do controle e se torna f\u00faria s\u00f3 busca destrui\u00e7\u00e3o, inclusive de voc\u00ea mesmo. N\u00e3o deixe isso acontecer.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 text-center pagination-cont-article\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis como lidar com a irrita\u00e7\u00e3o e a raiva excessivas A raiva \u00e9 uma das emo\u00e7\u00f5es humanas mais comuns. Pode irromper de algo t\u00e3o pequeno quanto um dedo do p\u00e9 ou t\u00e3o grande quanto a rejei\u00e7\u00e3o de um ente querido. As crian\u00e7as lutam para control\u00e1-la, e a maioria de n\u00f3s luta para escond\u00ea-la.Para a maioria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51733,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-51732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51732"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51734,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51732\/revisions\/51734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}