{"id":5172,"date":"2014-10-07T16:12:42","date_gmt":"2014-10-07T19:12:42","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/d-leonardo-steiner-familia-e-pertenca-abertura-servico-e-doar-amorq\/"},"modified":"2017-04-06T15:21:09","modified_gmt":"2017-04-06T18:21:09","slug":"d-leonardo-steiner-familia-e-pertenca-abertura-servico-e-doar-amorq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/d-leonardo-steiner-familia-e-pertenca-abertura-servico-e-doar-amorq\/","title":{"rendered":"D. Leonardo Steiner: Fam\u00edlia \u00e9 perten\u00e7a, abertura, servi\u00e7o: \u00e9 doar amor&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/bispos\/domleonardo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Os la\u00e7os afetivos se formam desde o in\u00edcio da vida do indiv\u00edduo; se constroem ao longo dos anos; se formam. Rupturas podem causar defici\u00eancias nesta constru\u00e7\u00e3o, principalmente nos casos de separa\u00e7\u00e3o dos pais e destrui\u00e7\u00e3o da estrutura familiar, t\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos afetivos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as e adolescentes sofrem consequ\u00eancias graves quando sua forma\u00e7\u00e3o carece de um bom embasamento ou quando a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 negligenciada pelos pais, estejam unidos, como separados. A divis\u00e3o dos pais infere um desfazimento da estrutura familiar, o que pode acarretar graves problemas para a crian\u00e7a, principalmente se mal administrado.<\/p>\n<p>O segredo, portanto, parece estar na harmonia, no amor do casal. Mas se por um lado, teorizar \u00e9 f\u00e1cil, o que dizer da pr\u00e1tica? O que mant\u00e9m uma fam\u00edlia unida, ao longo do tempo? Apresentamos esta dif\u00edcil quest\u00e3o a Dom Leonardo Steiner, Secret\u00e1rio-geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, que visitou recentemente a RV.<\/p>\n<p><strong>\u201cPara responder \u00e0 sua pergunta, gostaria de lembrar a minha pr\u00f3pria fam\u00edlia: n\u00f3s somos 16 filhos; ainda somos 12, numa diversidade muito grande entre n\u00f3s. Minha m\u00e3e casou muito nova, aos 17 anos; meu pai era 6 anos mais velho do que ela. N\u00f3s \u00e9ramos da ro\u00e7a. \u00c9ramos agricultores, papai trabalhava na Associa\u00e7\u00e3o da pequena comunidade. O que n\u00f3s sempre sentimos, e ainda sentimos hoje ainda, pois continuamos a nos reunir todos os anos, (somos 108 pessoas) \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de uma perten\u00e7a. Nossos pais conseguiram nos transmitir uma sensa\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a&#8230; n\u00f3s nos pertenc\u00edamos. Esta perten\u00e7a vinha pela ora\u00e7\u00e3o, pela educa\u00e7\u00e3o, pelo afeto m\u00fatuo; vinha, por exemplo do fato que n\u00f3s mais novos sab\u00edamos que os mais velhos estavam estudando fora de casa s\u00f3 porque n\u00f3s, menores, continu\u00e1vamos em casa, a trabalhar. Creio que este esp\u00edrito de perten\u00e7a nos mant\u00e9m unidos at\u00e9 hoje. Nossos pais j\u00e1 s\u00e3o falecidos, mas n\u00f3s sentimos entre n\u00f3s uma perten\u00e7a. Creio que n\u00f3s, tios, com nossos sobrinhos, sobrinhos-netos, e daqui a um pouco, com nossos sobrinhos-bisnetos, temos a sensa\u00e7\u00e3o de nos pertencermos e de nos pertencermos tamb\u00e9m como f\u00e9: n\u00f3s temos um elo que \u00e9 maior do que o nosso elo de sangue. O elo de sangue \u00e9 afetuoso, \u00e9 respeitoso, mas para al\u00e9m do carinho, h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o maior entre n\u00f3s. N\u00f3s somos 2 padres e minha irm\u00e3 religiosa j\u00e1 \u00e9 falecida e sinto que quando nos reunimos, sempre vem a pergunta: a que horas vai ser a missa? \u00c9 o momento da ora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, o que mant\u00e9m uma fam\u00edlia unida \u00e9 o Evangelho. Quando existe a tentativa de viv\u00ea-lo, quando existe o momento da ora\u00e7\u00e3o, as diferen\u00e7as se tornam um pouco mais harm\u00f4nicas. Diria quase \u2013 seria um erro diz\u00ea-lo &#8211; que se tornam mais suport\u00e1veis, fica mais suave carregar, porque as diferen\u00e7as s\u00e3o necess\u00e1rias; s\u00e3o elas que nos maturam, nos abrem os olhos. As diferen\u00e7as \u00e9 que nos fazem caminhar na vida: entre marido e mulher, pai e m\u00e3e, os filhos entre si&#8230;. Ent\u00e3o, o que mant\u00e9m uma fam\u00edlia unida \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o da perten\u00e7a, mas uma perten\u00e7a que brote da f\u00e9 do Evangelho\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTalvez uma das grandes dificuldades que evidenciamos no texto n\u00f3s enviamos como contribui\u00e7\u00e3o ao S\u00ednodo sobre a Fam\u00edlia \u00e9 ajudar os nossos jovens, em nossas comunidades, a fazer a experi\u00eancia do Evangelho: a experi\u00eancia da doa\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia do amor, a experi\u00eancia da entrega. S\u00f3 existe fam\u00edlia onde n\u00f3s nos doamos, nos entregamos. O amor n\u00e3o \u00e9 para si, \u00e9 sempre para o outro. O amor n\u00e3o \u00e9 ego\u00edsmo, o amor \u00e9 servi\u00e7o. Isso nos mant\u00e9m, nos une. Creio que \u00e9 importante refletir sobre isto porque hoje temos uma sensa\u00e7\u00e3o de isolamento do indiv\u00edduo, que por vezes chega ao individualismo. Fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 individualismo: \u00e9 participa\u00e7\u00e3o, \u00e9 doa\u00e7\u00e3o, \u00e9 recep\u00e7\u00e3o, \u00e9 abertura, \u00e9 partilha, \u00e9 servi\u00e7o. Isso nos ajuda a manter esta sensa\u00e7\u00e3o t\u00e3o bonita de nos pertencermos. Viajei a tantos lugares, morei em muitos outros, mas sempre tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que existe uma perten\u00e7a. Isso tamb\u00e9m o Conc\u00edlio j\u00e1 dizia: n\u00f3s somos Fam\u00edlia, a Igreja \u00e9 fam\u00edlia. N\u00f3s pertencemos \u00e0 comunh\u00e3o dos santos\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> R\u00e1dio Vaticano<br \/><strong>Local:<\/strong> Cidade do Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os la\u00e7os afetivos se formam desde o in\u00edcio da vida do indiv\u00edduo; se constroem ao longo dos anos; se formam. 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