{"id":51430,"date":"2019-07-22T10:39:53","date_gmt":"2019-07-22T13:39:53","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=51430"},"modified":"2019-07-22T10:39:53","modified_gmt":"2019-07-22T13:39:53","slug":"parolin-papa-pede-a-assad-iniciativas-concretas-para-a-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/parolin-papa-pede-a-assad-iniciativas-concretas-para-a-populacao\/","title":{"rendered":"Parolin: \u201cPapa pede a Assad iniciativas concretas para a popula\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Continuam as a\u00e7\u00f5es de guerra e bombardeios contra civis indefesos: dezenas de estruturas de sa\u00fade, em Idlib, foram destru\u00eddas ou fechadas: Francisco envia uma carta, atrav\u00e9s do cardeal Turkson, ao presidente s\u00edrio.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Andrea Tornielli \u2013 Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>Prote\u00e7\u00e3o da vida dos civis, deter a cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria na regi\u00e3o de Idlib, iniciativas concretas por um retorno seguro dos deslocados, liberta\u00e7\u00e3o de prisioneiros e acesso \u00e0s fam\u00edlias a informa\u00e7\u00f5es de seus entes queridos, condi\u00e7\u00f5es de humanidade para os presos pol\u00edticos, junto com um apelo renovado para a retomada do di\u00e1logo e a negocia\u00e7\u00e3o com o envolvimento da Comunidade internacional.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-51430-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/07\/22\/13\/135143200_F135143200.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/07\/22\/13\/135143200_F135143200.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/07\/22\/13\/135143200_F135143200.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Estas s\u00e3o as preocupa\u00e7\u00f5es e demandas concretas contidas numa carta que o Papa Francisco endere\u00e7ou ao presidente s\u00edrio, Bashar Hafez al-Assad. A missiva do Pont\u00edfice, datada de 28 de junho passado, foi entregue nestas horas pelo cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, prefeito do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral. O purpurado, portador do documento escrito em ingl\u00eas, estava acompanhado pelo rev. pe. Nicola Riccardi, O.F.M, subsecret\u00e1rio do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral, e pelo cardeal Mario Zenari, n\u00fancio apost\u00f3lico na S\u00edria. Sobre o conte\u00fado e os objetivos da carta, o Vatican News entrevistou o secret\u00e1rio de Estado, cardeal Pietro Parolin, primeiro colaborador do Papa.<\/p>\n<p><b>Emin\u00eancia, por que o Papa decidiu escrever ao presidente Assad?<\/b><\/p>\n<p>\u201cNa origem desta nova iniciativa est\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o do Papa Francisco e da Santa S\u00e9 com a situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia humanit\u00e1ria na S\u00edria, sobretudo na prov\u00edncia de Idlib. Mais de 3 milh\u00f5es de pessoas vivem na \u00e1rea, das quais 1 milh\u00e3o e 3 mil s\u00e3o deslocadas internas obrigadas, pelo longo conflito na S\u00edria, a encontrar ref\u00fagio naquela \u00e1rea que tinha sido declarada desmilitarizada no ano passado. A recente ofensiva militar foi acrescentada \u00e0s extremas condi\u00e7\u00f5es de vida que tiveram que suportar nos campos, obrigando muitos deles a fugir. O Papa acompanha com apreens\u00e3o e grande tristeza o destino dram\u00e1tico das popula\u00e7\u00f5es civis, especialmente das crian\u00e7as que s\u00e3o envolvidas nos combates sangrentos. A guerra, infelizmente, continua, n\u00e3o parou, continuam os bombardeios, v\u00e1rias estruturas de sa\u00fade foram destru\u00eddas naquela \u00e1rea, enquanto muitas outras tiveram que suspender suas atividades total ou parcialmente.\u201d<\/p>\n<p><b>O que o Papa pede ao Presidente Assad na carta que foi entregue?\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u201cO Papa Francisco renova o seu apelo para que a vida dos civis seja protegida e para que as infraestruturas principais sejam preservadas, como escolas, hospitais e centros de sa\u00fade. O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 realmente desumano e inaceit\u00e1vel. O Santo Padre pede ao presidente para fazer de tudo para deter essa cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria e para salvaguardar a popula\u00e7\u00e3o indefesa, em particular os mais vulner\u00e1veis, respeitando o Direito Humanit\u00e1rio Internacional.\u201d<\/p>\n<p><b>Segundo o que disse, parece que a inten\u00e7\u00e3o da iniciativa papal n\u00e3o \u00e9 \u201cpol\u00edtica\u201d. \u00c9 assim?<\/b><\/p>\n<p>\u201cSim, \u00e9 assim. Como eu expliquei, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 humanit\u00e1ria. O Papa continua rezando para que a S\u00edria possa reencontrar um clima de fraternidade depois de longos anos de guerra, e para que a reconcilia\u00e7\u00e3o prevale\u00e7a sobre a divis\u00e3o e o \u00f3dio. Em sua carta, o Santo Padre cita tr\u00eas vezes a palavra \u2018reconcilia\u00e7\u00e3o\u2019: este \u00e9 o seu objetivo, para o bem daquele pa\u00eds e de sua popula\u00e7\u00e3o indefesa. O Papa encoraja o presidente Bashar al-Assad a fazer gestos significativos neste processo de reconcilia\u00e7\u00e3o cada vez mais urgente e d\u00e1 exemplos concretos: cita, por exemplo, as condi\u00e7\u00f5es para um retorno seguro dos exilados e deslocados internos e para todos aqueles que querem retornar ao pa\u00eds depois de terem sido obrigados a abandon\u00e1-lo. Cita tamb\u00e9m a liberta\u00e7\u00e3o de prisioneiros e o acesso das fam\u00edlias a informa\u00e7\u00f5es sobre seus entes queridos.\u201d<\/p>\n<p><b>Outro tema dram\u00e1tico \u00e9 o dos presos pol\u00edticos. O Papa menciona isso?<\/b><\/p>\n<p>\u201cSim, o Papa Francisco tem uma aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos, aos quais, afirma ele, n\u00e3o podem ser negadas as condi\u00e7\u00f5es de humanidade. Em mar\u00e7o de 2018, a <i>Comiss\u00e3o Internacional Independente de Inqu\u00e9rito sobre a Rep\u00fablica \u00c1rabe da S\u00edria<\/i> publicou um relat\u00f3rio a este prop\u00f3sito, falando de dezenas de milhares de pessoas detidas arbitrariamente. \u00c0s vezes, nos c\u00e1rceres n\u00e3o oficiais e em lugares desconhecidos, eles sofreram diversas formas de tortura sem ter nenhuma assist\u00eancia jur\u00eddica ou contato com suas fam\u00edlias. O relat\u00f3rio observa que muitos deles infelizmente morrem na pris\u00e3o, enquanto outros s\u00e3o sumariamente executados.\u201d<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 ent\u00e3o o objetivo dessa nova iniciativa de Francisco?<\/b><\/p>\n<p>\u201cA Santa S\u00e9 sempre insistiu na necessidade de buscar uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica vi\u00e1vel para por fim ao conflito, superando os interesses partid\u00e1rios. Isso deve ser feito com os instrumentos da diplomacia, do di\u00e1logo, da negocia\u00e7\u00e3o e com a assist\u00eancia da Comunidade internacional. Tivemos que aprender mais uma vez que a guerra chama guerra e viol\u00eancia chama viol\u00eancia, como disse o Papa muitas vezes, e como repete tamb\u00e9m nessa carta. Infelizmente, estamos preocupados com o impasse do processo de negocia\u00e7\u00e3o, especialmente o de Genebra, para uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da crise. Por isso, na carta enviada ao Presidente Assad, o Santo Padre o encoraja a mostrar boa vontade e a trabalhar para encontrar solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis, pondo fim a um conflito que dura h\u00e1 muito tempo e que causou a perda de um grande n\u00famero de vidas inocentes.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuam as a\u00e7\u00f5es de guerra e bombardeios contra civis indefesos: dezenas de estruturas de sa\u00fade, em Idlib, foram destru\u00eddas ou fechadas: Francisco envia uma carta, atrav\u00e9s do cardeal Turkson, ao presidente s\u00edrio. 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