{"id":51354,"date":"2019-07-19T08:46:28","date_gmt":"2019-07-19T11:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=51354"},"modified":"2019-07-19T08:46:28","modified_gmt":"2019-07-19T11:46:28","slug":"em-nome-do-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/em-nome-do-filho\/","title":{"rendered":"Em nome do filho"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Entrevista com Tamara Chikunova. Depois da pris\u00e3o injustificada e a execu\u00e7\u00e3o de seu \u00fanico filho fundou a associa\u00e7\u00e3o \u201cM\u00e3es contra a pena de morte e a tortura\u201d<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Davide Dionisi \u2013 Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 um turbilh\u00e3o de energia, seus relatos s\u00e3o detalhados, e todos terminam da mesma maneira: \u201cTudo tem um limite, menos a miseric\u00f3rdia\u201d. Tamara Chikunova \u00e9 uma mulher uzbeque que depois da condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte de seu filho, o jovem de 28 anos Dmitry Chikunov, e a execu\u00e7\u00e3o em 10 de julho de 2000, fundou a associa\u00e7\u00e3o \u201cM\u00e3es contra a pena de morte e a tortura\u201d. Tamara viaja pelo mundo contando a sua hist\u00f3ria, a execu\u00e7\u00e3o injustificada de seu filho, a hist\u00f3ria que a levou a empreender o dif\u00edcil caminho da defesa da tutela dos direitos humanos e da humaniza\u00e7\u00e3o dos c\u00e1rceres. Faz isso principalmente nos pa\u00edses onde ainda existe a \u201cpuni\u00e7\u00e3o extrema\u201d (nos \u00faltimos meses concentrou-se na Belarus). Na sua terra natal, o Uzbequist\u00e3o, a pena de morte, gra\u00e7as tamb\u00e9m ao seu extenuante trabalho, apoiado pela Comunidade de Santo Eg\u00eddio, foi abolida em 1\u00ba de janeiro de 2008. E gra\u00e7as a esta medida foram salvas centenas de vidas humanas que j\u00e1 estavam h\u00e1 tempos no corredor da morte.<\/p>\n<p><b>A pris\u00e3o e a tortura<\/b><\/p>\n<p>\u201cVamos por ordem\u201d, come\u00e7a imediatamente Tamara dando poucas chances \u00e0s perguntas. Mor\u00e1vamos e trabalh\u00e1vamos em Tashkent at\u00e9 aquele maldito dia 17 de abril de 1999. No escrit\u00f3rio onde trabalhava meu filho apresentaram-se tr\u00eas homens com roupas civis para prend\u00ea-lo. No momento daquela misteriosa visita eu estava ali\u201d, explica, esclarecendo que logo teve a sensa\u00e7\u00e3o de que alguma coisa n\u00e3o estava certa. \u201cPedi o motivo do daquela medida e responderam-me que se tratava de uma formalidade. Desde aquele dia Dmitry n\u00e3o saiu mais da pris\u00e3o\u201d. Poucas horas depois ela tamb\u00e9m foi detida e interrogada por doze horas. \u201cFui espancada porque continuava a pedir not\u00edcias de meu filho. Consegui v\u00ea-lo apenas depois de seis meses e tive dificuldade em reconhec\u00ea-lo\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-51357\" src=\"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-1024x576.jpeg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-300x169.jpeg 300w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-768x432.jpeg 768w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-600x338.jpeg 600w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-696x392.jpeg 696w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-1068x601.jpeg 1068w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844-746x420.jpeg 746w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.00.844.jpeg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" \/><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" \/><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4372aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Tamara Chikunova<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>Confiss\u00e3o e a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte<\/b><\/p>\n<p>Momentos indel\u00e9veis para uma m\u00e3e obrigada a escutar epis\u00f3dios de torturas e humilha\u00e7\u00f5es de todo o tipo sofridas pela pessoa que mais ama no mundo. O motivo? \u201cN\u00e3o aceitou assinar um testemunho contra si mesmo, reconhecendo que teria cometido um duplo homic\u00eddio dos quais era acusado\u201d. T\u00e2mara para de falar, depois continua a reconstru\u00e7\u00e3o dos fatos sem hesita\u00e7\u00f5es. \u201cFoi levado ao local do crime, e o obrigaram a se ajoelhar, amarraram suas m\u00e3os nas costas e apontaram a pistola na cabe\u00e7a. Ou assine ou atiramos. Foi uma amea\u00e7a. Mas Dmitry recusou novamente, cedeu apenas quando o obrigaram a ouvir meus gritos de desespero e de dor durante o meu interrogat\u00f3rio. Assim meu filho assinou sua condena\u00e7\u00e3o para me salvar\u201d. Em 11 de novembro em Tashkent, foi emitida a senten\u00e7a, mas Tamara conseguiu encontr\u00e1-lo apenas sete meses depois no corredor da morte.<\/p>\n<p><b>Depois da execu\u00e7\u00e3o, o testamento<\/b><\/p>\n<p>\u201cNo dia 10 de julho, secretamente, foi fuzilado no c\u00e1rcere de Tashkent\u201d. A dor da m\u00e3e foi imensur\u00e1vel, principalmente porque estava unida a muitas perguntas das quais nunca recebeu resposta. Por que ele, e porque tanta crueldade? Quarenta dias depois recebeu a \u00faltima carta escrita por Dmitry antes de morrer: o seu testamento. \u201cMinha querida m\u00e3e, pe\u00e7o perd\u00e3o se o destino n\u00e3o permitir\u00e1 nosso encontro. Lembre-se que n\u00e3o sou culpado e n\u00e3o matei ningu\u00e9m. Prefiro morrer, mas n\u00e3o permito que ningu\u00e9m lhe fa\u00e7a mal. Eu amo voc\u00ea. Voc\u00ea \u00e9 a \u00fanica pessoa querida da minha vida. Por favor, recorde-se sempre de mim\u201d. \u00c9 dor, dor verdadeira e forte, mas composta, que depois de dois anos de ins\u00f4nia marcada por uma profunda sede de vingan\u00e7a, assume o peso do \u00faltimo desejo de seu amado filho e come\u00e7a a lutar contra esta odiada medida \u201cque em muitas partes do mundo ainda \u00e9 vista como uma medida para reduzir crimes violentos\u201d. Por\u00e9m, desta maneira, o condenado torna-se v\u00edtima de um problema social, ref\u00e9m de um crime cometido em nome da lei. \u00c9 a vingan\u00e7a da sociedade! Faz quest\u00e3o de sublinhar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-51356\" src=\"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-1024x576.jpeg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-300x169.jpeg 300w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-768x432.jpeg 768w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-600x338.jpeg 600w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-696x392.jpeg 696w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-1068x601.jpeg 1068w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844-746x420.jpeg 746w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnaropped.1500.844.jpeg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" \/><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" \/><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/07\/05\/IMG_4373aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Tamara Chikunova nos est\u00fadios do Vaticannews<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>Com a for\u00e7a do perd\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Portanto, o seu objetivo \u00e9 lutar para manter viva a recorda\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio de Dimitry e transformar sua dor e seu testemunho concreto junto \u00e0s v\u00edtimas. \u201cCom o poder do perd\u00e3o\u201d, comenta. Ent\u00e3o come\u00e7a a acompanhar os processos, aconselha os familiares dos presos sobre as poss\u00edveis medidas que devem empreender e ajuda-os na prepara\u00e7\u00e3o de cartas e apelos. \u201cRepetia sempre \u00e0s mulheres que iam ao corredor da morte visitar seus filhos, seus maridos e seus irm\u00e3os: N\u00e3o chorem, deem-lhes for\u00e7a para lutar e ir adiante. A batalha de voc\u00eas, \u00e9 uma batalha pela vida. E nunca falem em vingan\u00e7a\u201d. A for\u00e7a de vontade e as iniciativas da sua Associa\u00e7\u00e3o, apoiadas tamb\u00e9m pelos seus primeiros seguidores, \u201cos amigos da Comunidade de S\u00e3o Eg\u00eddio\u201d, permitem que Tamara alcance a sua meta.<\/p>\n<p><b>Aboli\u00e7\u00e3o da pena de morte e as vidas salvadas<\/b><\/p>\n<p>Dia primeiro de janeiro de 2008 o Uzbequist\u00e3o aboliu a pena de morte e tornando-se neste ano o 134\u00ba pa\u00eds abolicionista no mundo e o terceiro da \u00c1sia Central ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, depois do Turcomenist\u00e3o e Quirguist\u00e3o. Tamara conseguiu e hoje, embora seja cidad\u00e3 do Uzbequist\u00e3o \u201cn\u00e3o desejada\u201d, atravessou as fronteiras geogr\u00e1ficas e conta sua hist\u00f3ria e a dos sobreviventes. Entre as vidas que conseguiu salvar encontra-se Evgeny Gugnin: \u201cPara ele a senten\u00e7a j\u00e1 tinha sido decretada\u201d continua. \u201cNo corredor da morte foi batizado e expressou sua vontade de ser sacerdote se conseguisse sair daquele inferno. Evgeny recebeu o indulto e colocado em liberdade em 2011. Hoje \u00e9 um estudante no semin\u00e1rio de Tashkent\u201d.<\/p>\n<p><b>A pasta de documentos de Tamara<\/b><\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria com final feliz como muitas outras que Tamara recolhe em uma pasta com fotos e anota\u00e7\u00f5es. Uma pasta de formato A4 que se abre com uma maxi foto de seu amado filho, junto com a frase: \u201cChikunov Dmitry, 28 anos, cidad\u00e3o russo, crist\u00e3o, sem nenhum valor para a sociedade, e n\u00e3o pode ser reabilitado no c\u00e1rcere. Portanto, pelos crimes cometidos, \u00e9 condenado \u00e0 morte por fuzilamento\u201d. Em mar\u00e7o de 2005, Dmitry foi reabilitado post mortem, reconhecido inocente e o seu processo declarado injusto para ele, como para muitos outros, Tamara conclui: \u201cA porta da pris\u00e3o era muito larga quando entrou, mas infinitamente estreita no momento que tentou sair\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-51355\" src=\"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.2.jpeg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.2.jpeg 750w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.2-300x169.jpeg 300w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.2-600x338.jpeg 600w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.2-696x392.jpeg 696w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/cq5dam.thumbnail.cropped.2-746x420.jpeg 746w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article__embed article__embed--out article__embed--dark article__embed--photogallery\">\n<h2 class=\"assistive-text\">Photogallery<\/h2>\n<\/div>\n<p>Tamara Chikunova<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Tamara Chikunova. 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