{"id":50937,"date":"2019-07-10T08:12:50","date_gmt":"2019-07-10T11:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=50937"},"modified":"2019-07-10T08:12:50","modified_gmt":"2019-07-10T11:12:50","slug":"viagem-sem-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/viagem-sem-volta\/","title":{"rendered":"Viagem sem volta"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dizem que palavras soltas s\u00e3o como palhas ao vento. Pior ainda quando estas nada constroem. Dizem tamb\u00e9m que vinho desarrolhado vira vinagre. Mas este quando reaproveitado d\u00e1 certo tempero \u00e0 vida, se usado em doses homeop\u00e1ticas. Dizem que a vida \u00e9 uma viagem s\u00f3 de ida, cujo fim ningu\u00e9m conhece a n\u00e3o ser chegando l\u00e1. Por tudo isso, muitos tentam ignorar esse fim, viajando pelo mundo das drogas.<\/p>\n<p>Sen\u00e3o, vejamos essa hist\u00f3ria, a mesma de qualquer viajante anestesiado (a) pelas ilus\u00f5es de uma vida sem regras, sem peias. Chegara ao fim antes da hora prevista. Por\u00e9m, sem qualquer embara\u00e7o ou vergonha, pois que tudo se lhe resumia em deixar correr o rel\u00f3gio do tempo e acelerar no percurso da viagem. Era essa sua vida.<\/p>\n<p>Parecia uma viagem sem fim, sem retorno. Baseados nos percal\u00e7os do caminho que trilhava, poder\u00edamos dizer que seu roteiro era mesmo uma droga. A princ\u00edpio, prometia muito. Cen\u00e1rios fant\u00e1sticos, multiformes, coloridos, davam aos viajantes a sensa\u00e7\u00e3o de uma aventura inesquec\u00edvel. Todo in\u00edcio de viagem \u00e9 assim. Os primeiros passos, deslumbrantes. J\u00e1 ao meio da viagem, sonol\u00eancia. E, na apoteose de tudo, o fim&#8230; Um fim a princ\u00edpio extasiante, repleto de novas descobertas, aventuras, amigos novos, novos amigos, mas tudo muito r\u00e1pido, passageiro&#8230; Depois, ent\u00e3o, sonol\u00eancia, cansa\u00e7o, t\u00e9dio e breu, sil\u00eancio e escurid\u00e3o total. Pronto! Agora \u00e9 preciso voltar, enfrentar a realidade. Mas qual o caminho da volta?<\/p>\n<p>Vergonha e embara\u00e7o era o que podia enxergar. E ainda dizem que uma cegonha voou por a\u00ed, com seu bico de espadachim sempre afiado e pronto para suportar o peso de mais uma vida. Levava consigo a consequ\u00eancia daquela aventura irrespons\u00e1vel, viagem sem meta, qual trof\u00e9u de uma batalha que se negou a encarar. Mais uma, dentre tantas. At\u00e9 ent\u00e3o, tudo o que fizera, tudo o que planejara nos momentos s\u00f3brios, os prop\u00f3sitos de vida, os ideais, o futuro, o sucesso, tudo se esvaia ao simples lampejo de mais uma aventura com os amigos e amigas, aqueles para os quais a vida se resumia a uma viagem vez por outra. Ent\u00e3o, pra que fazer esfor\u00e7o, quando qualquer rio se sepulta no mar perdendo a pr\u00f3pria identidade? Pra que evitar um fim comum a todos?<\/p>\n<p>Sua vergonha, no entanto, s\u00f3 se manifestava nos momentos de sobriedade. Era esta uma faca afiada, que penetrava fundo em sua alma, denegria sua imagem no espelho da consci\u00eancia e s\u00f3 aumentava a necessidade de repetir a dose, fugir novamente. Um c\u00edrculo vicioso. Um vai e vem sem rumo. O embara\u00e7o maior era diante daqueles que pensava amar, pois lhes devia ao menos a obriga\u00e7\u00e3o de uma justificativa contr\u00e1ria \u00e0 pr\u00f3pria filosofia de vida. Filosofia, teoria dos fracos, daqueles que n\u00e3o enxergam a finalidade da exist\u00eancia humana e tentam ameniz\u00e1-la com suas teorias &#8211; dizia pra si. \u00a0Pior \u00f3pio, a religi\u00e3o, pois que esta s\u00f3 lhe apresentava uma felicidade longe de seu alcance, exigindo sempre o peso de uma cruz que nunca aceitou: a modera\u00e7\u00e3o de vida, as regras de um comportamento social rid\u00edculo para seu modo de pensar.<\/p>\n<p>Rejeitava o caminho estreito. Desconhecia a hist\u00f3ria de vida Daquele que, do alto de sua pr\u00f3pria cruz, preferiu a sobriedade, o caminho l\u00facido da morte passageira. Preferiu o vinagre embebido na esponja da indiferen\u00e7a humana \u00e0 escassez de solidariedade daqueles que n\u00e3o lhe mataram a sede no momento crucial. O Cristo s\u00f3brio diante da morte! O exemplo maior que podemos citar \u00e0queles para os quais os caminhos largos do prazer e do mundo alucinante das drogas, do sexo sem nexo, da vida sem ida, sem meta, da exist\u00eancia sem consci\u00eancia&#8230; Ah Senhor, o mundo das drogas, a viagem sem volta&#8230; Ah, Senhor! Afasta de n\u00f3s esse c\u00e1lice!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dizem que palavras soltas s\u00e3o como palhas ao vento. Pior ainda quando estas nada constroem. Dizem tamb\u00e9m que vinho desarrolhado vira vinagre. Mas este quando reaproveitado d\u00e1 certo tempero \u00e0 vida, se usado em doses homeop\u00e1ticas. 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