{"id":50916,"date":"2019-07-05T09:20:38","date_gmt":"2019-07-05T12:20:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=50916"},"modified":"2019-07-05T09:20:38","modified_gmt":"2019-07-05T12:20:38","slug":"como-explicar-a-morte-para-uma-crianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/como-explicar-a-morte-para-uma-crianca\/","title":{"rendered":"Como explicar a morte para uma crian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"io-div\" data-io-article-url=\"https:\/\/pt.aleteia.org\/2019\/07\/05\/como-explicar-a-morte-para-as-criancas\/\">\n<h2 class=\"subtitle\">O luto varia segundo a idade da crian\u00e7a: veja as diferen\u00e7as entra as faixas et\u00e1rias<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\">Como explicar a uma crian\u00e7a que uma pessoa querida n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s? \u00c9 preciso, antes de tudo, evitar que os pequenos possam sofrer um trauma.A p\u00e1gina holandesa dedicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.ouders.nl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.ouders.nl<\/a>\u00a0(tirada do site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.famigliacristiana.it\/articolo\/bambini-e-le-prime-perdite_160211180033.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Famiglia Cristiana<\/em><\/a>) explica que o luto varia segundo a idade da crian\u00e7a, e mostra as diferen\u00e7as entra as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<h2><strong>Quatro \u201cfaixas\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>Resumidamente, pode-se afirmar que as crian\u00e7as at\u00e9 tr\u00eas anos dificilmente fazem diferen\u00e7a entre coisas vivas e n\u00e3o vivas. Mas percebem bem a atmosfera e as emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre tr\u00eas e seis anos, a diferen\u00e7a entre a vida e a morte j\u00e1 \u00e9 percebida, mas \u00e9 dif\u00edcil compreender o car\u00e1ter definitivo da morte. Nesta idade, as crian\u00e7as tendem a fazer muitas perguntas, entre elas a famosa \u201cquando tal pessoa volta?\u201d, como se a morte fosse um longo sonho ou umas f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Dos seis aos nove anos, as crian\u00e7as compreendem o car\u00e1ter irrevers\u00edvel da morte, ainda que o conceito de \u201cpara sempre\u201d seja dif\u00edcil de digerir. Podem nascer sentimentos dif\u00edceis de administrar, como a inseguran\u00e7a, a ansiedade e, como defesa, as crian\u00e7as tendem a negar a morte.<\/p>\n<p>Entre os nove e os 12 anos, os j\u00e1 pr\u00e9-adolescentes sabem que aquilo que vive tamb\u00e9m pode morrer. No entanto, eles t\u00eam uma tend\u00eancia a n\u00e3o solicitar muita aten\u00e7\u00e3o porque preferem viver sozinhos os seus desgostos e, desta forma, n\u00e3o parecerem infantis. Entretanto, pode acontecer que eles se fa\u00e7am de \u201cdur\u00f5es\u201d, construindo um muro entre eles e a dor, buscando esconder suas emo\u00e7\u00f5es mais aut\u00eanticas.<\/p>\n<div class=\"nativo-inread\"><\/div>\n<div id=\"aleteia-welcome\" data-google-query-id=\"CMO4_Z7hneMCFU7G4wcdkJcKNQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"3\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>Aqui v\u00e3o alguns conselhos pr\u00e1ticos para quem se encontra nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">1<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Falar sobre o luto de maneira gradual<\/strong><\/h3>\n<p>Nenhum pai dir\u00e1 brutalmente a seu filho que ele n\u00e3o ver\u00e1 mais o av\u00f4 ou a tia. \u00c9 bom aproximar gradualmente a crian\u00e7a da verdade, caso ela ainda n\u00e3o conhe\u00e7a o conceito da morte. \u00c9 o que disse o psicoterapeuta Fulvio Scaparro ao jornal Corriere della Sera de 22 de fevereiro. \u201cDeve-se explicar, portanto, que o av\u00f4 foi para uma longa viagem e que n\u00e3o voltaremos a v\u00ea-lo por muito tempo. Isso n\u00e3o quer dizer que voc\u00ea est\u00e1 mentindo, mas encarando o acontecimento da maneira e no tempo adequados. As crian\u00e7as s\u00e3o muito pr\u00e1ticas e perguntar\u00e3o: \u2018ent\u00e3o, quem vai me levar ao parque? \u2019. Ao n\u00e3o ver mais o av\u00f4, elas se habituar\u00e3o \u00e0 aus\u00eancia. Logo a crian\u00e7a crescer\u00e1 e dar\u00e1 conta de que existem cerim\u00f4nias de adeus para as pessoas queridas, os funerais\u201d<\/p>\n<div class=\"number-custom\">2<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Evitar chorar na presen\u00e7a das crian\u00e7as<\/strong><\/h3>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o condicionadas \u00e0s rea\u00e7\u00f5es de seus familiares. \u201cSe encontrarem em casa um ambiente de pranto e desespero, elas tamb\u00e9m v\u00e3o chora, mas n\u00e3o porque est\u00e3o chateadas pelo fato de o av\u00f4 ter morrido, mas simplesmente porque os outros choram: elas veem o mundo com os olhos de quem cuida delas e, mesmo que voc\u00ea tenha dado as explica\u00e7\u00f5es de esperan\u00e7a, a mensagem de desespero vai prevalecer\u201d.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">3<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Compartilhar o sofrimento<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o se deve esconder o sofrimento; pode-se, inclusive, compartilh\u00e1-lo, mas da forma adequada, porque teremos crian\u00e7as na frente e elas se angustiam ao ver que n\u00e3o comemos ou que estamos sempre chorando. S\u00e3o sinais que se vinculam \u00e0 falta de esperan\u00e7a. Se a crian\u00e7a se entristece e diz: \u201csinto falta do papai\u201d, \u00e9 adequado compartilhar, dizendo: \u201ceu sei, eu te entendo e tamb\u00e9m sinto falta dele\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 bom falar dele e recordar alguma hist\u00f3ria engra\u00e7ada que eles viveram.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">4<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>O funeral<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cEm geral, creio que as crian\u00e7as podem assistir a um funeral, porque \u00e9 um ritual importante para a separa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um momento para se despedir da pessoa que elas amaram e com quem tiveram os primeiros contatos com a realidade\u201d, sublinha o professor Fulvio Scaparro que, no entanto, adverte: \u201cEfetivamente, se for um funeral em que s\u00e3o previstas cenas de desespero porque a morte foi imprevista, ent\u00e3o \u00e9 melhor deixar as crian\u00e7as em casa. Se, ao contr\u00e1rio, \u00e9 prevista uma grande tristeza, mas com atitude de compostura, sou a favor da participa\u00e7\u00e3o dos pequenos, que podem ficar sob a responsabilidade de uma pessoa que n\u00e3o esteja t\u00e3o envolvida no luto.\u201d<\/p>\n<div class=\"number-custom\">5<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Explicar que a vida continua<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 importante transmitir \u00e0s crian\u00e7as a mensagem de que a vida segue e que momentos de felicidade ainda nos esperam. N\u00e3o \u00e9 preciso ser brusco; as refer\u00eancias dos ciclos da natureza como \u201cas folhas das \u00e1rvores caem e morrem, mas a \u00e1rvore continua viva,\u201d podem ajudar. Ou, quando houver maior consci\u00eancia, podemos aproveitar a morte de uma planta ou de um animal para ensinarmos gradualmente o significado da morte.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">6<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>As lembran\u00e7as sempre estar\u00e3o vivas<\/strong><\/h3>\n<p>Scaparro prossegue: \u201cO aspecto positivo a sublinhar \u00e9 que n\u00e3o veremos mais o av\u00f4, mas as lembran\u00e7as dele e seus ensinamentos permanecer\u00e3o para sempre conosco. Desta forma, ensinamos as crian\u00e7as que quem morre sempre deixa algo. Falar, compartilhar o sentimento de perda, ver fotos e lembrar um belo momento do av\u00f4 com o filho ajudam no caminho da aceita\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">7<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Suavizar a realidade<\/strong><\/h3>\n<p>Quando assistem aos desenhos animados, as crian\u00e7as est\u00e3o em contato com a morte. \u00c0s vezes, comovem-se com a morte de um personagem. Neste caso, significa que elas est\u00e3o se tornando emp\u00e1ticas e se comovem profundamente. Quando uma crian\u00e7a disser: \u201cum dia voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o estar\u00e1 mais aqui\u201d, ela quer informar que entendeu a realidade da vida e leva em conta que um dia os pais tamb\u00e9m se v\u00e3o.\u00a0Em rela\u00e7\u00e3o aos pais, conv\u00e9m suavizar o tema, sem contar mentiras. Pode-se dizer algo assim: \u201csim, n\u00f3s tamb\u00e9m vamos morrer, mas n\u00e3o h\u00e1 pressa, queremos ficar mais um pouco neste mundo\u201d.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">8<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Nunca evitar a verdade<\/strong><\/h3>\n<p>O portal <a href=\"http:\/\/www.nostrofiglio.it\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.nostrofiglio.it<\/a> diz que independentemente da estrat\u00e9gia usada na hora de explicar a morte \u00e0s crian\u00e7as, o importante \u00e9 n\u00e3o ser evasivo diante das perguntas delas. Sejam perguntas secas, diretas ou implac\u00e1veis. Os pais n\u00e3o devem nunca responder com frases do tipo: \u201cvoc\u00ea vai entender quando for grande\u201d, ou \u201cesta \u00e9 uma pergunta complicada agora, um dia falaremos sobre isso\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio encontrar a maneira mais condizente com o estilo de pensar e com a extrema delicadeza de oferecer respostas exaustivas aos filhos.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">9<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Crian\u00e7as no cemit\u00e9rio<\/strong><\/h3>\n<p>Ir ao cemit\u00e9rio tamb\u00e9m \u00e9 um gesto laico. As pessoas v\u00e3o ao cemit\u00e9rio para manter viva a lembran\u00e7a dos falecidos. Por isso, \u00e9 aconselh\u00e1vel levar as crian\u00e7as a partir dos tr\u00eas anos. Embora muitos prefiram deix\u00e1-las em casa, eu n\u00e3o considero adequado.\u00a0Ir ao cemit\u00e9rio com a fam\u00edlia d\u00e1 a possibilidade de explicar \u00e0s crian\u00e7as onde o ente querido descansa, mesmo que voc\u00ea diga: \u201cneste momento, ele dorme aqui, mas segue vivendo conosco porque n\u00f3s o mantemos vivo no pensamento e tamb\u00e9m quando vamos visit\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n<div class=\"number-custom\">10<\/div>\n<h3 class=\"rich-list-item\"><strong>Elabora\u00e7\u00e3o do luto<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Francesca Broccoli explica, em seu blog que: \u201ccada crian\u00e7a encontrar\u00e1 seu modo pessoal e espec\u00edfico para elaborar o luto. \u00c9 extremamente importante preparar, acompanhar e apoiar a crian\u00e7a que est\u00e1 enfrentando a morte de um parente\u201d.<\/p>\n<p>Por qu\u00ea? \u201cPorque esta experi\u00eancia representar\u00e1 um momento de aprendizagem fundamental e formar\u00e1 a base com que ela enfrentar\u00e1 as pr\u00f3ximas experi\u00eancias de perda durante a vida\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 text-center pagination-cont-article\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O luto varia segundo a idade da crian\u00e7a: veja as diferen\u00e7as entra as faixas et\u00e1rias Como explicar a uma crian\u00e7a que uma pessoa querida n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s? \u00c9 preciso, antes de tudo, evitar que os pequenos possam sofrer um trauma.A p\u00e1gina holandesa dedicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o http:\/\/www.ouders.nl\u00a0(tirada do site\u00a0Famiglia Cristiana) explica que o luto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":50917,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-50916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50916"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50916\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50918,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50916\/revisions\/50918"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}