{"id":5028,"date":"2014-08-25T14:42:09","date_gmt":"2014-08-25T17:42:09","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ecos-de-muitas-palavras\/"},"modified":"2017-04-06T13:22:28","modified_gmt":"2017-04-06T16:22:28","slug":"ecos-de-muitas-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ecos-de-muitas-palavras\/","title":{"rendered":"Ecos de muitas palavras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em agosto de 2004 uma senhorinha da qual nunca soube o nome me procurou. Dizia ser respons\u00e1vel por uma coluna semanal que escrevia para minha diocese em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o. Estava cansada e necessitava de ajuda. Pediu-me que a substitu\u00edsse por alguns dias, pois conhecia meu trabalho como escritor e mission\u00e1rio. Diante de tamanha humildade e simpatia n\u00e3o tive como lhe negar esse favor. O tempo foi passando, passando e nunca mais me encontrei com a boa velhinha \u2013 que n\u00e3o sei se vive ou j\u00e1 partiu para os bra\u00e7os do pai. Semana vinha, semana ia e fui ficando. Dez anos se passaram. Mais de quinhentos artigos, temas diversos, assuntos mil&#8230; e aqui estou.<br \/> N\u00e3o sei se cumpri ou n\u00e3o essa tarefa, com a mesma humildade dela. O qu\u00e3o dif\u00edcil foi chegar a essa marca, sim. Mas, olhando para tr\u00e1s, vejo que foi um longo e maravilhoso aprendizado, um gesto de perseveran\u00e7a que muito me ajudou nesse exerc\u00edcio de garimpar as mensagens que s\u00f3 o Esp\u00edrito \u00e9 capaz de nos revelar e fazer transbordar de nossa insignific\u00e2ncia as exorta\u00e7\u00f5es que Deus nos faz constantemente. Por isso, a coluna de hoje \u00e9 uma homenagem a esse anjo maravilhoso que um dia cruzou meu caminho. Destaco algumas frases colhidas ao longo desses dez anos.<br \/> \u201cDos po\u00e7os de nossas incertezas, inseguran\u00e7as e dilemas devemos fazer brotar a fonte adormecida da \u00e1gua pura, cristalina, da f\u00e9 que buscamos. Sem ela a humanidade sucumbir\u00e1 de sede\u201d. (2004)<br \/> \u201cNosso maior erro \u00e9 definir a felicidade como conquista efetiva de um bem almejado, um sonho a se alcan\u00e7ar. Dessa forma, a felicidade estar\u00e1 sempre \u00e0 frente, fugindo-nos matreira e fogosa por detr\u00e1s da insaci\u00e1vel busca e da confusa defini\u00e7\u00e3o que possu\u00edmos ao seu respeito. O que seria, afinal, felicidade?\u201d (2005)<br \/> \u201cFa\u00e7amos uma escala proporcional. Sendo o Sol uma pequena azeitona, a Terra seria um gr\u00e3o de areia a uma dist\u00e2ncia de 90 cm. A estrela mais pr\u00f3xima, outra azeitona, estaria a 220 km de dist\u00e2ncia do nosso \u201cSol\u201d. Melhor engolirmos essa azeitona!\u201d (2006)<br \/> \u201cQuando o sol bate, brilha e, assim, mostra o brilho de Deus. Fiquei a imaginar: se cada crist\u00e3o batizado, por mais insignificante que fosse, pudesse refletir esse brilho no ambiente onde Deus o colocou!&#8230; Mas de utopia o mundo est\u00e1 cheio. O que nos falta \u00e9 um banho de coer\u00eancia, para que a \u201crocha sagrada\u201d onde se assenta a igreja-viva, o templo que somos, possa merecer um dia sua c\u00fapula dourada, a coroa dos anjos e santos dos c\u00e9us\u201d. (2007)<br \/> \u201cO brilho da f\u00e9 vai al\u00e9m das apar\u00eancias que forjamos em nossas vidas, das m\u00e1scaras que vestimos, do barro que nos cobre. A f\u00e9 \u00e9 transl\u00facida, contagiante, irremediavelmente solid\u00e1ria com todos que nos cercam, fazem parte dessa descoberta\u201d. (2008) \u201cSe voc\u00ea ainda n\u00e3o se deu conta da import\u00e2ncia da vida, saiba que ela \u00e9 um milagre. Voc\u00ea \u00e9 um milagre! D\u00ea gra\u00e7as a Deus por n\u00e3o lhe terem abortado\u201d. 2009<br \/> Na ante-sala de uma mesa operat\u00f3ria, quando meu cora\u00e7\u00e3o quis se rebelar, tive for\u00e7as para escrever: \u201cSair vivo ou morto \u00e9 indiferente quando nos entregamos nas m\u00e3os Daquele que guia nossos passos, nossa vida\u201d. (2010)<br \/> \u201cPerpetuar-se&#8230; Vencer n\u00e3o na vida apenas, mas a vida e sua maior oponente, a morte. Isso n\u00e3o \u00e9 mera ideologia, nem utopia. Esse \u00e9 o maior sucesso que a f\u00e9 crist\u00e3 pode nos apontar: a prosperidade eterna\u201d. (2011) \u201cQualquer manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9 s\u00f3 \u00e9 pass\u00edvel de avalia\u00e7\u00e3o a partir do cora\u00e7\u00e3o em que ela se revela\u201d (2012)<br \/> \u201cO fato \u00e9 que na esteira dos sonhos de grandeza e poder muitos sucumbem. N\u00e3o h\u00e1 no mundo uma hist\u00f3ria de sucesso permanente quando esta se constr\u00f3i num pedestal de mentiras e subterf\u00fagios\u201d. (2013)<br \/> \u201cEnt\u00e3o \u00e9 isso: a Igreja nasceu um andar acima da realidade conflituosa que cerceia a humanidade; um degrau acima dos nossos dilemas e inseguran\u00e7as.\u201d (2014)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto de 2004 uma senhorinha da qual nunca soube o nome me procurou. Dizia ser respons\u00e1vel por uma coluna semanal que escrevia para minha diocese em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o. Estava cansada e necessitava de ajuda. Pediu-me que a substitu\u00edsse por alguns dias, pois conhecia meu trabalho como escritor e mission\u00e1rio. 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