{"id":5026,"date":"2014-08-25T14:05:47","date_gmt":"2014-08-25T17:05:47","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-leigo-pode-ler-o-evangelho-na-missa\/"},"modified":"2017-04-06T13:21:36","modified_gmt":"2017-04-06T16:21:36","slug":"um-leigo-pode-ler-o-evangelho-na-missa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-leigo-pode-ler-o-evangelho-na-missa\/","title":{"rendered":"Um leigo pode ler o Evangelho na Missa?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/topic.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>A ordena\u00e7\u00e3o ritual da Missa pode comparar-se a uma partitura musical, em que cada interven\u00e7\u00e3o est\u00e1 programada e dosada para se obter uma execu\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica; assim, se um cantor ou um instrumentista executar uma parte que n\u00e3o lhe perten\u00e7a, comprometer\u00e1 toda a execu\u00e7\u00e3o. O mesmo acontece com a leitura do Evangelho durante a Missa, se efetuada por um simples fiel, pois n\u00e3o se trata somente de infra\u00e7\u00e3o disciplinar, mas tamb\u00e9m provoca uma esp\u00e9cie de grande desafina\u00e7\u00e3o. Ao tornar-se uma regra, e ainda por cima com a aprova\u00e7\u00e3o do p\u00e1roco, revela uma incompreens\u00e3o grave dos diferentes pap\u00e9is a desempenhar na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e manifesta um enorme atropelo ritual.<\/p>\n<p>O papel dos sacerdotes e dos fi\u00e9is<\/p>\n<p>Entre o papel do sacerdote e o da assembleia dos fi\u00e9is \u2013 os dois polos de converg\u00eancia que interagem numa rela\u00e7\u00e3o constante-, h\u00e1 outras pessoas ou atores com tarefas bem determinadas, sem sobreposi\u00e7\u00f5es nem interfer\u00eancias. Poder\u00e1 haver quem considere que estas inter-rela\u00e7\u00f5es t\u00eam uma import\u00e2ncia secund\u00e1ria ou at\u00e9 m\u00ednima; mas a verdade \u00e9 que o Concilio Vaticano II consagrou-lhes explicitamente um artigo Constitui\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica Sacrosanctum concilium (SC): \u201cNas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, limite-se cada um, ministro ou simples fiel, exercendo o seu of\u00edcio, a fazer tudo e s\u00f3 o que \u00e9 da sua compet\u00eancia, segundo a natureza do rito e as leis lit\u00fargicas\u201d (SC 28).<\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o conciliar acabou com o monop\u00f3lio do sacerdote que tinha centrado em si as diversas fun\u00e7\u00f5es desde a da presid\u00eancia \u00e0 de ler as leituras e os textos destinados ao canto, e voltou a dar plena capacidade de express\u00e3o e de participa\u00e7\u00e3o \u00e0 assembleia dos fi\u00e9is. De fato, a assembleia, \u00e0 semelhan\u00e7a da Igreja, de que \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o vis\u00edvel e privilegiada \u2013 reveladora da sua natureza e das suas caracter\u00edsticas \u2013 , n\u00e3o \u00e9 uma massa indiferenciada e uniforme, mas um povo reunido e ordenado, onde cada membro ou grupo desempenha a sua fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para servi\u00e7o de todos.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da assembleia eucar\u00edstica coloca-se a figura do sacerdote que, por for\u00e7a do sacramento da Ordem (por isso \u00e9 que se diz &#8220;minist\u00e9rio ordenado&#8221;), preside em vez de Cristo, dirige a ora\u00e7\u00e3o, anuncia a Palavra de salva\u00e7\u00e3o, associa o povo \u00e0 oferta e distribui o p\u00e3o da vida eterna. Ente os ministros ordenados, al\u00e9m do bispo, encontramos o di\u00e1cono, sempre tido em grande honra, a quem competem diversos of\u00edcios, especialmente a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho e o servi\u00e7o da comunh\u00e3o no c\u00e1lice. Para evitar qualquer forma de individualismo e de divis\u00e3o, exige-se que a assembleia forme um \u00fanico corpo, participando de modo unit\u00e1rio na escuta da Palavra, na ora\u00e7\u00e3o, no canto, na oferta, na comunh\u00e3o e, igualmente, nos gestos e atitudes do corpo.<\/p>\n<p>Mist\u00e9rios para o servi\u00e7o<\/p>\n<p>Para servi\u00e7o do presidente e da assembleia est\u00e1 prevista uma serie de of\u00edcios ou minist\u00e9rios (etimologicamente nem de poder) exercidos por pessoas oportunamente designadas e preparadas para cada um dos momentos da celebra\u00e7\u00e3o: para o acolhimento, para a leitura, para a ora\u00e7\u00e3o, para o canto e para a mesa. O n\u00famero de pessoas encarregadas varia, consoante as assembleias s\u00e3o mais ou menos numerosas, mas o m\u00ednimo requerido para a missa com a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is \u00e9 de, pelo menos, tr\u00eas ministros: um ac\u00f3lito, um leitor e um cantor. O cantor est\u00e1 encarregado de dirigir e de apoiar o canto do povo, ajudado, se poss\u00edvel, pelo coro. O ac\u00f3lito ajuda o sacerdote no altar e, em determinadas condi\u00e7\u00f5es, na distribui\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o aos fi\u00e9is. O leitor \u2013 como o ac\u00f3lito, \u00e9 um minist\u00e9rio , isto \u00e9, designado de modo est\u00e1vel com um rito apropriado \u2013 desempenha a fun\u00e7\u00e3o da leitura dos textos b\u00edblicos, exceto do Evangelho. Estes dois minist\u00e9rios tamb\u00e9m podem ser exercidos por simples fi\u00e9is, desde que preparados do ponto de vista b\u00edblico, lit\u00fargico, espiritual e t\u00e9cnico. <\/p>\n<p>A Palavra de Deus<\/p>\n<p>Entre os minist\u00e9rios abertos aos leigos, o de leitor \u00e9 o mais importante. Este minist\u00e9rio tem um local e um livro pr\u00f3prios. Esse local \u00e9 o amb\u00e3o, um lugar elevado dotado de uma estante, para que a voz possa ser ouvida por todos. O livro, chamado leccion\u00e1rio, \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o ordenada das leituras b\u00edblicas para cada celebra\u00e7\u00e3o. Nunca se celebra a Eucaristia sem a leitura da Palavra de Deus e, quando o leitor l\u00ea, todos escutam sentados. H\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o para a leitura do Evangelho, para a qual todos se levantam, fazem o sinal da cruz, aclamam no in\u00edcio e, no fim, enquanto o leitor beija a p\u00e1gina evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>A antiqu\u00edssima tradi\u00e7\u00e3o do Oriente e do Ocidente atribuiu grande import\u00e2ncia \u00e0 leitura do Evangelho, honrando-o com um livro diferente, com decora\u00e7\u00f5es valiosas \u2013 ao longo da hist\u00f3ria e, mesmo atualmente, fizeram-se e publicaram-se verdadeiras obras de arte! -, entregando ao di\u00e1cono ou, na sua aus\u00eancia ao sacerdote, a sua proclama\u00e7\u00e3o. Ensina o Conc\u00edlio Vaticano II (SC 33) que, na palavra do Evangelho, Cristo anuncia, hoje, o seu &#8220;Evangelho&#8221; e torna-Se presente (SC 7). Os gestos lit\u00fargicos que acompanham a leitura do Evangelho: canto, incenso, c\u00edrios, prociss\u00e3o, etc.) exprimem a f\u00e9\u00a0 da assembleia na presen\u00e7a de Cristo atrav\u00e9s da sua Palavra. Por isso, confiar a uma pessoa qualquer a leitura do Evangelho tem o direito de explica-lo ou de fazer a homilia), mas tamb\u00e9m uma falta de respeito por Aquele que \u00e9 a Palavra viva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ordena\u00e7\u00e3o ritual da Missa pode comparar-se a uma partitura musical, em que cada interven\u00e7\u00e3o est\u00e1 programada e dosada para se obter uma execu\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica; assim, se um cantor ou um instrumentista executar uma parte que n\u00e3o lhe perten\u00e7a, comprometer\u00e1 toda a execu\u00e7\u00e3o. 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